O deputado estadual Faissal Calil (Cidadania) apresentou nesta semana algumas indicações para o Governo do Estado, pedindo a aquisição de motocicletas para a Polícia Militar em seis municípios de Mato Grosso. As solicitações visam melhorar a segurança nas cidades que registraram índices elevados de violência, atendendo a reinvindicação de alguns moradores locais, que apontaram a necessidade de mais rondas diárias pelas ruas.
A solicitação de Faissal pede a aquisição de motocicletas para a PM nas cidades de Aripuanã, Nova Monte Verde, Nova Maringá, Alto Paraguai, São José do Rio Claro e Cáceres. Para o deputado, o aumento nas rondas diárias desempenhará um papel crucial na manutenção da segurança pública e ajudará na prevenção de crimes, proporcionando a presença visível e regular da polícia nas ruas no combate aos bandidos.
Os municípios foram escolhidos com base em um estudo divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública sobre o território da Amazônia Legal, que tem Aripuanã como cidade mais violenta. Os dados levam em consideração os registros de quatro crimes: homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes em decorrência de intervenção policial.
“As rondas ajudam a criar um ambiente de segurança, possibilitando uma sensação de proteção para os cidadãos. Os criminosos são menos tolerantes a agir quando sabem que há uma probabilidade maior de serem pegos ou identificados pela polícia. Esta atuação do Estado é muito importante, para que consigamos reduzir estes índices de criminalidade nestes municípios.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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