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CST para discutir a Ferrovia Ferrogrão aprova relatório final

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A Câmara Setorial Temática para discutir a Ferrovia Ferrogrão (EF-170) aprovou, em reunião na tarde desta quinta-feira (18), relatório final do trabalho que tinha como objetivo reunir argumentos favoráveis à construção do modal, cujo projeto teve andamento paralisado por decisão judicial em 2021. 

O documento argumenta que a ferrovia é de grande importância econômica e contribui para o desenvolvimento do estado, ao mesmo tempo em que busca demonstrar que os danos ambientais serão mínimos. “Ao contrário do que muitos dizem, a Ferrogrão vai trazer muitos benefícios no aspecto ambiental. Não chega nem a 0,1% o que será afetado do Parque Nacional do Jamanxim [para a obra]. Ao se colocar numa balança, são contemplados benefícios ambientais, porque a gente vai fazer a troca de 400 caminhões por três locomotivas em operação”, defendeu o relator da CST, advogado e servidor da ALMT Giorgio Aguiar. 

Há pouco mais de dois anos, decisão liminar do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a eficácia da Lei Federal nº 13.452/2017, que alterava limites do Parque Nacional do Jamanxim para instalação da ferrovia em áreas a serem excluídas da unidade de conservação localizada no Pará. O julgamento do mérito está previsto para o dia 31 de maio, havendo possibilidade de os ministros decidirem pela retomada do projeto da Ferrogrão.

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A ferrovia foi pensada para ligar a cidade de Sinop, no norte de Mato Grosso, ao Porto de Itaituba, no Pará. Organizações do agronegócio sustentam que o modal é fundamental para o setor, uma vez que a produção agrícola de Mato Grosso tem potencial de dobrar nos próximos anos. Essa questão também foi destacada no relatório, que traz ainda informação de que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) indicou que a construção da Ferrogrão não se dará em áreas indigenistas.  

“O trabalho realizado aqui foi muito bem elaborado, é um relatório robusto. Por essas razões nós vamos levar esse documento junto à CNA [Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil], que é um dos entes que vai participar do julgamento com o uso da fala. Vai servir como complementação do trabalho que já está sendo feito lá”, avaliou o advogado da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) Rodrigo Bressane. 

A CST é formada por representantes de entidades como Famato, associações de produtores agrícolas, Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso (OAB/MT), entre outros. O grupo agora se organiza para apresentar no STF argumentos a favor da obra antes do início do julgamento que decidirá sobre retomada ou não do projeto da Ferrogrão.

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“A Procuradoria da Assembleia Legislativa já solicitou agenda com os ministros do Supremo para que possamos estar fazendo esse despacho. Nós vamos apresentar isso para o Governo do Estado que é parte, para o governador do Pará, para a CNA e também para os senadores, deputados federais, para que todos nós juntos, de forma organizada, possamos mobilizar e sensibilizar os ministros da importância da ferrovia para Mato Grosso e para todo o nosso país”, explicou o presidente da CST, deputado Reck Junior (PSD). “Essa ferrovia representa um grande avanço, o relatório final lido hoje com certeza vai ajudar”, afirmou o deputado Valter Miotto (MDB). 

Fonte: ALMT – MT

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Sema anuncia revisão de procedimentos após vistoria no Pantanal com Botelho

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Com o objetivo de verificar de perto as dificuldades enfrentadas por produtores rurais do Pantanal e discutir mecanismos para garantir maior segurança jurídica nos processos de fiscalização ambiental, o deputado Eduardo Botelho (MDB), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, e a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, estiveram na sexta-feira (08) no município de Poconé.

A visita técnica ocorreu após demandas apresentadas ao parlamentar pelo ex-prefeito de Poconé, Arlindo Márcio de Moraes, conhecido como Tico de Arlindo, relacionadas às multas ambientais e aos embargos de propriedades rurais, que acabam impedidas de desenvolver suas atividades, aplicados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). A agenda contou com a presença de técnicos da Sema, lideranças locais e produtores da região.

A visita técnica foi realizada na Fazenda Carvoazinho, onde foram apresentados os três elementos de gestão ambiental previstos no Decreto nº 774/2024, de 14 de março, que regulamenta a Lei do Pantanal nº 8.830/2008. Entre os procedimentos estão a limpeza, caracterizada quando não há material lenhoso ou quando a vegetação arbórea ainda não se desenvolveu, incluindo áreas com árvores finas e vegetação de pequeno porte; a supressão, que ocorre quando há retirada de vegetação nativa consolidada; e a roçada, considerada apenas o manejo da vegetação rasteira ou nociva, sem retirada de árvores ou vegetação nativa de maior porte.

A preocupação do deputado Eduardo Botelho é com autuações realizadas a partir de análises por imagens comparativas com uso de inteligência artificial, como também aos embargos de propriedades rurais. Segundo Botelho, produtores rurais do Pantanal têm relatado insegurança diante da forma como essas multas vêm sendo aplicadas.

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O Parlamentar destacou que a visita técnica ao Pantanal tem como objetivo ouvir os produtores rurais e buscar soluções para garantir segurança jurídica e a continuidade da atividade produtiva na região.

“Estamos acompanhando os produtores do Pantanal e vendo de perto a situação que eles estão vivendo e as dificuldades que estão enfrentando para manter a pecuária dentro do Pantanal. Por isso, estamos aqui com todos os técnicos da Sema para encontrar soluções que permitam que esses produtores continuem produzindo, gerando desenvolvimento e, ao mesmo tempo, ajudando na preservação do Pantanal, inclusive na prevenção das queimadas, que hoje são um dos grandes problemas da região”, pontuou Botelho.

Durante a vistoria, a secretária Mauren Lazzaretti enfatizou que o objetivo da ação é aprimorar os procedimentos adotados pela Sema e construir soluções em conjunto com os produtores rurais.

“Estamos aqui em uma propriedade em Poconé, no Pantanal, com o objetivo de avaliar os procedimentos que permitem autorizar a limpeza e também verificar alertas de fiscalização para entender, dentro da dinâmica do Pantanal, como melhorar os procedimentos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Evoluímos nessa gestão para permitir a roçada, a limpeza e a supressão com substituição de gramíneas”, afirmou.

Segundo a secretária, a proposta é construir um entendimento técnico mais claro sobre os processos e regulamentações ambientais no Pantanal.

“O objetivo final desse encontro é regulamentar de forma mais clara os procedimentos, fazer melhorias nos procedimentos padrão, inclusive nos termos de referência, e construir um manual que sirva tanto para o órgão ambiental quanto para os produtores rurais, esclarecendo dúvidas e aprimorando os processos”, explicou.

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Mauren também informou que será aberto um prazo de 20 dias para retomada das discussões sobre novas orientações e procedimentos.

“Vamos dar um prazo de 20 dias para nos reunirmos novamente e discutir novas alternativas de orientações e procedimentos. Dessa forma, todos ganham: o produtor pantaneiro, a população de Poconé e o Estado de Mato Grosso, que continuará produzindo dentro da legalidade”, ressaltou.

O analista de Meio Ambiente da Sema, Alberto Meira, explicou que a principal reclamação dos produtores está relacionada à burocracia dos processos. Ele ressaltou ainda que a Sema atualizou os termos de referência e criou um manual orientativo para auxiliar técnicos e profissionais na elaboração dos projetos ambientais.

“O Estado já avançou bastante nessa atualização, mas muitos processos ainda chegam incompletos, sem as peças técnicas necessárias, o que dificulta a análise e aprovação”, concluiu.

Ainda conforme a secretária, os casos poderão passar por análise técnica e procedimentos de conciliação para verificar possíveis inconsistências nas autuações.

“Vamos estudar mecanismos para entender cada situação e pensar em alternativas de conciliação, permitindo dar sequência aos processos de limpeza quando houver solicitação formal. A partir da apresentação de laudos e análise técnica, caso seja constatada autuação indevida, o auto poderá ser cancelado e arquivado”, concluiu.

Fonte: ALMT – MT

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