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CFAEO fechou 2023 com 220 atividades realizadas

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A Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) fechou o  ano de 2023 com dez audiências públicas realizadas e seis reuniões, sendo uma de instalação, quatro ordinárias e uma extraordinária, destinadas a deliberações de proposituras que tramitaram no colegiado.

Segundo dados do Núcleo Econômico da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, das dez audiências, três foram referentes ao debate e apresentação do desempenho das Metas Fiscais, sendo uma referente ao 3º Quadrimestre/2022 e duas direcionadas ao 1º e 2º Quadrimestres de 2023, outras 4 ao desempenho de Metas Físicas, com ênfase no 2º semestre/2022 e 1º semestre/2023. Também aconteceu uma audiência referente à apresentação do Relatório de Ação Governamental (RAG) do 3º exercício do Plano Plurianual (PPA) (2020/2023). Os deputados realizaram ainda audiência referente à apresentação do PPA Quadriênio 2024-2027 e uma audiência destinada à apresentação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias/2024.

Durante a sessão legislativa de 2023, no âmbito da CFAEO, foram apreciadas 220 proposições, sendo 98 projetos de lei com 13 substitutivos integrais, 100 emendas parlamentares, oito projetos de lei complementar e um projeto de decreto legislativo. 

Vale destacar que, durante o ano, o deputado Wilson Santos (PSD) foi o parlamentar que mais apresentou projetos, totalizando 14 proposituras, seguido por Valdir Barranco (PT), que apresentou 12 projetos. Na primeira colocação, ficou o Poder Executivo com 22 proposituras.

A CFAEO representa uma das quatro comissões permanentes, integrantes do Núcleo Econômico. Para o presidente da comissão, deputado Carlos Avallone (PSDB), 2023 foi um ano altamente produtivo, com muitos avanços.

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“Entendo que um dos pontos mais importantes foi a estruturação de uma consultoria dentro da própria comissão, onde nos espelhamos na consultoria do Senado, que conta com as melhores cabeças para discutir o orçamento do país”, revelou Avallone.

“Pegamos aquele modelo e trouxemos para Mato Grosso e implantamos na Assembleia. Nessa consultoria temos os ex-secretários de Estado de Planejamento e Fazenda, professores economistas com experiências em projetos, enfim, montamos uma equipe altamente competitiva e com conhecimento de causa. Trata-se de um grupo que dá um apoio muito grande para a comissão formatando um relatório mensal para os deputados acompanhar todos os gastos do governo”, explicou ele.

Diante dessa iniciativa da CFAEO, a equipe técnica trabalhou também para que o Governo do Estado pagasse as emendas dos deputados. “Isso foi bastante significativo. O presidente da comissão recebe um relatório semanal de todas as emendas dos deputados que estão sendo liberadas. Com isso, podemos acompanhar esse trâmite mediante esse documento. Em 2023, tivemos 98% das emendas empenhadas e a grande maioria liquidada e paga”, apontou Avallone.

Para 2024, o presidente da CFAEO, pretende incluir o Orçamento Mulher. “O objetivo é para que elas participem mais de audiências públicas com propostas e sugestões. Em março, vamos destacar todas as ações feitas para as mulheres, sendo que, a partir do orçamento de 2025, o Orçamento Mulher já terá uma cara definida de ações e recursos gastos”, revelou ele.

Durante ao ano legislativo de 2023, referente a 20ª Legislatura, a comissão analisou não somente as questões financeiro-orçamentárias, mas deliberou sobre o mérito de inúmeras matérias que têm impacto na vida dos mato-grossenses.

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Equipe técnica 

A equipe técnica do Núcleo Econômico é composta por nove servidores, sendo coordenado por um consultor legislativo da Mesa Diretora, e outros dez servidores, entre técnicos, assistentes e assessores, os quais desenvolvem atribuições de apoio, consultoria e assessoramento às atividades parlamentares.

É bom destacar que as comissões permanentes são órgãos participantes do processo legislativo que integram a estrutura organizacional da Casa de Leis. Têm por finalidade dar parecer sobre proposições submetidas à sua análise.

É durante as comissões que os deputados, justamente por estarem reunidos em número menor que no Plenário, conseguem examinar detalhadamente os projetos que tramitam na Assembleia, analisando os detalhes técnicos e jurídicos, identificando o assunto de cada um, ouvindo autoridades e especialistas na matéria neles tratada, propondo-lhes eventuais alterações e aperfeiçoamentos.

Em relação ao aspecto jurídico, cita-se o julgamento das proposições nos aspectos de legalidade, constitucionalidade e regimentalidade. Quanto ao aspecto técnico a propositura pode ser avaliada sob requisitos de mérito: conveniência, oportunidade e relevância social.

A CFAEO é composta pelos deputados titulares: Carlos Avallone (PSDB) (presidente); Valmir Moretto (MDB) (vice-presidente); Cláudio Ferreira (PTB); Juca do Guaraná (MDB) e Lúdio Cabral (PT). Os suplentes: Dilmar Dal Bosco (União); Max Russi (PSB); Faissal (Cidadania); Janaina Riva (MDB) e Valdir Barranco (PT).


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Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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