A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Nova Xavantina (555 km de Cuiabá), em ação conjunta com a Polícia Militar e com apoio da Polícia Civil do Pará, prendeu, nesta segunda-feira (30.6), um homem de 47 anos, no Bairro Centro Oeste, de Nova Xavantina, que estava foragido da Justiça do Pará.
O foragido havia sido condenado pela Justiça do Pará pelos crimes de estupro e roubo majorado ou qualificado. Ele participou de um roubo a um ônibus de viagem, em 2008, em que três mulheres e uma criança foram estupradas. Ele chegou a ser preso, porém, fugiu da cadeia há sete anos e estava sendo procurado desde então.
Em maio, o foragido se envolveu em um acidente de trânsito durante um “racha” e, durante a investigação do acidente, os policiais descobriram que ele estava utilizando uma identidade falsa.
Diante disso, a equipe de investigação da Delegacia de Nova Xavantina entrou em contato com a Polícia Civil do Pará e obteve a ficha de identificação do suspeito, assim como a ficha do Sistema Prisional, que apontou que ele já estava foragido há sete anos.
As investigações da Polícia Civil de Mato Grosso apontaram que ele estava morando em Nova Xavantina, onde era proprietário de uma oficina mecânica, utilizando documento falso.
A Polícia Militar foi acionada e enviou uma equipe à oficina. Ao ser encontrado, o suspeito foi revistado e, ao ser questionado, se apresentou e entregou uma CNH com dados do seu irmão, inclusive a fotografia.
Diante disso, ele teve o mandado de prisão cumprido e também foi autuado em flagrante por falsidade ideológica, uso de documento falso e falsificação de documento público. O suspeito foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil e está à disposição da Justiça.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (27.5), a Operação Tu Quoque, para cumprimento de ordens judiciais com foco na desarticulação de um esquema de roubo de entorpecentes e tráfico de drogas com ligação entre duas facções criminosas atuantes no Estado.
Na operação, são cumpridas 15 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão e 11 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cáceres, com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Pontes e Lacerda.
Também são cumpridas medidas de restrição de veículos e bloqueios de contas bancárias dos investigados, no valor de até R$ 2,5 milhões. Entre os alvos envolvidos no esquema está um praça da Polícia Militar, apontado como um dos líderes do grupo investigado.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Pontes e Lacerda e Várzea Grande, com apoio das equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
As investigações têm como foco a desarticulação de um esquema de roubo de entorpecentes subtraídos em pontos de armazenamento de drogas de uma facção criminosa na região de fronteira e que, posteriormente, eram redistribuídos por integrantes de outra facção na região metropolitana.
Segundo as investigações da Delegacia de Pontes e Lacerda, o esquema funcionava por meio de dois núcleos, um deles responsável por identificar e monitorar possíveis depósitos de drogas de uma facção criminosa na região de fronteira.
O segundo núcleo tinha uma função distinta e se deslocava da Capital do Estado para Pontes e Lacerda para atuar no roubo da droga e, posteriormente, transportar e distribuir os entorpecentes na região metropolitana.
O praça, apontado como principal alvo da operação, era o responsável pelo roubo do entorpecente, saindo da Capital para Pontes e Lacerda para subtrair a droga. Ele também fazia a separação do entorpecente para outra equipe do grupo criminoso, que atuaria na distribuição.
Desarticulação do esquema
A descoberta do esquema ocorreu após a prisão de um dos envolvidos. Na ocasião, outros integrantes do grupo conseguiram escapar, mas, com o avanço das investigações, foram identificados. Também foi descoberto o esquema envolvendo roubos ligados a facções criminosas, além da redistribuição e comercialização do entorpecente subtraído.
Além dos crimes de roubo e tráfico de drogas, as investigações identificaram o envolvimento do grupo em um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico, por meio de diversas transações bancárias envolvendo familiares, casas de apostas e empresas de fachada para a pulverização dos valores.
A expressão latina tu quoque significa literalmente “tu também” ou “até tu” e faz referência ao fato de existir, como pivô da organização criminosa, um membro das forças de segurança, representando uma significativa quebra da confiança depositada e esperada dos agentes públicos.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renarc
A operação faz parte da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de enfrentamento ao narcotráfico.
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