Política MT

Botelho defende revisão da Lei do Transporte Zero e destaca diálogo com pescadores

Publicado em

Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) afirmou que a audiência pública realizada na última sexta-feira (22), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), representou um importante passo para a revisão da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como “Transporte Zero”.

O encontro ocorreu no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour e reuniu representantes das 22 colônias de pescadores de Mato Grosso, empresários da cadeia produtiva da pesca, lideranças ribeirinhas, proprietários de pousadas e hotéis, além de parlamentares e especialistas da área ambiental e pesqueira.

Autor da emenda que prevê a revisão da legislação após três anos de vigência, Botelho relembrou que sempre teve posicionamento contrário à lei, mas buscou construir alternativas dentro do debate legislativo.

“Quando vimos que não havia possibilidade de derrubar a lei, incluí uma emenda determinando que, no terceiro ano, ela fosse avaliada sob vários aspectos. Precisamos verificar se houve aumento da quantidade de peixes nos rios e se as medidas prometidas pelo governo realmente melhoraram a vida dos pescadores”, explicou.

Leia Também:  Audiência pública debate áreas úmidas do Vale do Araguaia e Vale do Guaporé

Segundo o parlamentar, a audiência pública teve justamente o objetivo de ouvir a população diretamente impactada pela legislação e construir soluções conjuntas para o futuro da atividade pesqueira no estado.

Botelho destacou ainda a participação do governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), que acompanhava a audiência e decidiu comparecer pessoalmente à Assembleia Legislativa para ouvir as reivindicações dos pescadores.

“Foi um fato muito importante. O governador foi até a Assembleia, sentou com os pescadores e ouviu diretamente o lamento e as dificuldades enfrentadas por muitas famílias nas cidades ribeirinhas”, afirmou.

Durante a audiência, Pivetta anunciou duas medidas imediatas, a reabertura do programa Repesca para novos cadastramentos e a criação de um grupo de trabalho com participação de deputados estaduais e representantes do governo para apresentar, em até 15 dias, uma proposta conciliatória sobre a legislação.

O deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), que também acompanha de perto as discussões sobre o setor pesqueiro, participou das articulações e defendeu a construção de alternativas equilibradas, que garantam a preservação ambiental sem comprometer a sobrevivência das famílias que dependem da pesca.

Durante a entrevista, Botelho relembrou ainda que a proposta inicial do governo previa o pagamento de meio salário mínimo aos pescadores pelo período de apenas um ano, mas a Assembleia Legislativa ampliou o benefício para um salário mínimo durante três anos, por meio de emendas parlamentares.

Leia Também:  Secretaria de Serviços Legislativos avança para implantação do processo legislativo totalmente digital

Outro ponto abordado foi a baixa adesão ao programa Repesca, criado para atender os pescadores afetados pela legislação. Conforme Botelho, quase R$ 100 milhões deixaram de chegar às famílias devido à falta de cadastramento.

“O deputado Wilson Santos (PSD), e outros parlamentares assumiram o compromisso de fazer uma grande campanha para que os pescadores façam a adesão ao programa e possam receber esses recursos”, disse.

Botelho também acredita na possibilidade de revisão da lista de espécies com restrições previstas na legislação, tema que vem sendo debatido junto aos parlamentares e representantes do setor.

“Eu acredito que vamos construir uma solução equilibrada, que melhore a condição de vida das pessoas e também preserve as espécies. O importante é garantir diálogo, responsabilidade e justiça social para quem vive da pesca em Mato Grosso”, concluiu.

Fonte: ALMT – MT

Advertisement

Política MT

ALMT apresenta em Brasília modelo de controle e transparência das emendas parlamentares

Published

on

A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) apresentou, nesta quinta-feira (27), em Brasília, práticas adotadas pelo Parlamento mato-grossense para ampliar a transparência, a rastreabilidade e o controle das emendas parlamentares. As experiências foram compartilhadas no I Encontro de Assessoramento Legislativo e Orçamentário, que segue até esta sexta-feira (28), na Câmara dos Deputados, com participação de equipes técnicas do Congresso Nacional e de Parlamentos estaduais.

A consultora institucional de acompanhamento financeiro e orçamentário da ALMT, Janaina Reinheimer, representou o estado no debate sobre emendas parlamentares impositivas. Convidada pela equipe técnica da Câmara dos Deputados, ela apresentou práticas adotadas em Mato Grosso e os impactos das recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o processo orçamentário. O encontro promoveu a troca de experiências entre os Legislativos federal e estaduais.

Segundo Janaina, Mato Grosso já adotava mecanismos de controle antes das novas exigências nacionais. Conforme explicou, as indicações parlamentares passavam por análise técnica e jurídica e, quando não atendiam aos requisitos, retornavam para adequação ou remanejamento. Em relação às emendas de comissão, a destinação era definida coletivamente e vinculada a estudos e parâmetros técnicos de políticas públicas.

Leia Também:  Audiência nesta quinta-feira (4) debaterá política ambiental do Lago do Manso e Pacuera

“Temos sempre um processo técnico, uma proposta, um parecer de um técnico da secretaria, todo um processo orçamentário e jurídico que valida aquela indicação”, explicou.

Foto: Helder Faria

De acordo com a gestora, já eram utilizadas contas específicas para a movimentação dos recursos, com os pagamentos vinculados à documentação correspondente. A execução passou ainda a ser acompanhada pelo Portal da Transparência da Controladoria-Geral do Estado (CGE-MT), que disponibiliza informações sobre valores pagos, parlamentar responsável e entidade beneficiada.

Janaína destacou ainda os avanços na integração do Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado (Fiplan) com o Sistema de Gestão de Convênios de Mato Grosso (Sigcon), reunindo informações sobre metas, valores e cronogramas dos planos de trabalho.

Nesse processo, conforme relatou, a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) tomou como referência iniciativas do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para desenvolver um sistema estadual voltado à integração de dados sobre transferências voluntárias, convênios e termos de fomento.

Outro ponto abordado pela gestora foi a adequação do processo legislativo orçamentário. O capítulo do Regimento Interno da ALMT dedicado ao planejamento e ao orçamento foi reformulado, e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 passou a contemplar aspectos relacionados à codificação, à transparência e ao controle das emendas.

Leia Também:  Autoridades políticas lamentam a morte de Romoaldo Júnior

“A participação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso no encontro realizado em Brasília ampliou o intercâmbio de experiências e inseriu no debate nacional procedimentos adotados pelo estado para o controle e o acompanhamento das emendas parlamentares”, destacou.

Janaína Reinheimer participou da mesa ao lado de Aritan Maia, consultor de orçamento e consultor-geral adjunto de Planejamento e Processos Orçamentários do Senado Federal, e Alexandre Vasconcelos, consultor legislativo e chefe-adjunto do Núcleo Temático de Orçamento e Economia da Assembleia Legislativa de Pernambuco. A discussão foi moderada por Vladimir Gobbi Junior, consultor de orçamento e coordenador do Núcleo de Informações Orçamentárias da Câmara dos Deputados

A experiência de Mato Grosso já havia sido apresentada em dezembro de 2025, durante a 28ª Conferência Nacional da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), em Bento Gonçalves (RS).

Fonte: ALMT – MT

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA