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Lúdio busca assegurar R$ 5 milhões de emendas para a saúde, em Cuiabá

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) busca assegurar o pagamento de R$ 5 milhões em emendas parlamentares impositivas para a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá. Na última sexta-feira (29), o deputado se reuniu com o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (UB), para articular a liberação dos recursos para a área que mais enfrenta dificuldades na capital.

Lúdio destinou os recursos para reabrir duas policlínicas e reformar uma terceira, além de zerar a fila de mais de 3,5 mil cirurgias de otorrinolaringologia no Hospital Municipal São Benedito, e ainda melhorar o atendimento aos pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS) em Cuiabá. O deputado buscou a Casa Civil para que o dinheiro seja empenhado pelo Governo do Estado, evitando que os recursos sejam perdidos.

“São emendas que eu propus no orçamento deste ano para a Saúde de Cuiabá, e esses R$ 5 milhões até agora não foram empenhados. Eu já vinha fazendo esse diálogo com o governo estadual há bastante tempo, e me reuni com o secretário para assegurar o empenho dessas emendas até o final deste ano, para que o próximo prefeito possa executá-las. E saio daqui, hoje, com o compromisso dele de que as emendas serão empenhadas. O Abílio (Brunini, prefeito eleito de Cuiabá) terá R$ 5 milhões do orçamento de 2024 liberados para 2025”, disse Lúdio.

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Os recursos destinados por Lúdio poderão viabilizar as reformas das policlínicas do Pedra 90, do Coxipó e do Planalto. Também deverão garantir a compra de equipamentos de ultrassonografia, colposcopia e maca ginecológica para atender a saúde da mulher e das gestantes, além de eletrocardiograma e ecocardiograma para melhorar a atenção cardiovascular.

O deputado destacou que “o meu compromisso com Cuiabá são emendas para a Saúde” e que a briga política entre prefeitura e governo dificultou a destinação dos recursos até o momento. Para o orçamento de 2025, Lúdio também irá destinar mais emendas para a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá.

Fonte: ALMT – MT

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CPI da Saúde ouve procurador-geral e empresária investigada por contratos da pandemia

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ouviu, nesta quarta-feira (8), o procurador-geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes, e a médica e empresária Virgínia Scaff Gonçalves Grassani Silva, investigada por contratos firmados com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) durante a pandemia da Covid-19. Enquanto o procurador respondeu aos questionamentos da relatoria da comissão, a empresária exerceu o direito constitucional ao silêncio em relação às perguntas realizadas pela relatoria da comissão.

Durante o depoimento, Francisco de Assis afirmou que a PGE exerce o controle prévio de legalidade dos processos administrativos, mas não tem competência para fiscalizar a execução dos contratos firmados pela administração pública. Segundo ele, cabe à PGE emitir pareceres jurídicos antes da formalização das contratações, enquanto a fiscalização posterior compete aos órgãos de controle interno e externo. Questionado sobre informações apresentadas pela comissão relativas a pagamentos realizados sem cobertura contratual, afirmou desconhecer os dados.

Na sequência, a comissão ouviu a médica e empresária Virgínia Scaff Gonçalves Grassani Silva. Convocada na condição de investigada, ela compareceu acompanhada por advogado e optou por exercer o direito ao silêncio, garantia assegurada pela Constituição Federal.

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Ao avaliar os depoimentos, a relatoria da CPI da Saúde informou que a equipe técnica fará o cruzamento das informações prestadas durante as oitivas com a documentação reunida ao longo da investigação, subsidiando a elaboração do relatório final da comissão.

A relatoria também informou que irá aprofundar a apuração sobre uma tentativa de ataque cibernético aos sistemas da Secretaria de Estado de Saúde, mencionada durante o depoimento do procurador-geral. Conforme informado à comissão, o caso foi comunicado às autoridades competentes e a CPI aguarda informações da Polícia Federal para dar continuidade às investigações.

Investigação – A convocação da médica e empresária Virgínia Scaff está relacionada aos contratos firmados entre a empresa V. Scaff Gonçalves & Cia Ltda., conhecida como Clínica Rostey, e a Secretaria de Estado de Saúde (SES) para a disponibilização de 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto no Hospital Regional de Cáceres durante a pandemia da Covid-19.

Os contratos, superiores a R$ 4,2 milhões, são investigados por suspeitas de irregularidades. Conforme apurado pela CPI, a empresa, registrada como clínica de dermatologia e estética, não possuía experiência comprovada na gestão de UTIs. Relatórios da Controladoria Geral da União (CGU) também apontam indícios de fraude na dispensa de licitação.

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Ao encerrar a reunião, a relatoria da CPI da Saúde informou que o Plenário da Assembleia Legislativa aprovou a prorrogação dos trabalhos da comissão por mais 180 dias. Também foi aprovada a convocação do médico Luiz Wagner Silveira Golembiowski para prestar esclarecimentos sobre os fatos investigados.

Fonte: ALMT – MT

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