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Audiência Pública debateu o cenário atual e o futuro da distribuição de energia em MT

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A audiência pública que debateu a concessão da distribuição de energia em Mato Grosso promoveu discussões relevantes e trouxe esclarecimentos importantes à população. Requerido pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), o evento teve como objetivo avaliar a atuação da empresa Energisa, destacando pontos críticos e positivos do serviço prestado, cuja concessão vigente se encerra em 2027. A audiência foi realizada no Plenário de Deliberações “Renê Barbour”, na Assembleia Legislativa Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na manhã do dia 30 de maio.

“Esse é um assunto de extrema importância para o desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso. É preciso, desde já, discutir a concessão da energia elétrica em nosso estado” defendeu Wilson Santos.

Ele contextualizou que “no passado, esse serviço era prestado por uma estatal. A primeira hidrelétrica de Mato Grosso foi construída por volta de 1927. Em 1995, o estado consumia cerca de 600 megawatts, sendo que 85% dessa energia era importada. Hoje, Mato Grosso produz aproximadamente 4 mil megawatts — metade desse total é exportado para o Sistema Nacional de Energia Elétrica. Temos o segundo maior potencial hidrelétrico do país, com cerca de 17 mil megawatts, atrás apenas do Pará. A distribuição de energia foi transferida à iniciativa privada há 28 anos. Antes disso, a estruturação do setor público se deu na década de 1950, com a criação das Centrais Elétricas Mato-grossenses S/A (Cemat), que atuou até 1997”, destacou o parlamentar.

O gerente de Relações Institucionais da Energisa, Luiz Carlos Moreira Júnior, fez uma breve apresentação sobre a concessionária e destacou os investimentos projetados de R$ 6,2 bilhões para o ano de 2025. Ele relembrou o início da concessão, firmada por 30 anos com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), inicialmente sob responsabilidade do Grupo Rede Energia em 1997 e que foi assumida pela Energisa há 10 anos. Desde então, os investimentos praticamente dobraram e os indicadores de qualidade no fornecimento apresentaram avanços.

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“Já são 27 anos de concessão. Assumimos apenas em 2014, quando a empresa enfrentava sérias dificuldades: havia dívidas de R$ 2 bilhões, risco de falência e intervenção federal. Desde então, buscamos nos aproximar das federações, associações e do Governo do Estado para entender as áreas que mais demandam investimentos. A maior parte dos recursos será direcionada à melhoria das redes, pois reconhecemos a importância da qualidade no fornecimento. Além disso, desenvolvemos projetos de eficiência energética e ações sociais”, destacou o gestor.

O diretor do Departamento de Políticas Setoriais do Ministério de Minas e Energia (MME), Frederico de Araújo Teles, explicou como funciona o contrato de concessão da distribuição de energia no país e as mudanças trazidas pelo Decreto nº 12.068/2024. Ele lembrou que, em 2015, a maioria das distribuidoras ainda era estatal – algumas das quais já foram privatizadas.

“Este é o momento ideal para discutir e aprimorar o modelo, oferecendo um serviço de qualidade à sociedade. Atualmente, temos cerca de 19 distribuidoras com contratos vencendo até 2031. O decreto regulamenta tanto a licitação quanto a prorrogação das concessões, que não é automática e deve passar por avaliação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Também estabelece diretrizes para os termos aditivos. Agradeço ao deputado, em nome do ministro Alexandre Silveira, e nos colocamos à disposição para futuras reuniões”, afirmou Teles.

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O diretor de Energia da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager), Wilber Norio Ohara, explicou que a entidade atua na regulação, controle e fiscalização da geração e distribuição de energia, conforme convênio firmado com a Aneel. Segundo ele, nos últimos 10 anos, a Ager elaborou 30 termos de notificação contra a Energisa, dos quais 15 resultaram em autuações que somam mais de R$ 100 milhões em multas e o restante foi arquivado.

“Realizamos uma fiscalização responsável, que contribui para que a Energisa promova melhorias com base em um plano de resultados. Acompanhamos quatro principais planos da concessionária, que envolve as interrupções no fornecimento, qualidade do serviço, faturamento e cobrança correta ao consumidor e as novas ligações que dependem de obras”, explicou Ohara.

Além dos deputados estaduais Júlio Campos (União), Chico Guarnieri (PRD), Carlos Avallone (PSDB) e Diego Guimarães (Republicanos), também participaram da audiência o presidente do Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Gás de Mato Grosso (Sindenergia), Carlos Coelho Garcia, a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Linacis Vogel Lisboa, o representante do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Carlos Brito, entre outros convidados.

Fonte: ALMT – MT

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Vencedores destacam a força do rádio e estimulam novas inscrições

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Os trabalhos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) chegam diariamente aos ouvidos de muitos mato-grossenses pelas ondas do rádio. As notícias alcançam cidadãos apegados ao aparelho antigo e também aqueles mais conectados, que acompanham suas emissoras preferidas pela internet. Todos podem conferir boas reportagens em áudio sobre o que se passa no Legislativo estadual, como demonstraram os vencedores da categoria Radiojornalismo na primeira edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento.

Os profissionais responsáveis pelas três matérias premiadas garantem que vale a pena apresentar bons trabalhos para concorrer ao prêmio, cuja segunda edição foi lançada recentemente. A nova edição traz o tema: “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”, mantém as categorias da edição anterior e amplia a premiação em dinheiro para R$ 300 mil. As inscrições estarão abertas entre 30 de junho e 9 de novembro de 2026.

Primeira colocada na categoria Radiojornalismo na edição pioneira, a jornalista Verônica Rakel, da Rádio Vila Real, venceu com a reportagem “Audiência Pública: A Assembleia Legislativa de Mato Grosso trabalhando em parceria com o cidadão”. O material nasceu da observação das audiências públicas promovidas pelo Parlamento estadual e buscou mostrar como a participação popular contribui para a construção de políticas públicas e decisões que impactam diretamente a sociedade.

Para ela, receber o reconhecimento representou um marco em sua trajetória profissional. “Ter o meu trabalho escolhido entre tantos outros no estado me trouxe a certeza de que estou no caminho certo e fazendo o que mais amo, que é comunicar através das ondas do rádio. E, por ser a primeira edição, teve um sentimento ainda maior de emoção e alegria”, afirmou.

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Foto: MARCOS LOPES/ALMT

O segundo lugar ficou com o jornalista Vinícius Antônio, da TRT FM, autor da reportagem “Valorização cultural – Judiciário e Legislativo reforçam a luta dos quilombolas em MT”. O trabalho destacou ações desenvolvidas em apoio à comunidade quilombola Mata Cavalo e a atuação conjunta de instituições públicas na promoção da cidadania.

“Sou do rádio desde muito cedo e ter sido agraciado com um prêmio em que outros grandes comunicadores também produziram materiais com muito profissionalismo reforça o entendimento de que o rádio permanece vivo e presente, mais que qualquer outro veículo, no dia a dia do cidadão”, destacou.

Segundo ele, a pauta surgiu da intenção de dar visibilidade à cultura quilombola e mostrar como as ações do poder público chegam às comunidades.

O terceiro lugar, por sua vez, foi conquistado pelos jornalistas Simone Guedes e Eduardo Cardoso, da Rádio Bom Jesus FM, com a reportagem “ALMT revisa limites urbanos para destravar serviços e dar segurança jurídica”. A produção acompanhou os debates promovidos pela Casa sobre a atualização das divisas municipais em Mato Grosso e os impactos da medida para moradores de regiões de fronteira.

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“Gostei do olhar da Assembleia para essa pauta e da preocupação com quem está na base, especialmente as comunidades rurais que convivem diariamente com essas dificuldades”, relatou Simone.

A reportagem buscou mostrar como a revisão dos limites territoriais pode contribuir para ampliar o acesso a serviços públicos e garantir maior segurança jurídica para milhares de cidadãos.

Os três profissionais de comunicação são unânimes ao afirmar que a experiência foi positiva e que vale a pena participar da nova edição do prêmio, o que todos pretendem fazer. “Já estou selecionando algumas produções e pensando em qual delas pode representar meu trabalho nesta nova edição”, revelou Vinícius.

Verônica também confirmou que pretende concorrer novamente. “Hoje tenho a grata satisfação de estar aqui incentivando que mais profissionais se inscrevam”, declarou. Simone garantiu que quer brigar pelo prêmio novamente. “Com toda certeza vou participar da segunda edição. Agora vou buscar o primeiro lugar”, brincou.

Criado para reconhecer produções jornalísticas que aproximam a sociedade do Poder Legislativo, o Prêmio ALMT de Jornalismo recebeu, em sua primeira edição, 293 trabalhos produzidos por profissionais de 19 municípios mato-grossenses, consolidando-se como uma das maiores iniciativas de valorização da comunicação regional.

Fonte: ALMT – MT

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