Policiais militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) prenderam um homem, de 18 anos, pelo crime de roubo e cárcere privado, na noite deste domingo (25.1), em Cuiabá. O suspeito foi detido em flagrante com um veículo roubado de uma propriedade rural de Várzea Grande. O carro foi recuperado pela PM.
Conforme o boletim de ocorrência, a equipe policial recebeu informações via Ciosp sobre um roubo em uma propriedade rural, em Várzea Grande, onde o suspeito teria invadido uma casa e mantido algumas vítimas como refém. A denúncia indicou ainda que o suspeito fugiu do local com um veículo Oroch branco, de uma das vítimas.
A equipe da Rotam iniciou diligências e recebeu informações de que o carro, com as mesmas características relatadas, foi visto pelas câmeras do Vigia Mais MT transitando pela rodovia Helder Cândia.
Os militares se aproximaram da região informada e flagraram o veículo, momento em que o suspeito iniciou fuga em alta velocidade, desrespeitando todas as ordens de parada e causando direção perigosa pelas avenidas da Capital.
Após alguns metros de perseguição, ao chegar nas proximidades da avenida Historiador Rubens de Mendonça, o suspeito colidiu seu veículo causando um abalroamento entre outros carros e uma motocicleta.
Diante da situação, o suspeito foi abordado e confessou que seria um dos integrantes do assalto à residência rural. O homem ainda relatou que o crime foi cometido na companhia de outros dois homens, não sabendo informar a localização deles.
O criminoso recebeu voz de prisão e foi conduzido para a Central de Flagrantes de Cuiabá. O veículo foi devolvido para uma das vítimas do crime e nenhuma pessoa ficou ferida em decorrência do acidente, que causou apenas danos materiais aos envolvidos.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (25.5), a Operação Silêncio Comprado, para cumprimento de 20 ordens judiciais dentro de investigações que apuram um suposto esquema de corrupção ligado à gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, no município de Campo Novo do Parecis.
As ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão, sequestro de bens e bloqueio de valores, medidas cautelares diversas da prisão, além de quebras de sigilo telefônico e telemático, foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Tangará da Serra.
Os mandados são cumpridos nos municípios de Campo Novo do Parecis, Arenápolis, e nas cidades de Barueri e Cotia, no estado de São Paulo, com foco na coleta de elementos probatórios, identificação da extensão dos fatos investigados e preservação do patrimônio público.
As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apuram suposto esquema de corrupção envolvendo a tentativa de interferência nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito n.º 01/2025, instaurada para apurar possíveis irregularidades na gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis.
A CPI teve origem na repercussão de questionamentos envolvendo o atendimento prestado na unidade hospitalar, especialmente após a morte de uma jovem gestante do município de Campo Novo do Parecis, que teria apresentado complicações durante procedimento de parto cesáreo, sido encaminhada para Cuiabá e, posteriormente, vindo a óbito.
A partir desse caso, familiares e membros da comunidade passaram a questionar a estrutura do hospital, a prestação dos serviços, a gestão de recursos humanos e a regularidade da execução dos contratos de gestão da unidade hospitalar.
Início da investigação
As investigações da Deccor iniciaram após o recebimento de denúncia encaminhada pelo Ministério Público, relacionada à suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI, bem como a possíveis irregularidades na execução de contratos de gestão do Hospital Municipal Euclides Horst.
Entre os fatos apurados estão indícios de pagamentos por serviços supostamente não prestados, emissão de notas fiscais fraudulentas ou ideologicamente falsas, movimentação irregular de recursos públicos e possível desvio de valores vinculados à administração da unidade hospitalar.
De acordo com os elementos reunidos até o momento, há indícios, em tese, da prática de crimes contra a Administração Pública, especialmente corrupção ativa, sem prejuízo da apuração de outros delitos que possam ser identificados no curso das diligências.
Apoios operacionais
A operação contou com apoio operacional das equipes da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), Delegacia de Arenápolis, Delegacia de Campo Novo do Parecis e da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
Nome da operação
Silêncio Comprado faz referência à denúncia de suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI, fato que deu origem à investigação.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, voltada ao combate à atuação de grupos criminosos em todo o estado.
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