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Frente Parlamentar em defesa da criança e do adolescente é instalada

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) instalou, nesta sexta-feira (16), a Frente Parlamentar em Defesa da Criança e do Adolescente. A frente, requerida pelo deputado Sebastião Rezende (União), tem o objetivo discutir e realizar debates entre os Poderes e, especialmente, com o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente – Cedca-MT, vinculado à Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setasc).

O coordenador-geral da Frente Parlamentar, deputado Sebastião Rezende, afirmou que a formação da frente é extremamente importante porque tem condições de envolver mais a participação de outros parlamentares.

Segundo ele, a frente estará focada nos interesses das crianças e adolescentes vai envolver todas os Poderes, o Ministério Público, Defensoria Pública e as associações ligadas a defesa dos menores. “Na Frente Parlamentar vamos ter condições de discutir e, com isso, trazer respostas mais efetivas à sociedade”, disse Rezende.

Além da instalação da frente parlamentar, a presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente (CEDCA), Lindacir Rocha Bernardon, aproveitou para lançar a campanha “Faça Bonito”. A campanha será coordenada pela CEDCA e, segundo ela, tem o foco de inibir o abuso de violência sexual contra crianças e adolescentes em Mato Grosso.

“É preciso unir forças para lutar e combater e, com isso, fazendo uma atuação mais direta em todos os segmentos. A partir do momento que unirmos as forças há uma chance maior de amenizar as dores e combater as violências praticadas contra as crianças e adolescentes. As denúncias podem ser feitas pelo Disque 100”, explicou Bernardon.

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Bernardon apresentou números do Sistema de Informações para Infância e Adolescência (SIPIA) que apontam que de 1º de janeiro a 14 de maio de 2025 foram registrados 7.354 casos que envolvem a violação dos direitos das crianças. São mais de dez violações por dia. Desse número, 414 são de abusos sexuais e 14 envolvem a exploração sexual comercial.

Ela citou ainda que as maiores vítimas foram as crianças do gênero feminino com 4.451 ocorrências e do gênero masculino foram registrados 3.858 casos. “Os maiores violadores estão dentro da família. As mães com 1.727, os padrastos com 155, os avós com 119, o pai com 67 e as madrastas com 39 casos de abusos. Infelizmente, o grande perigo de abuso está dentro da família. É preciso resgatar as famílias”, explicou Bernardon.

O procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso, Paulo Prado, afirmou que a Assembleia Legislativa tem um papel importante na distribuição de recursos financeiros na hora da formatação da Lei Orçamentária Anual. Segundo ele, o Estado não conseguirá vencer as facções criminosas se não forem feitos investimentos pesados na educação das crianças.

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“É preciso dar condições de as escolas se modernizarem e adotarem o período integral de ensino, mas muitas crianças não podem porque têm que ajudar no custeio da família. As escolas têm que oferecer, por exemplo, aulas de músicas e teatro, que as famílias tenham condições de manter as crianças nas escolas com tempo integral”, afirmou Prado.

A abertura da reunião para instalação da Frente Parlamentar foi feita pelo Coral (composta por 23 crianças) Canto e Encanto, da Escola Municipal de Ensino Básico (EMEB), Salvelina Ferreira da Silva, de Várzea Grande, que cantou o Hino Nacional. O coral regido pelo maestro e professor Wilson Braz da Silva.

A Frente Parlamentar é a associação de deputados, de caráter suprapartidária, destinada a promover, em conjunto com representantes da sociedade civil e de órgãos públicos, a discussão e o aprimoramento da legislação e de políticas públicas para o Estado de Mato Grosso referentes a um determinado setor da sociedade.

Fonte: ALMT – MT

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Governo apresenta balanço de metas e investimentos na Assembleia Legislativa

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A Assembleia Legislativa realizou audiência pública da Comissão de Orçamento e Fiscalização da Execução Orçamentária para apresentação das metas físicas do Governo do Estado relativas ao primeiro semestre de 2026.

A exposição do encontro foi organizada pela Secretaria de Planejamento e Gestão do Governo do Estado, a Seplag, e se refere a investimentos de todas as secretarias do Estado na gestão de Mato Grosso.

Nesse encontro, 17 secretarias e autarquias apresentaram um balanço de investimentos nas áreas, como segurança pública, por exemplo.

A titular da pasta, coronel Susane Tamanho, foi a primeira a fazer a exposição. Ela disse que muitas ações estão planejadas e executadas, incluindo a presença das eleições em segundo turno e mais segurança e prevenção para se evitar a violência no Estado.

“Muitas ações sendo planejadas. A gente tem agora o segundo turno das eleições, que é uma mobilização muito grande das forças de segurança. No primeiro turno, a gente teve 5.300 agentes envolvidos. Nós já estamos com ações desde o início do ano, planejadas, coordenadas, fortalecimento de regionais onde a gente vê possíveis avanços de criminalidade, com operações Território Livre, operações de fronteira”, descreveu a secretária.

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E assim, cada secretaria foi apresentando seus resultados de investimentos. Isso porque, nessa fase do processo, não se fala em valores, mas de metas para o Estado.

E, por falar em metas, o secretário-adjunto de Planejamento e de Mato Grosso Digital, Sandro Brandão, comenta sobre as áreas de investimentos e o total, em porcentagem, concluídos até agora, isto faltando menos de três meses para terminar o ano.

“Nós já tivemos um desempenho de 71% do que foi previsto para o ano. Ou seja, no primeiro semestre a gente já extrapolou o que, em teoria, deveria ser 50%. Há uma expectativa muito grande de conseguir entregar tudo, inclusive extrapolar o que estava planejado aí para o ano de 2026”.

Apesar dos investimentos pesados do Governo do Estado, estimados em mais de 70%, sem terminar o exercício, o presidente da comissão, deputado Carlos Avallone (PSDB) reparou que falta reforçar investimentos em algumas áreas.

“A Defensoria Pública não poderia ser deixada ao lado, como está ficando. Então, nós já tentamos vários anos colocar isso como pauta principal e não temos conseguido. A Assembleia realmente precisa trabalhar melhor essa parceria com o governo para que isso possa acontecer”.

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Para a Rádio Assembleia, Adão de Oliveira.

Fonte: ALMT – MT

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