O deputado prestigia a entrega da Unidade Odontológica Móvel
Foto: Samantha dos Anjos
Cáceres recebeu na [ultima sexta-feira (10), a primeira ambulância UTI móvel do município. A aquisição foi feita por meio de emenda parlamentar no valor de R$ 400 mil do deputado estadual Wilson Santos (PSD) e a contrapartida da prefeitura no valor de R$ 120 mil. A entrega do veículo foi feita em frente a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, com a presença da prefeita Eliene Liberato (PSB), autoridades políticas, lideranças locais, profissionais da saúde, entre outros convidados.
O veículo foi uma indicação da vereadora Elis Enfermeira (PL) feita ao deputado. A parlamentar apontou a necessidade de um veículo com estrutura completa para o atendimento de alta complexidade e transporte de pacientes que necessitam de cuidados intensivos devido emergências críticas, como infarto, AVC (Acidente Vascular Cerebral) e acidentes graves. A estrutura da ambulância também possui uma UTI Neonatal para atender bebês recém-nascidos.
“É a primeira vez que Cáceres faz a aquisição de uma ambulância completa, com suporte de UTI Neonatal. Temos uma profunda gratidão e o deputado Wilson atendeu esse pedido, na minha primeira ida ao gabinete dele, na Assembleia Legislativa. Na primeira conversa, ele já assinou o documento e quem ganha com isso é toda a população cacerense. Segurança é dignidade aos nossos profissionais da saúde e pacientes. Agradeço o empenho de todos os envolvidos”, declarou Elis.
Wilson Santos adiantou que vai destinar outra emenda para o município. “Uma grande satisfação entregar uma ambulância com essa qualidade para o município. Este resultado é para o povo. A Prefeitura de Cáceres teve agilidade com a documentação para a liberação da emenda, por meio da Secretaria Municipal de Saúde. Essa ambulância mitiga sofrimento e traz esperança para todos”, pronunciou.
A prefeita Eliene expôs os investimentos realizados pelo município na área da saúde. “Eu costumo dizer que sempre quando alguém passa por situações na saúde, parente ou alguém próximo, que precisa de um atendimento de emergência que sabe do valor que é uma UTI Móvel. Quero agradecer ao nosso deputado que aportou recursos para que fizéssemos essa aquisição e quem ganha é a população. Não é só um veículo, é trazer esperança, humanização, qualidade e segurança para os nossos pacientes. E, assim, oferecer um atendimento rápido para salvar vidas”, discursou.
Saúde bucal – O deputado aproveitou a visita em Cáceres para prestigiar a entrega de Unidade Odontológica Móvel (UOM), no Centro de Especialidade Odontológicas (CEO), que faz parte do PAC da Saúde do governo federal, que vai garantir ao cidadão mais acesso, cuidado e equidade para a atenção da saúde bucal, principalmente nas nossas comunidades rurais, ribeirinhas, pantaneiras e os bairros periféricos de Cáceres.
A coordenadora estadual de Saúde Bucal da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Andréia Coelho, marcou ressaltou que até o final do ano será entregue um raio-x panorâmico ao município. Ela informou que já são nove unidades odontológicas e chegará a um total de 12 no âmbito de Mato Grosso.
“Não é só um consultório odontológico móvel, é a esperança de muita gente que será atendido. Quero agradecer a essa equipe de Cáceres que não mede esforços. Nós trouxemos todos os projetos para o município, realizamos os cursos e, atualmente, tudo se faz aqui. Assim, houve a redução de encaminhamentos para Cuiabá. Tudo isso, graças a todo o trabalho feito pelos profissionais de Cáceres. Nós estamos à disposição da cidade”, pronunciou.
Além da UTI Móvel, Wilson Santos considerou que a Unidade Odontológica Móvel é outro importante benefício inédito para Cáceres, o que comprova os avanços alcançados pelo município. “Parabenizo o governo federal por trazer essa unidade móvel de saúde, cujo investimento é de 100%, sem nenhuma contrapartida do estado ou município. É a primeira vez que presencio este tipo de entrega. Isso é outro fato inédito para a história de Cáceres”, disse.
Também participaram da cerimônia de entrega, o vice-prefeito Luiz Laudo Paz Landim, vereadores, secretários da gestão municipal e representante do Conselho Regional de Odontologia, entre outros convidados.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) discutiu economia indígena e caminhos para fortalecer a autonomia dos povos originários no estado em audiência pública na tarde desta quarta-feira (15). O debate foi proposto pela deputada estadual em exercício Eliane Xunakalo (PT).
Na avaliação da parlamentar, é importante entender melhor a realidade econômica nas aldeias. “A ideia de discutir a economia indígena é para que possamos trazer propostas e levá-las ao poder executivo. Há uma ausência de políticas, talvez por não compreenderem quais são as nossas necessidades”, afirmou.
Eliane ressaltou que a economia indígena é diversa e envolve diferentes cadeias produtivas. “Temos a economia de subsistência, a agricultura familiar, onde se vende o excedente, e também povos que trabalham com monocultura. Precisamos entender essa dinâmica para apoiar desde a produção até a comercialização”, explicou.
Durante a audiência, lideranças e representantes de instituições também apontaram desafios como falta de assistência técnica, dificuldades logísticas e acesso limitado a mercados. O coordenador da Operação Amazônia Nativa (Opan), Ivar Busatto, destacou que o cenário atual exige novas estratégias. “As formas tradicionais de sustento continuam importantes, mas hoje não bastam sozinhas para garantir qualidade de vida. É fundamental investir em educação e em uma assistência técnica forte, que respeite a diversidade de cada povo”, disse.
Ele reforçou ainda a importância de garantir a segurança alimentar e avançar na geração de renda. “A produção tradicional responde por grande parte das necessidades básicas. A partir disso, é preciso pensar na comercialização do excedente, com apoio à logística, feiras e até ao turismo”, pontuou.
Foto: Helder Faria
Conforme destacado durante a discussão, os povos indígenas atualmente precisam de renda para adquirir itens que não produzem, acessar serviços essenciais como saúde, educação e transporte, e enfrentar as mudanças ambientais e pressões externas que impactam seus territórios. “As mudanças climáticas têm impactado nossas plantações, com períodos de seca e chuva desregulados, o que dificulta o trabalho nas roças. Já tivemos situações em que a mandioca acabou cozinhando na própria terra por causa do calor”, relatou Suyani Terena. Ela é vice-presidente de um projeto que tem fortalecido a agricultura familiar, com protagonismo feminino na Aldeia Enawenê-Nawê, em Sapezal.
A experiência no local demonstra que o apoio faz diferença, uma vez que contam com assistência da Empaer em parceria com o município. “Trabalhamos com foco nas mulheres e na segurança alimentar. Hoje temos cerca de 30 mulheres atuando diariamente na terra, produzindo alimentos como mandioca, macaxeira e abóbora para o consumo e também para a venda. Mas precisamos de mais apoio para ampliar as culturas, incluindo o fortalecimento de pomares, da produção de citros e de alimentos tradicionais como a mandioca e a araruta”, explicou Suyani Terena.
Representando o Ministério do Desenvolvimento Agrário, Nelson Borges afirmou que o governo federal busca ampliar o apoio às comunidades. “Estamos trabalhando para aumentar o número de parcerias nos municípios e viabilizando financiamentos, como o Pronaf A Indígena. Também vamos promover feiras para fortalecer a comercialização dos produtos”, destacou o superintendente em Mato Grosso.
A deputada Eliane Xunakalo reforçou que as propostas debatidas serão encaminhadas ao Executivo estadual. “Vamos direcionar as demandas às secretarias para provocar ações concretas. Esse espaço é justamente para ouvir os povos e construir soluções”, concluiu.
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