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Balancete financeiro da saúde é discutido em audiência pública

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A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou audiência pública, nesta terça-feira (28), para debater o balancete financeiro e orçamentário da Secretaria Estadual de Saúde (SES) referente ao ano de 2022, em cumprimento ao artigo 36 da Lei Federal 141/2012.

A gestora governamental Glória Maria da Silva Melo, do Núcleo de Gestão Estratégica para Resultados (NGER) da SES, apresentou os dados e destacou o aumento do percentual aplicado na saúde, que passou de 13,3% em 2021 para 14,63% em 2022, uma diferença equivalente a pouco mais de R$ 500 mil.

No ano passado o montante destinado ao setor foi de R$ 3,5 bilhões, sendo 90% proveniente do Tesouro Estadual e 10% da União. Desse total, R$ 2 bilhões foram designados ao pagamento de despesas referentes à assistência hospitalar e ambulatorial, e R$ 107 milhões para atenção básica.

Conforme os dados, Mato Grosso conta hoje com 3.078 estabelecimentos de saúde e é responsável pela gestão de oito hospitais regionais, localizados nos municípios de Colíder, Cuiabá, Alta Floresta, Cáceres, Rondonópolis, Sinop e Sorriso. Entre as conquistas destacadas pela SES, está a melhoria das unidades de saúde do estado (construção, reforma e modernização) e a conclusão de 80% das obras do Hospital Central, em Cuiabá.

Concurso Público – A necessidade de realização de concurso público na saúde foi uma das demandas discutidas durante a audiência. O presidente da Comissão de Saúde, deputado Lúdio Cabral (PT), e a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma-MT), Carmem Machado, lembraram que o último certame foi realizado há 22 anos e afirmaram que lotacionograma de 2011 da SES aponta a existência de mais de 6 mil cargos vagos.

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“Esse lotacionograma é de 2011. De lá para cá o Estado cresceu, os serviços foram ampliados e muitos servidores se aposentaram, portanto um concurso com 400 vagas não atende às necessidades atuais, que é ainda maior do que esse número de cargos vagos”, frisou Lúdio.

A secretária-adjunta de Administração e Aquisições, Cristiane Cruz dos Santos Mello, informou que o Governo do Estado irá realizar concurso público para preenchimento de 400 cargos vacantes, medida, que, segundo ela, atenderá ao estabelecido em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público Estadual (MPE).

“O fato de a lei prever esse quantitativo de cargos não significa que o estado tem obrigatoriedade de preenchê-lo e nem que esse seja o nosso déficit. Trata-se de uma decisão de governo e a decisão tomada foi pra cumprimento do nosso TAC, que prevê a ocupação dos cargos vacantes, aqueles de pessoas que se aposentaram, e isso foi feito. Foram autorizadas 400 vagas e o processo está em trâmite na Seplag para atendimento das etapas burocráticas pra realização”, acrescentou a secretária-executiva de Saúde, Kelluby de Oliveira, que representou o secretário de Saúde Gilberto de Saúde na audiência.

PRI e PPI O deputado Lúdio Cabral também cobrou a conclusão do Planejamento Regional Integrado (PRI) e atualização da Programação Pactuada e Integrada (PPI).

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“Todos os estados do Brasil deveriam ter concluído esse plano até 2018 e Mato Grosso é um dos dois [estados] que até hoje não elaboraram esse, que é um instrumento importantíssimo de planejamento. No caso de Mato Grosso, mais importante ainda por conta das dimensões continentais do estado. A PPI é outro instrumento fundamental e a última foi feita em 2010, ou seja, está defasada”, ressaltou o parlamentar, que declarou insatisfação com os números apresentados pelo governo e informou que irá apresentar requerimentos solicitando detalhamento minucioso das informações.

Apontamentos do MPE – O promotor de Justiça titular da Sétima Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá – Saúde Coletiva, Milton Mattos da Silveira Neto, chamou a atenção para necessidade de melhoria do Sistema Estadual de Regulação e informou que instaurou procedimento investigatório para mapear os problemas apresentados pelas centrais de regulação.

Alertou ainda para importância de assegurar um equilíbrio entre a quantidade de servidores públicos e de terceirizados, “para que o estado não fique refém das empresas, embora a terceirização seja autorizada por lei”.

O promotor defendeu ainda a manutenção e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e demonstrou preocupação em relação à grande quantidade de pessoas na fila de espera para realização de exame de biópsia, bem como ao montante gasto pelo Estado com judicialização de serviços de home care – de aproximadamente R$ 40 milhões.

Fonte: ALMT – MT

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Comissão da ALMT agenda visita técnica em área entre Poxoréu e Primavera do Leste

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A Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso definiu, nesta terça-feira (14), a realização de uma visita técnica à região de Poxoréu e Primavera do Leste na próxima quinta-feira (16), para apresentar os limites utilizados no Estudo de Viabilidade Municipal e esclarecer dúvidas da população sobre a proposta de desmembramento de parte do território.

Segundo o estudo, elaborado pela empresa Cidades Sustentáveis, a mudança é fiscalmente sustentável, administrativamente viável e socialmente legítima, mas a decisão sobre a incorporação dependerá de plebiscito único entre os eleitores dos dois municípios, previsto para ocorrer nas eleições gerais de 2026.

O advogado Zaid Arbid, representante da empresa Cidades Sustentáveis, responsável pelo Estudo de Viabilidade Municipal, afirmou que a proposta de desmembramento da área de Poxoréu para Primavera do Leste atende aos critérios técnicos previstos na legislação.

Segundo ele, o levantamento concluiu que a mudança é fiscalmente sustentável, administrativamente viável e socialmente legítima, uma vez que a maior parte dos serviços públicos essenciais, como educação, infraestrutura e atendimento à população, já é prestada por Primavera do Leste. Zaid Arbid também destacou que os moradores da região se identificam como pertencentes ao município vizinho, reforçando o aspecto social da proposta.

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O advogado ressaltou, porém, que o estudo técnico não tem poder de decidir sobre o desmembramento, mas apenas de verificar se há viabilidade para que a consulta popular ocorra. Conforme explicou, a decisão caberá exclusivamente à população, por meio de um plebiscito único envolvendo os eleitores dos dois municípios.

Ele acrescentou que, embora Poxoréu tenha prestado os serviços públicos dentro de suas possibilidades, houve uma intensa migração populacional desde 2011, concentrando moradores que mantêm vínculos com Primavera do Leste e transferindo desafios de gestão nas áreas fiscal, administrativa e social para o município de origem do território.

Segundo ele, a região possui entre 16 mil e 24 mil habitantes, distribuídos em cerca de 5,3 mil a 8,6 mil domicílios, perfil marcado por ocupações informais, renda predominante de um a dois salários mínimos e aproximadamente 43% dos lotes sem documentação regular. Arbid destacou ainda que cerca de 70% dessa população vota em Primavera do Leste.

Fonte: ALMT – MT

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