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Assembleia Legislativa homenageia personalidades com honrarias

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso realizou na noite de terça-feira (12), sessão especial para a entrega de títulos de cidadania e outras honrarias a personalidades que contribuíram e contribuem para o desenvolvimento de Mato Grosso. A iniciativa foi do deputado Diego Guimarães (Republicano) e aconteceu no Plenário das Deliberações Renê Barbour.

“Mato Grosso foi construído pelos nativos e por aqueles que escolheram aqui viver, no estado que mais cresce e produz no Brasil. Isso se deve aos mato-grossenses e também aos que aqui vieram e ficaram. É uma homenagem para os que realmente merecem ser reconhecidos por meio de moção de aplausos, títulos de cidadão e outras honrarias”, lembrou Guimarães.

“Essas pessoas acreditaram em Mato Grosso, formando suas famílias aqui. É uma satisfação muito grande participar de uma noite festiva como essa. Esse reconhecimento serve para mostrar o que foi feito até o momento e para continuar seguindo em frente. É um incentivo, mostra às pessoas que vale a pena trabalhar em Mato Grosso”, destacou o deputado.

O major PMMT  Bem Hur Ribeiro Rodrigues foi um dos homenageados e recebeu a Comenda Cândido Marechal Rondon. Na ocasião, ooficial destacou o trabalho da Polícia Militar no estado. 

“Esse reconhecimento é de grande valia pelo trabalho desempenhado em Colíder. O deputado vem acompanhando nosso trabalho há algum tempo e para mim, demonstra a importância do trabalho da Polícia Militar”, disse. “Estamos atuando há quatro anos em Colíder, enfrentando pandemia e desenvolvendo atividades sociais voltadas para as crianças. Além da parte social e operacional, temos feito esse trabalho de atuar em todas as frentes que é importante para a Polícia Militar”, complementou.

O presidente da União das Câmaras Municipais do Estado de Mato Grosso (UCMMAT), Bruno Lins Rios, foi agraciado com Moção de Aplausos. “Fico lisonjeado pelo reconhecimento prestado por meio do deputado Diego Guimarães”, falou.

“Juntos, participamos da comitiva de autoridades que visitou a China e a Índia. Na oportunidade, vimos o tamanho do comércio dos dois países e o que eles consomem de Mato Grosso, com possibilidade de ampliar as nossas plantas frigoríficas, por exemplo, o que é muito importante para nós. O trabalho do deputado é fundamental para esse setor,  já que nós buscamos construir juntos a ampliação de novos mercados estruturando cada vez mais o fornecimento do que é produzido em Mato Grosso”, frisou Rios.

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O soldado do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, Kaik Gomes dos Santos, atuando desde 2016 na corporação agradeceu a moção de aplausos e lembrou do seu sonho em receber a homenagem.

“Estou muito feliz em receber essa homenagem da Assembleia Legislativa. Isso demonstra o reconhecimento do nosso trabalho em prol do Estado, pois é uma profissão muito gratificante de atender a população. Foi um sonho desde criança ser bombeiro para ajudar as pessoas”, falou.

O médico especialista em pneumologia, Lucas Bello, residente há 31 anos em Cuiabá, foi uma das pessoas que recebeu título de cidadania.

“Para mim é uma honra, satisfação e motivo de muito orgulho receber esse título. Eu fui paranaense, agora sou mato-grossense documentado porque escolhi morar aqui. São escolhas que a gente faz. Me sinto feliz e contente fixar residência em Mato Grosso onde construí  minha vida e família aqui. É um estado que acolhe a todos e dá oportunidade para a gente trabalhar e construir suas famílias”, complementa ele.

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Edgar Teodoro Borges foi contemplado com Moção de Aplausos e enalteceu o trabalho da entidade.

“Trata-se de um reconhecimento do trabalho da Fiemt como um todo. É uma satisfação muito grande participar desse evento e receber essa outorga. O Diego [Guimarães] é um deputado muito atuante, autêntico e brilhante que tem um futuro muito bom pela frente”, destacou.

“A Fiemt, quando promove uma missão como foi na China e Índia visando abrir mais espaços e mercado para Mato Grosso, fica enaltecida com uma honraria. Reconhecimento sempre é fantástico e nos motiva ainda mais”, lembrou.

A diretora da Fiemt, Ulana Maria Bruehmüeller comentou o trabalho realizado pela Federação  das Indústrias para o desenvolvimento de Mato Grosso. “Essa homenagem é muito importante. Fico muito honrada com o reconhecimento pelo trabalho que é realizado pela Federação das Indústrias e a sociedade num todo. A gente integrou uma comitiva representando o estado de Mato Grosso numa experiência muito bacana porque quebrou alguns conceitos que a gente tinha, ampliando a visão de que existe muito mais possibilidades do que poderíamos imaginar”, finalizou.

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Confira os homenageados:

Comenda Marechal Cândido Rondon

Major/PM Ben-Hur Lima Ribeiro Rodrigues

Título de Cidadão mato-grossense

Gledson Iuris Anhaia

Josimeire Rodrigues da Silva Matsumura

Younes Abdel Massih Younes

Alexandre Vinícius Festa

Denise Fátima Basso

Hildebrando da Costa Marques

José Pérsio Rosa da Silva

Lucas Bello

Meire Correia de Santana da Costa Marques

Rosangela Cantarella da Silva

Suetoshi Matsumura

Moções de Aplausos

Adilson Valera Ruiz

Afrânio Cesar Migliari

Alencar Cella

Alexandre Glauco Selhorst

Ana Lúcia Ricarte

Anildo Lima Barros

Ayda Paula Silva Neta Abrahão

Ayres Dos Santos Neto

Bruno Lins Rios

Celso Paulo Banazeski

Cleiton Gauer

Daniel Froes Batata

Edgar Teodoro Borges

Edio Brunetta

Eduardo Giaretta

Fernanda Campos

Fernando Cadore

Fernando Gorgen

Fhabianne Alexssandra de Siqueira Lima

Frederico Wagner Franca Tannure Filho

Gleisson Omar Tagliari

Hélio Arlindo Correa

Hércules Pereira Giuliani

Jorge Salles

José Luiz de Lemos

José Wenceslau de Souza Júnior

Julio Hirochi Yamamoto Filho

Kaik Gomes dos Santos

Lázaro Modesto de Morais

Leandro Lodea

Lélia Rocha Abadio Brun

Lídio Moreira dos Santos Junior

Lorena Dias Gargaglione

Lucas Barros Honório Silva

Lucas Henrique Rossato Lodea

Luís Antônio Novaes Desidério

Luís Savio Brun

Luiz Henrique Marchetto Tavares

Maria Cristina Margonato

Marinaldo Ferreira dos Santos

Massao Koga

Meire Correia de Santana da Costa Marques

Mirael França Praeiro

Najla Maira Gomes de Souza

Patrícia Sanglard Felipe Brunetta

Pedro de Moraes Filho

Pedro Jamil Nadaf Filho

Rodrigo Crosara Abrahão

Roque Edu Alves Silva

Sérgio Ricardo Silva Antunes

Sigfried Kirsch

Sílvio Cézar Pereira Rangel

Thiago Alves da Silva

Ulana Maria Bruehmueller 

Vilmondes Sebastião Tomain

Vinícius Borges Leal Saragiotto

Vinícius Eduardo Lima Pires de Miranda

Wellington Rodrigues de Andrade

Yendis Rodrigues Costa


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: [email protected]


Fonte: ALMT – MT

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Mulheres na ALMT: trajetória iniciada há quase sete décadas ganha novo capítulo

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Vera Lúcia Araújo - Verinha -15ª Legislatura (2003-2017).

Vera Lúcia Araújo – Verinha -15ª Legislatura (2003-2017).

Foto: Helder Faria

Teté Bezerra -17ª Legislatura (2011-2015).

Teté Bezerra -17ª Legislatura (2011-2015).

Foto: Helder Faria

A participação feminina na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) atravessa quase sete décadas desde a eleição de Oliva Enciso, em 1958. No último domingo (4), essa história ganhou um novo capítulo com a eleição de Samantha do Abilio (PL) e Alessandra Ferreira (Podemos), que ocuparão duas das 24 cadeiras da Casa a partir de 2027.

Oliva foi a primeira mulher eleita deputada estadual em Mato Grosso, 26 anos depois da conquista do direito ao voto feminino no Brasil. Professora, atuou na educação e na assistência social e também foi vereadora de Campo Grande antes de chegar à Assembleia para a 4ª Legislatura, entre 1959 e 1963, quando Mato Grosso ainda não havia sido dividido.

A historiadora Dejenana Keila Oliveira Campos explica que a participação institucional das mulheres na política mato-grossense começou a ganhar espaço ainda nas décadas de 1920 e 1930, influenciada pela luta e conquistas dos direitos sociais e políticos. Em Mato Grosso, organizações de mulheres, a educação e a imprensa contribuíram para ampliar a presença feminina na vida pública.

A conquista do direito ao voto, porém, não significou acesso imediato aos cargos eletivos. Dejenana aponta que a estrutura política estadual foi historicamente marcada pelo coronelismo, pelas relações familiares e por uma organização patriarcal. Enquanto os homens tiveram o acesso à política tratado como algo natural, as mulheres precisaram construir reconhecimento público por outros caminhos, como a educação, a escrita e a atuação social.

A coordenadora do Núcleo de Estudos sobre a Mulher e as Relações de Gênero da Universidade Federal de Mato Grosso (Nuepom-UFMT), Madalena Rodrigues, também relaciona a baixa representação feminina às estruturas sociais construídas historicamente. “A política de Mato Grosso é uma política patriarcal, cercada pelos homens”, afirma. Segundo ela, as barreiras estão relacionadas não apenas ao gênero, mas também à classe e à raça.

Diferentes caminhos — Ao longo das décadas, as mulheres chegaram à política por diferentes trajetórias. Dejenana aponta que, em Mato Grosso, uma delas foi o capital político familiar, com candidaturas construídas a partir da trajetória de pais, maridos ou outros homens da família. Educação, movimentos sociais e sindicais, atuação profissional e mandatos municipais também se consolidaram como portas de entrada.

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A ex-deputada estadual Vera Araújo, a Verinha, percorreu uma trajetória ligada à educação e ao movimento sindical. Professora e dirigente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), foi eleita vereadora de Cuiabá em 2000 e, dois anos depois, conquistou uma cadeira na ALMT, sendo a única mulher entre os 24 deputados estaduais eleitos.

Verinha relata que ocupar um espaço predominantemente masculino significava conviver com cobranças sobre sua capacidade. “Se você faz essa opção, essa decisão de disputar o poder, você tem que provar que você dá conta, que você é competente. Senão eles vêm, dizem: ‘Ah, não deu conta porque é mulher’”, afirma.

Mãe de três filhos, ela também se preocupava que algum problema familiar fosse relacionado à decisão de estar na política. “Eu sempre me preocupei muito com isso, porque eu percebo que, quando a mulher faz essa disputa de poder, ela acaba carregando com ela essa culpa de que nada dê errado com seus filhos, com a sua casa, com a sua família. Porque, se alguma coisa dá errado, ela vai ser culpada porque saiu para o espaço público”, relata.

Mesmo dividindo os cuidados com os filhos e as tarefas domésticas com o companheiro, Verinha afirma que a preocupação permanecia. “Quando a mulher faz essa opção de sair para disputa do espaço de poder, ela acaba sendo responsabilizada duplamente”, acrescenta.

Registros produzidos durante o mandato mostram iniciativas em áreas como educação, saúde e fiscalização do poder público. Entre elas estão a legislação relacionada ao tempo de espera em filas de bancos, uma proposta de combate ao nepotismo e a lei que instituiu o Dia Estadual de Controle à Anemia Falciforme. Outra proposta que se tornou lei instituiu a meia-entrada para professores da rede pública estadual em estabelecimentos de lazer, entretenimento e difusão cultural.

Da candidatura à permanência — A cientista política Christiany Fonseca avalia que a maioria feminina no eleitorado não se transforma automaticamente em presença equivalente nos espaços de representação. O caminho até o mandato envolve acesso aos partidos, recursos de campanha, redes políticas, apoio e condições efetivas de competição. “É preciso conseguir entrar, competir, vencer e depois permanecer na política”, resume.

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Para Christiany, analisar apenas o número de candidaturas não é suficiente, pois estar registrada na disputa não significa necessariamente ser tratada pelo partido como uma candidatura prioritária e competitiva. A divisão das responsabilidades de cuidado, a disponibilidade de tempo e as redes construídas ao longo da trajetória também interferem nesse processo.

Nas eleições gerais de 2026, as mulheres corresponderam a 34% das candidaturas registradas em Mato Grosso, mesmo percentual de 2022. Entre as 24 cadeiras da próxima legislatura estadual, duas serão ocupadas por mulheres.

A eleição de Samantha do Abilio e Alessandra Ferreira ocorre 16 anos depois do último pleito em que duas mulheres foram eleitas simultaneamente para mandatos titulares na ALMT. Em 2010, Luciane Bezerra e Teté Bezerra foram escolhidas para a 17ª Legislatura, entre 2011 e 2015.

Quase sete décadas depois da eleição de Oliva Enciso, a chegada de Samantha e Alessandra acrescenta um novo capítulo a uma trajetória marcada pela ampliação das formas de participação feminina e pela permanência do debate sobre acesso, condições de disputa e presença das mulheres nos espaços de poder.

Mulheres que ocuparam cadeiras na ALMT

4ª Legislatura (1959–1963)
Oliva Enciso

9ª Legislatura (1979–1983)
Sarita Baracat

11ª Legislatura (1987–1991)
Thaís Bérgo Duarte Barbosa

12ª, 13ª e 14ª Legislaturas (1991–2003)
Serys Slhessarenko

12ª Legislatura (1991–1995)
Malba Varjão — suplente

13ª Legislatura (1995–1999)
Zilda Pereira Leite — suplente

15ª Legislatura (2003–2007)
Vera Lúcia Araújo
Ana Carla Muniz

16ª Legislatura (2007–2011)
Chica Nunes
Vilma Moreira — suplente

17ª Legislatura (2011–2015)
Luciane Bezerra
Teté Bezerra

18ª, 19ª e 20ª Legislaturas (2015-2027)

Janaina Riva

20ª Legislatura (2023–2027)
Marildes Ferreira — suplente
Profa. Graciele (Graciele Marques dos Santos) — suplente
Valdeníria Dutra — suplente
Sheila Klener — suplente
Sandy de Paula — suplente
Priscila Dourado — suplente

Edna Sampaio — suplente
Eliane Xunakalo — suplente e primeira mulher indígena a assumir temporariamente uma cadeira na história da ALMT.

*Os períodos indicados correspondem às legislaturas, não necessariamente ao tempo de exercício de cada parlamentar.

Fonte: ALMT – MT

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