Ação rápida de policiais militares do 6º Comando Regional resultou na prisão de um homem venezuelano, de 25 anos, suspeito pelo homicídio que vitimou Almiro Alves Ribas, de 61 anos, nesta segunda-feira (6.4), em Cáceres. O faccionado foi preso em flagrante horas após o crime. A arma de fogo utilizada no homicídio também foi apreendida.
Por volta de 6h, a Polícia Militar foi acionada para verificar uma ocorrência de disparos de arma de fogo, no bairro Vila Nova. No local, Almiro foi encontrado caído no chão com ferimentos de arma de fogo e teve sua morte confirmada por uma equipe do Corpo de Bombeiros.
Os policiais iniciaram diligências e verificaram, por meio de câmeras de segurança de casas vizinhas, que o homicídio foi cometido por dois homens, que fugiram do local em uma motocicleta.
Na continuidade das buscas, as equipes policiais receberam informações sobre a localização de um dos suspeitos do crime. Os militares foram ao endereço e flagraram um homem, na frente da casa, ateando fogo em roupas e outros pertences.
Ele foi abordado e questionado sobre o ato, confessando que seria o autor do homicídio de Almiro e que as roupas incendiadas teriam sido usadas por ele no crime. Em seguida, o homem levou os policiais até o quintal da casa e desenterrou uma pistola de calibre .380, que foi usada para o assassinato. Também foram localizadas quatro munições de calibre .380 e 50 munições de calibre .9mm.
O suspeito recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido para a delegacia de Cáceres para registro da ocorrência e entregue à Polícia Judiciária Civil para demais providências.
A Polícia Civil, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9) e a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá realizaram, na manhã dessa quinta-feira (18.06), uma ação conjunta de fiscalização, que constatou o exercício ilegal da profissão de um terapeuta ocupacional em uma clínica localizada no bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá.
A fiscalização foi desencadeada após o Crefito-9 receber uma denúncia informando que um homem, de 54 anos, estaria se apresentando como terapeuta ocupacional e realizando atendimentos, principalmente de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem possuir formação ou habilitação legal para o exercício da profissão.
A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor foi acionada e, durante as diligências, a equipe da Decon e fiscais do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional verificaram que o suspeito não possui registro profissional nem formação compatível com a atividade exercida. Segundo os levantamentos iniciais, ele realizava atendimentos em uma clínica improvisada instalada em imóvel residencial, divulgando e oferecendo serviços típicos da terapia ocupacional.
Além das irregularidades relacionadas ao exercício profissional, a Vigilância Sanitária Municipal constatou que o estabelecimento funcionava sem Alvará Sanitário e sem outras autorizações obrigatórias para o exercício da atividade, tendo sido lavrado termo de notificação para regularização. Os fiscais também identificaram indícios de que o local não possuía estrutura adequada para o atendimento especializado de pacientes, especialmente crianças.
No decorrer da fiscalização, foram encontrados documentos relacionados aos atendimentos realizados. Entre eles, uma nota fiscal emitida pela prestação de serviços de terapia ocupacional no valor de R$ 15.360.
Outro aspecto que chamou a atenção das equipes foi a suspeita de que parte dos atendimentos pudesse estar relacionada a pacientes beneficiados por decisões judiciais que determinam ao Poder Público o custeio de tratamentos especializados. A hipótese será apurada pela Polícia Civil no decorrer das investigações.
O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, destacou que a atuação integrada dos órgãos de fiscalização é fundamental para proteger consumidores e pacientes, especialmente crianças em situação de vulnerabilidade.
“Estamos tratando de uma atividade que exige formação específica, capacitação técnica e registro profissional. Quando alguém se apresenta falsamente como profissional da saúde, além de colocar em risco a segurança dos pacientes, compromete a confiança da população nos serviços especializados”, ressaltou.
A Polícia Civil instaurou procedimento policial para apurar a prática de exercício ilegal da profissão, bem como eventual crime contra a fé pública, uso de documento falso ou outras infrações que venham a ser identificadas durante as investigações.
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