O projeto Mão Amiga idealizado pela Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria de Gestão de Pessoa, completou, na terça-feira (03.06), um ano de atividades de acolhimento se tornando um dos importantes pontos de apoio aos servidores que buscam auxílio.
O trabalho iniciou os atendimentos com encontros presenciais, nos moldes dos grupos de Alcoólicos Anônimos, oportunizando depoimentos e orientações segundo os princípios da irmandade.
No entanto, diante da aceitação o grupo de autoajuda da instituição passou a ampliar as reuniões, também de forma online, possibilitando ampla abrangência e a participação de servidores de todo estado.
No ano de 2024 o projeto Mão Amiga realizou 568 reuniões, sendo 324 no formato presencial e 244 de forma virtual. Já em 2025 foram realizadas 161 encontros presenciais e 81 reuniões online.
As ações do projeto Mão Amiga atua no amparo de tratamento das dependências psicoativas, com acompanhamentos psicológicos e encaminhamentos ao atendimento médico, quando necessário, especialmente quando se obtêm os abalos dos transtornos que os policiais civis e seus familiares sofrem.
O anonimato é garantido, o que ajuda e contribui para que o projeto possa cumprir a missão de oferecer assistência com respeito, dignidade e sem julgamentos.
Conforme o coordenador da Gestão de Pessoas, delegado Carlos Francisco de Moraes, o grupo de autoajuda é um espaço onde é possível compartilhar a própria história com pessoas que vivem situações semelhantes, acolhendo os servidores para que o indivíduo adquira consciência de que uma mudança de comportamento se faz necessário.
“O principal intuito do projeto desenvolvido pela equipe da Gerência de Saúde e Segurança, é demonstrar e resguardar os policiais civis que necessitam de ajuda na sua recuperação”, destacou o delegado Carlos Francisco.
A Polícia Civil está realizando, nesta quarta e quinta-feira (13 e 14.5), a terceira edição do Seminário de Investigação de Delitos Cometidos Contra Mulheres por Razão de Gênero, no auditório da Secretaria de Planejamento (Seplag).
O encontro visa aprimorar técnicas de investigação e qualificar os policiais civis para atuar em casos com perspectiva de gênero desde o primeiro acolhimento, com o pedido de medidas protetivas.
“O objetivo dessa capacitação é alcançar diversos policiais plantonistas do Estado de Mato Grosso, buscando capacitar a Polícia Civil para oferecer um atendimento adequado, humanizado, para que nossas assistidas, ao entrar nas delegacias, recebam um atendimento padronizado e eficiente”, afirmou a coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, Judá Maali Pinheiro Marcondes.
A secretária de Segurança de Mato Grosso, coronel Susane Tamanho, esteve presente na solenidade de abertura do seminário, e falou sobre a importância da sensibilidade dos servidores que trabalham com a violência contra a mulher.
“Não adianta a gente ter os melhores investimentos, os melhores equipamentos, a melhor tecnologia, se a gente não tiver essa sensibilidade no primeiro atendimento. Vocês são responsáveis por muitas das vezes mudar o curso da vida daquela mulher. A gente sabe que não é somente um problema de segurança, é um problema da sociedade como um todo, mas recai onde? Na segurança. A pessoa, quando se vê em perigo, procura a segurança. Então, nós somos, talvez, a última esperança, a última voz que aquela mulher vai ter para poder ter a sua integridade preservada”, disse a secretária.
A chefe do Gabinete de Enfrentamento a Violência de Gênero Contra a Mulher, delegada Mariell Antonini, reforçou que os papéis da Polícia Civil de fazer o primeiro atendimento e de conduzir uma investigação qualificada são muito importantes.
“Hoje se usa muito a Inteligência Artificial, mas o que não pode ser substituído no nosso dia a dia é o atendimento qualificado. Isso o computador não vai poder fazer por nós, nós temos que fazer o atendimento, ter o cuidado com o local de crime, a coleta qualificada de elementos investigativos, tudo isso é providência que depende dos profissionais que atuam nessa pauta do enfrentamento à violência contra a mulher e a Polícia Civil tem esse papel primordial de ser a porta de entrada em que as vítimas comumente recorrem”, afirmou a delegada.
Mariell afirmou que um dos motivos da capacitação ser realizada é para que os policiais compreendam essa necessidade de atender bem e evoluir na investigação. O que foi enfatizado pela delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel.
“Nós estamos aqui reunidos para entender e buscar como melhor investigar, para nós alcançarmos, enfim, a diminuição desses números assustadores que nós temos hoje na nossa sociedade. A missão constitucional da Polícia Judiciária Civil é investigar crimes, nós temos um papel muito importante nesse cenário, e eu confio muito que a investigação bem conduzida começa já no primeiro atendimento, quando nós atendemos a vítima lá no plantão, quando nós tomamos cuidado para preservar os vestígios, quando nós temos esse primeiro olhar desde a entrada da vítima na delegacia, o olhar sensível e investigativo”, declarou a delegada-geral.
Ao todo, 127 policiais, entre investigadores, escrivães e delegados, das 15 regionais do Estado, participam do seminário, que terá oito palestras e certificação de 12 horas.
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