Mais de 2,5 toneladas de alimentos não perecíveis foram entregues pela Superintendência de Integração, Cidadania e Cultura da ALMT (Assembleia Social) a quatro instituições filantrópicas nesta quarta-feira (6), na entrada do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, a partir do repasse da arrecadação do Campeonato de Futebol Amador ‘Peladão’, como contrapartida da emenda parlamentar concedida pelos deputados estaduais Eduardo Botelho e Wilson Santos.
Foram contempladas, na manhã desta quarta, a Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACC/MT), a Associação Voltada para a Generosidade, Amor e Solidariedade (Avogas) e as Obras Sociais Anália Franco, cada qual recebendo 670kg de alimentos.
No início da tarde, a quarta instituição a receber os donativos foi o Instituto da Igreja Adventista do Sétimo Dia, desta vez, com 500kg.
“Esses alimentos vão para essas associações […] que atendem pessoas com câncer, atendem pessoas em vulnerabilidade – que não têm nem o que comer em casa, então é um trabalho que a Assembleia Social vem fazendo, junto com os deputados, para dar suporte para essas entidades continuarem trabalhando e que possam abrir [oportunidades] para mais pessoas”.
Duas das instituições atendem pessoas com câncer. A AACC é voltada para crianças e a Avogas oferece refeição a pessoas em tratamento da doença. O Instituto da Igreja Adventista e as Obras Sociais Anália Franco, por sua vez, atendem famílias em vulnerabilidade social. “Precisamos muito desse apoio nos alimentos e nesse Natal poderemos ter um trabalho melhor”, sintetizou o presidente da Anália Franco, Luiz Gonzaga.
O deputado Wilson Santos foi quem criou o evento esportivo e segue incentivando o campeonato. Nesta edição, agradeceu a parceria com o presidente da Casa de Leis. “Com a entrada dele [Eduardo Botelho] neste Peladão, nós chegamos a um número inimaginável de 700 equipes, mais de 40 municípios participando, a maior premiação de todos os tempos e a maior arrecadação de alimentos também”, comemora.
“O Peladão é um evento que dá certo, que une esporte, entretenimento de qualidade e solidariedade! A gente foi lá retirar os alimentos e tem a transparência de entregar para instituições com CNPJ ativo, que tenham credibilidade, que façam chegar mesmo às famílias que precisam”, contextualizou a superintendente da Assembleia Social, Daniella Paula Oliveira.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) garantiu um avanço inédito no Supremo Tribunal Federal (STF) ao idealizar, provocar e liderar a construção de um acordo de conciliação entre Mato Grosso e Pará para tratar dos impactos sociais, econômicos e administrativos enfrentados na faixa de divisa entre os dois estados. O acordo foi homologado pelo ministro Flávio Dino nesta quinta-feira (11).
“Essa conciliação representa uma vitória para Mato Grosso, porque abre caminho para resolver um problema que afeta diretamente a vida das pessoas. A Assembleia Legislativa mostrou ao STF que essa discussão não é apenas sobre território, mas sobre dignidade, atendimento e segurança jurídica para quem vive nessas regiões e depende dos serviços prestados por Mato Grosso”, destaca o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (Pode).
O primeiro acordo celebrado entre os estados foi construído após audiência de conciliação realizada no STF, nesta quarta-feira (10), e envolve a regularização fundiária da área em litígio, com medidas voltadas à organização da situação das terras e dos registros imobiliários na região.
O documento prevê que os Cartórios de Registro de Imóveis relacionados à área sejam intimados e que seja expedida uma Carta de Ordem para fiscalizar se as medidas acordadas estão sendo cumpridas.
“Nós estamos construindo as condições desse acordo. Isso não significa encerrar a discussão, porque o Supremo Tribunal Federal continuará acompanhando e fiscalizando o cumprimento das medidas que forem definidas. Se o acordo não for cumprido, o ministro Flávio Dino já deixou claro que pode reabrir a discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará. Essa sinalização também foi uma vitória para Mato Grosso”, afirma o procurador da ALMT, Bruno Cardoso.
Com os dados cartorários reunidos, Mato Grosso e Pará deverão elaborar, em até 90 dias, um diagnóstico sobre a situação dos imóveis e apresentar um plano de trabalho para a regularização das áreas. O termo também prevê que, dentro desse mesmo prazo, os estados façam levantamento junto às suas Secretarias de Meio Ambiente sobre os dados dos Cadastros Ambientais Rurais (CAR) das propriedades envolvidas.
No documento, o ministro Flávio Dino informou que haverá uma nova audiência de conciliação para tratar da cooperação entre Mato Grosso e Pará na área de segurança pública, com foco no atendimento aos moradores da região em litígio.
O procurador da ALMT Bruno Cardoso destaca o protagonismo do Parlamento estadual no avanço das discussões. “A conciliação foi construída a partir da atuação direta da ALMT, que levou ao STF informações sobre os prejuízos enfrentados por municípios e moradores da região”, frisa.
A construção do acordo foi iniciada durante reunião técnica realizada na tarde de quarta-feira (10), após audiência no gabinete do ministro Flávio Dino, e contou com a participação de representantes de Mato Grosso, do Pará, da Procuradoria-Geral da República, da equipe do ministro e da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Na ocasião, a ALMT defendeu que outros temas também sejam tratados de forma paralela, para evitar que os problemas mais urgentes fiquem em segundo plano. Entre eles estão saúde pública, educação, transporte escolar, manutenção de estradas, segurança pública, meio ambiente, Cadastro Ambiental Rural, bitributação e compensações financeiras aos municípios que custeiam serviços em áreas que não geram arrecadação para Mato Grosso.
Nesse contexto, o Parlamento estadual solicitou prazo de 30 dias para que Mato Grosso apresente uma carta de propostas com medidas voltadas à solução dos problemas identificados em cada eixo.
Dignidade e segurança jurídica – Durante a audiência de conciliação, o deputado Max Russi destacou a necessidade da criação de um mecanismo de segurança jurídica para que prefeitos mato-grossenses possam continuar prestando serviços públicos a moradores de áreas pertencentes administrativamente ao Pará, sem risco de questionamentos por órgãos de controle. O parlamentar propôs ainda a realização de uma audiência pública ou até mesmo de um plebiscito para ouvir os moradores da região de divisa.
Segundo ele, a distância entre as comunidades afetadas e os centros administrativos do Pará torna inviável o atendimento adequado por aquele estado. Ele citou casos em que moradores precisam percorrer até 1.400 quilômetros para buscar atendimento, enquanto municípios mato-grossenses estão a cerca de 60 quilômetros de distância.
Também estiveram presentes em Brasília os deputados Janaína Riva (MDB), Diego Guimarães (Republicanos), Valdir Barranco (PT) e Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos), além do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), dos senadores Jayme Campos (União), Wellington Fagundes (PL) e Carlos Fávaro (PSD), prefeitos e vereadores de municípios mato-grossenses.
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