Política MT

Fabinho propõe leis que garantem moradia, dignidade e valorização aos garis

Publicado em

O deputado estadual Fabio Tardin aproveitou a data do “Dia do Gari”, celebrado em 16 de maio, para homenagear a categoria e destacar projetos de lei voltados à valorização e à melhoria das condições de trabalho dos profissionais da limpeza urbana em Mato Grosso.

Antes de ingressar na vida pública, Fabinho atuou como gari e jardineiro em Várzea Grande. Emocionado, relembrou sua trajetória pessoal. “É uma categoria que só recebe atenção quando entra em greve. Falo com conhecimento de causa, pois já estive nesse lugar e senti na pele o preconceito. Só percebemos a importância desses trabalhadores quando algo não funciona”, declarou.

O parlamentar ressaltou que seu compromisso com os garis vai além dos discursos e se reflete em propostas concretas. Ele é autor de diversos projetos que buscam assegurar dignidade, reconhecimento e melhores condições de trabalho para garis e catadores de materiais recicláveis.

Entre as iniciativas apresentadas, destaca-se o Projeto de Lei nº 179/2025, que garante prioridade a garis e catadores no acesso ao programa Ser Família Habitação, facilitando o sonho da casa própria para quem dedica a vida à limpeza e à conservação das cidades.

Leia Também:  Dr. Eugênio informa sobre construção de escola nova no distrito de Veranópolis, em Confresa

Já o PL nº 1068/2024 propõe instituir o Dia do Gari como feriado estadual, com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a coleta adequada de resíduos e valorizar os profissionais que mantêm o ambiente urbano limpo e saudável.

Outro projeto relevante é o PL nº 1069/2024, que prevê a instalação de pontos de apoio com banheiros, chuveiros, água potável e espaços de descanso em todo o estado, promovendo mais conforto e dignidade durante a jornada de trabalho.

Fabinho também é autor da Lei nº 12.219/2023, que fortalece as cooperativas de catadores e profissionais autônomos por meio da oferta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), capacitação, infraestrutura e acesso ao crédito.

“Quando o caminhão de coleta não passa ou o pagamento atrasa e o gari entra em greve, a população logo sente os impactos: lixeiras cheias, mau cheiro. Mas o trabalho desses profissionais vai muito além das situações de crise. Eles são indispensáveis todos os dias”, afirmou o deputado.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Política MT

Audiência pública debate fortalecimento da rede de saúde mental em Mato Grosso

Published

on

Foto: Helder Faria

Na tarde desta segunda-feira (18), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) promoveu audiência pública para discutir a implementação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e a efetivação da política antimanicomial no estado. O debate, requerido pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), foi realizado no Plenário Renê Barbour e fez alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial.

A data, dia 18 de maio, marca o movimento nacional em defesa do cuidado em liberdade para pessoas em sofrimento psíquico e reforça os princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira, instituída pela Lei 10.216/2001, conhecida como Lei Paulo Delgado.

Carlos Avallone afirmou que o principal desafio é estruturar a rede de atendimento para garantir que a política antimanicomial funcione de forma efetiva no estado. “Quanto mais a gente melhorar essa atenção, melhor vai funcionar. Não adianta acabar com os hospitais psiquiátricos sem que a rede consiga absorver essas pessoas dentro do sistema necessário”, destacou.

Segundo o parlamentar, a audiência também teve como objetivo discutir gargalos e encaminhamentos para fortalecer a política de saúde mental em Mato Grosso. Entre os pontos debatidos estão a ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), a qualificação das equipes e a integração da rede para garantir atendimento adequado dos pacientes de saúde mental em qualquer lugar em que ele esteja. “Nós temos recursos para a saúde mental, ainda que não seja muito. O que está faltando é organização para gastar esses recursos”, apontou.

O presidente do Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso, Gabriel Figueiredo, explicou que a Reforma Psiquiátrica mudou o modelo de cuidado em saúde mental no Brasil. “A Lei Paulo Delgado trouxe diretrizes para o cuidado em liberdade e no território. A partir dela, o Brasil passou a enxergar essas pessoas com dignidade e direitos, garantindo reinserção social e acesso à família e ao trabalho”, afirmou.

Leia Também:  Dr. Eugênio informa sobre construção de escola nova no distrito de Veranópolis, em Confresa

Segundo Gabriel, a RAPS foi criada justamente para substituir o modelo manicomial tradicional por serviços territorializados, como CAPS, residências terapêuticas e unidades de acolhimento. Ele ressaltou, no entanto, que a atual capacidade da rede ainda é insuficiente para atender a demanda do estado. “Mato Grosso possui uma pluralidade de povos e territórios que precisam de atenção específica, como indígenas e quilombolas. Ainda temos insuficiência de serviços mesmo nos centros urbanos, principalmente CAPS e unidades de acolhimento”, disse.

O promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto afirmou que o Ministério Público vem acompanhando a situação da saúde mental nos últimos anos e apontou avanços na ampliação do financiamento da rede. “Conseguimos um aporte de R$ 88 milhões em quatro anos para melhorar a contrapartida do [Governo do] Estado no financiamento dessas unidades”, explicou. Ele também destacou a necessidade de ampliar o número de profissionais especializados. “Não basta só ter a estrutura física. Se não houver profissionais qualificados, principalmente psiquiatras, o serviço não consegue funcionar plenamente”, disse.

Já o presidente da Associação Mato-Grossense de Psiquiatria, Paulo Saldanha, afirmou que a psiquiatria historicamente apoia o cuidado humanizado em saúde mental, mas alertou para a dificuldade de contratação de profissionais devido à baixa remuneração oferecida na rede pública. Segundo ele, um recente processo seletivo em Cuiabá ofertou salário de R$ 5,9 mil para médicos psiquiatras com carga horária de 20 horas semanais, valor muito abaixo dos pisos nacionais da categoria.

“A grande maioria dos psiquiatras do Brasil foi formada e fez sua especialização no SUS. Por que não podemos trabalhar onde fomos formados? Por que não podemos contribuir para isso?”, questionou.

Leia Também:  Free Shop em Cáceres é autorizado pelo governo

Representando a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), a enfermeira e Coordenadora de Organização das Redes de Atenção à Saúde (CORAS), Daniely Beatrice, participou da audiência e destacou que, embora a saúde mental seja tratada de forma transversal integrando diferentes linhas de cuidado, a ausência de uma coordenação estadual exclusiva e a limitação da equipe técnica representam grandes desafios estruturais.

Beatrice explicou que o estado possui atualmente 55 centros de atenção psicossocial (CAPS), mas necessita de mais 30 para atingir a meta populacional, um cenário complexo devido ao grande número de municípios com menos de 15 mil habitantes. Segundo ela, para preencher essa lacuna, a gestão investe na qualificação da Atenção Primária, tendo já capacitado 80 profissionais para o manejo de transtornos mentais baseado nas diretrizes da OMS.

A coordenadora sinalizou que a principal meta técnica para este ano é a implantação de leitos específicos de saúde mental em Hospitais Gerais e Regionais, desmistificando o atendimento de crise e consolidando os princípios da luta antimanicomial por meio do acesso qualificado em toda a rede. Ela ainda garantiu que levaria as demandas apresentadas para o poder executivo, garantindo que há orçamento e vontade para viabilizar ações.

Durante a audiência, representantes de órgãos públicos, entidades de saúde e movimentos sociais também discutiram estratégias para fortalecer a RAPS, ampliar o atendimento em saúde mental e garantir a reinserção social das pessoas em sofrimento psíquico no estado. Carlos Avallone também é presidente da Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção Psicossocial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O organismo realiza reuniões para tratar das demandas desse setor.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA