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CST discute integração de setores em prol da causa animal

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A primeira reunião de trabalho de 2024 da Câmara Setorial Temática (CST) em Defesa da Causa Animal, realizada nesta segunda-feira (26), discutiu as principais demandas e ações necessárias para garantir o bem-estar animal, tendo como base os princípios de “Uma Só Saúde”, também conhecida como “Saúde Única”.

O conceito é a tradução do termo em inglês “One Health” e se refere a uma abordagem multissetorial, que reconhece a conexão entre a saúde humana, animal e ambiental e busca soluções sustentáveis, integradas e efetivas por meio da cooperação entre diversos profissionais, instituições e setores.

Bióloga e técnica da Coordenadoria de Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Vilma Souza destacou a necessidade de integração entre órgãos de governo, instituições e representantes da sociedade civil para compartilhamento de informações e definições de políticas públicas com a finalidade de garantir a saúde e o bem-estar humano, animal e do meio ambiente. 

“Não dá para dissociar essas três vertentes. No caso da dengue, por exemplo, se não cuidarmos do meio ambiente, o mosquito prolifera e, ele proliferando, vai atingir o homem e o homem vai adoecer. Então, enquanto discutirmos essa questão de forma separada, sempre vamos perder a batalha para o mosquito. Todo mundo precisa dar as mãos. O Poder Público tem a sua responsabilidade, mas a população também”, disse.

Além da dengue, a bióloga citou o aumento de zoonoses como a febre amarela e a leishmaniose e afirmou que o assunto é foco de grande preocupação da Coordenadoria de Vigilância Ambiental, que, segundo ela, tem realizado ações com o objetivo de “antecipar e impedir que o problema aconteça”.

Tatiana Soares, médica veterinária da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano Sustentável de Cuiabá, lembrou que o Sistema Único de Saúde (SUS) custeia a vacinação contra zoonoses, como a raiva e a dengue, bem como a realização de exames e testes para obter diagnósticos. Informou ainda que equipes do município atuam de forma integrada na resolução de questões relacionadas ao tema.

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A presidente da Associação Protetora Amamos Animais de Alta Floresta (APAAF), Valéria Oliani, defendeu a criação de leis para coibir casos de abandono e maus tratos de animais e também a implementação de ações nas escolas, visando a educação e conscientização de crianças e adolescentes.

“Nós trabalhamos no sistema paliativo, socorrendo animais que estão nas ruas, mas precisamos trabalhar com a educação no ensino fundamental, para evitar que futuras gerações mantenham o atual cenário. Essa é uma forma de ensinar contra maus tratos, sobre adoção, sobre cuidados básicos, e está dentro da temática educação ambiental, que não se trata só do verde, mas dos animais domésticos também”, declarou.

Representantes de Organizações Não Governamentais (ONG’s) e associações, bem como protetores independentes apresentaram suas demandas – entre elas, falta de recursos financeiros e de suporte do Poder Público para o resgate e tratamento de animais domésticos e de grande porte – e reivindicaram a criação e o cumprimento de políticas públicas que assegurem o atendimento desses animais.

A diretora da Escola de Saúde Pública de Mato Grosso, Silvia Tomaz, informou que as discussões realizadas durante simpósio sobre o tema “Saúde Única” estarão disponíveis no canal do YouTube do órgão a todos os interessados em saber mais sobre o assunto, com certificação. Propôs ainda que o tema seja abordado por meio de projetos de extensão nas escolas, a serem realizados pela Escola de Saúde Pública.

O deputado estadual Wlad Mesquita (Republicanos) destacou a importância da promoção de discussões sobre a temática e da implementação de políticas públicas que assegurem a saúde e o bem-estar animal.

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“A causa animal é tão importante como as outras causas e é preciso que cada prefeito e que o legislativo de cada município entenda sua importância e trabalhe com medidas que, de fato, tragam melhorias. Quando a gente debate a causa animal, as pessoas acham que é algo isolado, mas não é. Está totalmente interligado com a saúde em um contexto geral e também com outras demandas.  A partir do momento que entendermos isso, conseguiremos avançar fazendo bem aos seres humanos e aos animais”, frisou.

O parlamentar reforçou ainda a importância de trabalhar o assunto nas escolas e informou que irá procurar a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para discutir a proposta.

“Não cabe ao estado a inclusão de disciplinas na grade curricular, mas vejo que podemos abordar a questão de forma extracurricular. Entendo que é por meio de articulação e da união de forças que conseguiremos avançar em políticas públicas em prol da causa animal”, concluiu.

O presidente da CST, Emanuel Flores, disse que já foram destinados quase R$ 500 mil em emendas parlamentares à causa animal após o início dos trabalhos do grupo e que foi confeccionada uma cartilha sobre o assunto, que deverá ser distribuída nas escolas. Segundo ele, outros temas ainda serão debatidos pela CST antes da entrega do relatório final, prevista para o próximo mês.

Também participaram da reunião representantes da Polícia Civil, Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA) e Ordem dos Advogados do Brasil – Secicional Mato Grosso (OAB-MT), além de ONG’s, ativistas e protetores independentes de diversos municípios do estado.


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Fonte: ALMT – MT

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Processos sobre limites municipais iniciados na ALMT avançam para plebiscitos

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Dois processos de alteração de limites municipais conduzidos pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) avançaram nesta quinta-feira (13), com a aprovação, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), dos plebiscitos que ouvirão eleitores de Primavera do Leste, Poxoréu, Cotriguaçu e Colniza.

A consulta ocorrerá em 25 de outubro, juntamente com o segundo turno das Eleições Gerais de 2026. Poderão participar os eleitores regularmente inscritos nos quatro municípios e aptos a votar nas Eleições Gerais de 2026.

A decisão do TRE-MT dá continuidade aos trabalhos iniciados na ALMT pela Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, que envolveram análise técnica, elaboração de Estudos de Viabilidade Municipal (EVM) e discussão das propostas. A convocação dos plebiscitos foi formalizada por meio de decretos legislativos publicados em 22 de julho.

Os resultados das consultas populares serão consolidados no âmbito da apuração das Eleições Gerais de 2026 e homologados pela Justiça Eleitoral. Caso as alterações territoriais sejam aprovadas, o processo retornará à Assembleia Legislativa, que deverá analisar projeto de lei para estabelecer os novos limites dos municípios envolvidos.

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Orientações – Em Primavera do Leste e Poxoréu, segundo o TRE-MT, a pergunta apresentada aos eleitores será: “Você é favorável ao desmembramento do Distrito de Nova Poxoréu do Município de Poxoréu e à sua incorporação ao Município de Primavera do Leste?”

Já em Cotriguaçu e Colniza, a pergunta será: “Você é favorável ao desmembramento das ‘Ilhas de Ocupação’ do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu do Município de Colniza e à sua incorporação ao Município de Cotriguaçu?”.

Em ambos os casos, o eleitor poderá votar “sim” ou “não”, sendo os números 1 e 2 definidos por sorteio em sessão do Tribunal. Votos em branco e nulos não serão computados no resultado final.

Assim como nas eleições, a participação é obrigatória para eleitores maiores de 18 e menores de 70 anos e facultativa para analfabetos, pessoas com mais de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos.

Estudos de Viabilidade – Como parte do processo conduzido pela ALMT, foram elaborados os Estudos de Viabilidade Municipal referentes às duas propostas de alteração territorial. Os documentos analisam aspectos econômicos e fiscais, infraestrutura e prestação de serviços públicos, além de questões urbanísticas e sociais.

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Os estudos sobre o distrito de Nova Poxoréu e sobre as Ilhas de Ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu estão disponíveis para consulta no site da ALMT.

A realização dos plebiscitos segue as regras previstas na Lei Complementar nº 230/2026 e em normas estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Fonte: ALMT – MT

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