POLÍCIA
Polícia Civil recupera mais de R$ 55,7 mil subtraídos em golpes pela internet em todo estado
Publicado em
8 de abril de 2023por
Da RedaçãoO delegado titular da DRCI, Ruy Guilherme Peral, relata que os golpes são variados e as vítimas são de diferentes cidades de Mato Grosso e também de fora do estado. “Os criminosos estão cada vez mais criativos e especializados nas fraudes cometidas pela internet, utilizando meios que induzem as vítimas a erro, momento em que realizam a transferências dos valores”, disse o delegado.
As ações da DRCI foram realizadas em parceria com as Delegacias de Sinop, Sorriso, Cáceres, Comodoro, Terra Nova do Norte e Colniza.
A maioria das fraudes estão relacionadas a compra de produtos ou bens pela internet. Nesta semana, houve casos de golpes na compra de tijolos, compra de veículos (motocicleta) e de cabeças de gado. Todos os produtos estavam anunciados em redes sociais da internet, e somente após a transferência do valor, as vítimas perceberam que caíram em golpes.
Porém os suspeitos atuam nos mais variados tipos de golpe, como no caso de uma advogada que teve o seu perfil de whatsapp clonado, e o golpista entrava em contato com os clientes solicitando os honorários advocatícios. Outra vítima conheceu uma mulher pela internet e após diversas conversas por meio de aplicativo de mensagens, passou a receber ameaças e a ser extorquido, supostamente por ter mexido com uma mulher casada.
Em outro caso, a vítima fez a transferência de valores para uma suposta empresa para pagar um evento da filha, e somente depois percebeu a origem fraudulenta da conta bancária. Em todos os casos, após a vítima procurar a Polícia Civil por meio das delegacias de suas cidades, foi realizado o contato com a DRCI, que conseguiu o bloqueio de valores por meio do setor antifraudes das agências bancárias
Os valores são restituídos às vítimas após algumas providências de praxe junto aos bancos.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá
Published
1 hora agoon
1 de maio de 2026By
Da Redação
A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.
Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.
A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.
“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela
Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.
“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.
Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.
“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.
Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola
A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.
“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.
Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.
O que diz a lei e o papel da escola
O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.
De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).
Prevenção como projeto de Estado
Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.
Serviço
Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Saúde de Várzea Grande reforça medidas para identificação de casos da doença
Edital da Secel viabiliza inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande
SES apresenta investimentos em audiência na Assembleia Legislativa
Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá
Profissionais da SES compartilham alegrias e desafios do trabalho na Saúde de MT
CUIABÁ
MATO GROSSO
Edital da Secel viabiliza inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de...
SES apresenta investimentos em audiência na Assembleia Legislativa
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) apresentou os balancetes financeiros e orçamentários do terceiro quadrimestre de 2025 em audiência...
Profissionais da SES compartilham alegrias e desafios do trabalho na Saúde de MT
Na Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), 6.662 profissionais se dedicam diariamente para prestar um atendimento de excelência à população...
POLÍCIA
Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá
A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas...
Operação integrada apreende 500 kg de drogas e gera prejuízo de R$ 14,6 milhões às facções criminosas
Uma operação integrada do Gefron, Polícia Federal e unidades das Polícias Militares de Mato Grosso e do Amazonas, apreendeu, nesta...
Polícia Civil celebra com história de dedicação de servidor aposentado
Nascido em 15 de agosto de 1936, o investigador aposentado Antônio Assunção da Silva se prepara para completar 90 anos....
FAMOSOS
Naiara Azevedo lança novo EP e celebra 15 anos de carreira com projeto especial
A cantora Naiara Azevedo, de 36 anos, lança nesta quinta-feira (30) o segundo EP do projeto “Naiara15”, que marca a...
Graciele Lacerda curte dia de piscina em família e exibe momento: ‘Que dia incrível!!’
A influenciadora Graciele Lacerda, de 45 anos, abriu o álbum de fotos nesta quinta-feira (30) e dividiu com os seguidores...
Thati Lopes anuncia nascimento da primeira filha e exibe momento: ‘Agora começou!’
A humorista Thati Lopes anunciou, nesta quinta-feira (30), o nascimento de sua primeira filha, Elisa, fruto do relacionamento com o...
ESPORTES
Grêmio desperdiça três pênaltis e empata com o Palestino pela Sul-Americana
O Grêmio voltou a campo na noite desta quarta-feira e, apesar de criar boas chances e até balançar as redes...
Flamengo empata com Estudiantes e mantém liderança do Grupo A da Libertadores
O Flamengo voltou a campo pela Copa Libertadores na noite desta quarta‑feira e, após um duelo equilibrado em La Plata,...
Palmeiras empata com Cerro Porteño no Paraguai e perde a liderança no grupo
Em uma partida repleta de alternâncias, bolas na trave, substituições e chances claras de gol, Palmeiras e Cerro Porteño empataram...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Cuiabá6 dias agoVereadora Dra. Mara conduz audiência pública e cobra transparência no Plano Diretor de Cuiabá
-
Cuiabá6 dias agoDra. Mara cobra transparência e pressiona revisão de tarifas no saneamento de Cuiabá
-
Cuiabá7 dias agoConselho de Usuários da Câmara de Cuiabá realiza 3ª reunião ordinária
-
Sinop4 dias agoNovo transporte público coletivo de Sinop amplia opções de horários em todas as linhas




