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Dr. João quer que feiras livres se tornem patrimônio cultural do estado

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As feiras livres de Cuiabá agora são oficialmente reconhecidas como Patrimônio Cultural Imaterial do município. A lei, de autoria do vereador Gustavo Padilha (PSB), foi sancionada no início do mês de agosto (dia 4) pelo prefeito Abílio Brunini (PL) e representa um importante avanço no reconhecimento do valor histórico, social e econômico desses espaços tradicionais da capital mato-grossense.

Com base na legislação municipal, o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Dr. João (MDB), anunciou que vai apresentar um projeto de lei semelhante na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para reconhecer e proteger feiras livres em todo o estado.

“Quem conhece uma feira sabe que ali tem cheiro de comida boa, tem história, tem trabalho duro, tem gente que acorda de madrugada para montar sua banca, vender seus produtos e garantir o sustento da família. Esses trabalhadores são parte viva da nossa cultura e merecem respeito, reconhecimento e valorização”, afirmou Dr. João.

O parlamentar destacou ainda que, além da importância cultural, as feiras movimentam a economia local, promovem alimentação saudável e são espaços democráticos de convivência social. “É o tipo de política pública que faz sentido. Valorizar a feira é valorizar quem está na base, quem acorda cedo para servir a cidade. Vamos levar essa proposta para todo Mato Grosso com o mesmo espírito de respeito e gratidão”, completou o deputado.

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O autor da proposta, vereador Gustavo Padilha, agradeceu o apoio do deputado e destacou a importância da lei para a identidade cuiabana. “As feiras são parte da alma da cidade. Têm cheiro de fruta fresca, de pastel com caldo de cana, de conversa fiada de domingo. Mas, mais do que isso, são espaços de geração de renda e de fortalecimento da nossa cultura. Essa lei é para os feirantes, para os clientes, para quem faz parte dessa tradição”, disse Padilha.

A nova lei representa também um estímulo à preservação desses espaços frente à modernização urbana e às mudanças no consumo. O reconhecimento como patrimônio imaterial garante proteção legal e incentiva ações voltadas à manutenção e valorização das feiras como ambientes vivos da cultura popular.

Fonte: ALMT – MT

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Frente da Agropecuária debate impactos de decretos no Pantanal

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A Frente Parlamentar da Agropecuária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) se reuniu na manhã desta terça-feira (28) para discutir os impactos da ampliação de unidades de conservação no pantanal e o fortalecimento da cadeia produtiva da ovinocultura no estado. O encontro na sede da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT) reuniu deputados, produtores rurais e representantes de entidades do setor.

A principal pauta foi a reação aos Decretos Federais nº 12.886 e nº 12.887, de 23 de março de 2026, que ampliam áreas de conservação no pantanal mato-grossense, atingindo regiões de Poconé e Cáceres. As medidas já são alvo de questionamento no legislativo federal. O Projeto de Decreto Legislativo nº 186/2026, apresentado pelo senador Jayme Campos (União) busca sustar os efeitos das normas.

Durante a reunião, parlamentares criticaram a condução do processo pelo governo federal e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), apontando que as manifestações apresentadas pela comunidade nas audiências públicas não foram consideradas e que há insegurança jurídica enfrentada pelos produtores das áreas afetadas.

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que a ampliação por decreto ameaça a atividade econômica no estado. “Sem o zoneamento, corremos o risco de inviabilizar a atividade econômica em metade do estado. Precisamos de segurança jurídica para garantir produção e preservação”, disse.

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Foto: Hideraldo Costa/ALMT

O deputado Valmir Moretto (Republicanos) alertou para impactos logísticos, especialmente sobre a hidrovia do rio Paraguai e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres. “A decisão é gravíssima. A ampliação incide sobre áreas privadas já preservadas e ameaça diretamente a viabilidade da hidrovia e da ZPE”, afirmou.

Representantes do setor produtivo também criticaram a medida. O presidente do Sindicato Rural de Poconé, Ricardo Arruda, destacou que a maior parte da preservação do bioma ocorre em áreas de produtores. “Cerca de 95% das áreas preservadas no Pantanal estão dentro de propriedades particulares. O produtor é o verdadeiro guardião do bioma. Sem gestão adequada, essas áreas podem se tornar focos de incêndio, como já são hoje as unidades de conservação que já existiam”, pontuou.

A analista de meio ambiente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Tânia Arévalo, também questionou a ampliação das áreas. “A legislação no pantanal já é extremamente restritiva, permitindo basicamente a pecuária extensiva. Não há justificativa técnica para ampliar a proteção sobre áreas que já estão preservadas há décadas pelas mesmas famílias”, afirmou. Segundo ela, a medida pode gerar impactos sociais significativos. “A retirada do produtor pode provocar abandono das áreas, aumento de incêndios e prejuízos à economia local e ao modo de vida do homem pantaneiro”, completou.

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Entre os encaminhamentos debatidos está o apoio à proposta de sustação dos decretos no Congresso Nacional, além da possibilidade de estadualização das unidades de conservação. Os participantes também defenderam a conclusão do Zoneamento Socioeconômico Ecológico (ZSEE) e cobraram mais transparência nos processos conduzidos pelos órgãos federais.

A reunião também abordou o potencial da ovinocultura como alternativa de diversificação econômica. O presidente da Associação Mato-grossense de Produtores de Ovinos e Caprinos (Ovinomat), Cassio Carolo, destacou que Mato Grosso possui rebanho estimado entre 400 mil e 420 mil cabeças.

“Embora o número seja modesto se comparado à bovinocultura, o potencial de crescimento é grande. O principal gargalo é a falta de matrizes de qualidade e o custo do frete. Por isso, trabalhamos na criação de pontos de coleta para melhorar a logística”, explicou.

O deputado Cattani reforçou que há demanda crescente pela carne ovina e que o desafio é estruturar a cadeia produtiva. “Precisamos fechar a cadeia produtiva. A demanda existe e é crescente”, afirmou.

Fonte: ALMT – MT

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