A dona de um bar no município de Peixoto de Azevedo, região norte do Estado, foi presa pela Polícia Civil e Polícia Militar, na tarde de sexta-feira (15.09), com cerca de um quilo de cocaína.
A ação integrada foi realizada em diligências na região do bairro Mãe de Deus, local onde funcionava o bar. A proprietária de 40 anos foi autuada em flagrante pelo crime de tráfico de drogas majorado.
Durante trabalho de combate ao tráfico em Peixoto de Azevedo, foi descoberto que a mulher teria recebido a substância ilícita, e se tratava de abastecimento de uma facção criminosa atuante na cidade de Colíder.
O local já vinha sendo monitorado por funcionar como ponto de distribuição de drogas, oriunda de fora do município, e a dona do bar investigada pela Delegacia de Polícia por envolvimento com o grupo criminoso.
Conforme apurado, a suspeita é irmã do ex-gerente da facção, morto a tiros no início do mês de dezembro de 2022. O crime ocorreu em frente ao Forró Tradição, motivado por acerto de contas entre facções criminosas.
Diante da apreensão da porção de cocaína pesando cerca de 1 quilo, encontrada dentro do fogão do imóvel, a mulher foi detida. No local também foram apreendidos dois aparelhos celulares.
A conduzida foi interrogada e autuada em flagrante por tráfico de drogas majorado, em razão da venda se dar em recinto de diversão na cidade. Após a confecção dos autos, a presa foi colocada à disposição da Justiça.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (28,4), a Operação Fracta para cumprimento de ordens judiciais contra uma facção criminosa envolvida em execuções, planejamentos de homicídios e disputa territorial no município de Peixoto de Azevedo e região.
Na operação, são cumpridas 24 ordens judiciais, sendo 16 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva, expedidas pela Segunda Vara da Comarca de Peixoto de Azevedo.
Os mandados são cumpridos em Peixoto de Azevedo, Alto Garças, Várzea Grande e Rio Branco (AC), pelos policiais da Delegacia de Peixoto de Azevedo, com apoio das Delegacias Regionais de Alta Floresta e Sinop e da Polícia Civil de Acre.
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Peixoto de Azevedo, identificaram uma estrutura da facção criminosa a qual era utilizada para realizar levantamentos de alvos a serem eliminados da facção rival, como endereços, fotos e qualificação; angariar veículos e armamentos para a prática criminosa.
Posteriormente, as informações levantadas eram repassadas para outros integrantes da facção, identificados como “mercenários”, que seriam os responsáveis pelos homicídios.
Os investigados estão envolvidos em pelo menos duas tentativas homicídios na região, tendo como vítimas dois jovens, um de 20 e outro de 19 anos, ocorridas nos meses de maio e junho de 2025. As duas vítimas eram integrantes de uma facção criminosa rival ao grupo investigado e foram alvejadas por disparos de arma de fogo.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Thiago Barros, a operação tem como objetivo desarticular a atuação da facção criminosa, por meio da prisão de seus integrantes e apreensão de materiais ilícitos, conseguindo restabelecer a paz no município e região.
“A operação representa mais um importante passo no fortalecimento da segurança pública no interior do estado, reafirmando o compromisso da instituição no combate qualificado às facções criminosas”, disse o delegado.
Nome da operação
O nome “Fracta” advém do latim e tem tradução aproximada da palavra “quebrada”. A operação foi nomeada desta forma diante de comunicações entre os investigados que apontavam que “engrenagem não para”, metáfora utilizada para indicar a continuidade incessante de um processo, o qual seria associado aos homicídios realizados pelo grupo criminoso.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência).
A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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