Mato Grosso

Faissal defende que mulheres vítimas de violência andem armadas pra se defender

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O deputado estadual Faissal Calil (Cidadania) defendeu na sessão da manhã desta quarta-feira (19), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que as mulheres vítimas de violência doméstica tenham o direito de andarem armadas. A medida é necessária, segundo o parlamentar, tendo em vista que dispositivos como botão do pânico e medidas protetivas não são suficientes para diminuir os casos de feminicídio no estado.

A importância da possibilidade da mulher vítima de violência doméstica se defender com o porte de arma de fogo foi debatida na ALMT nesta quarta-feira. O parlamento, inclusive, aprovou em agosto um projeto de lei que permite o porte e posse de armas para mulheres sob medida protetiva decretada pela Justiça.

O texto foi proposto pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que teve a filha Raquel Cattani, de 26 anos, assassinada com mais de 30 facadas a mando do ex-marido, em julho de 2024. A fala de Faissal se deu após o deputado estadual Eduardo Botelho citar casos recentes e destacando a importância da criação de dispositivos para aumentar a segurança das mulheres.

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“Com relação às mulheres que estão em situação de vulnerabilidade, defendo a tese de que elas andem armadas, tendo um preparo de defesa pessoal. O Estado tem que dar estas condições, porque o botão do pânico não adianta, assim como as medidas de afastamento judicial. Tem que ser algo mais efetivo e defendo que a mulher nestas condições, ande armada para se defender”.

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Ministério Público MT

Júri do caso Zampieri encerra segundo dia com interrogatórios

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O segundo dia de julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi encerrado na noite desta quarta-feira (30), após cerca de dez horas de sessão no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Os trabalhos foram marcados pelos interrogatórios dos réus e pela análise de pedidos apresentados pela defesa.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do MPMT. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.Durante o interrogatório, Antônio Gomes da Silva confirmou ter recebido uma fotografia de Roberto Zampieri quando ainda estava em Belo Horizonte (MG). Em outro momento, questionado sobre o sentimento após o homicídio, respondeu que foi o de “missão cumprida”.Antônio ainda evitou, em depoimento, comentar sobre eventual participação do Coronel Caçadini e confirmou o envolvimento de Hedilerson.O segundo interrogatório foi o de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, que negou participação no homicídio, apesar de reconhecer que a arma utilizada por Antônio era sua. Já o terceiro a ser interrogado foi Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas – coronel Caçadini. Ele confirmou que conheceu Antônio Gomes da Silva em setembro de 2023, quando o contratou para realizar uma reforma em seu escritório.Caçadini ainda relatou manter relação próxima com o empresário Aníbal Manoel Laurindo, apontado nas investigações como um dos mandantes do crime. Conforme afirmou, os dois mantinham conversas frequentes.A defesa de Antônio Gomes da Silva requereu a suspensão do julgamento, com o desmembramento do processo em relação ao acusado e sua submissão a incidente de insanidade mental. Alternativamente, pediu que os jurados fossem chamados a deliberar, em quesitos específicos, sobre eventual inimputabilidade ou semi-imputabilidade do réu. Os promotores de Justiça manifestaram-se contra os pedidos, que foram indeferidos pelo José Mauro Nagib Jorge.O julgamento será retomado na quinta-feira (1º), quando terão início os debates entre acusação e defesa perante o Conselho de Sentença, etapa que antecede a deliberação dos jurados e a definição do veredicto.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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