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Polícia Civil recupera equipamentos furtados avaliados em R$ 2,1 milhões

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Pontes e Lacerda (445 km de Cuiabá), recuperou, na segunda-feira (28.4), três máquinas, avaliadas em R$ 700 mil cada uma, que haviam sido furtadas por meio do Golpe da Locação e estavam sendo utilizadas em uma região de garimpo ilegal, na Terra Indígena Sararé.

Duas máquinas, ambas escavadeiras 20T/R220, foram furtadas após serem alugadas de uma empresa, em um contrato com vigência de 12 meses. Porém, os contratantes pararam de pagar os alugueis, tiraram o GPS das máquinas e as retiraram do local em que estavam. A empresa locadora registrou um boletim de ocorrência em março de 2025, por estelionato. Já a terceira máquina foi furtada no Paraná e levada para o garimpo em Pontes e Lacerda.

Nessa segunda-feira (28), a Polícia Civil recebeu uma denúncia de que essas três máquinas estavam com um homem, de 34 anos, em uma região conhecida como Garimpo dos Pegas, na Terra Indígena Sararé.

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Diante da denúncia, o delegado regional de Pontes e Lacerda, João Paulo Berté, enviou uma equipe ao local indicado. Com auxílio de um drone, os policiais visualizaram vários equipamentos do tipo escavadeira hidráulica trabalhando no local.

Ao notarem a presença da polícia, os operadores das máquinas se esconderam no mato com os equipamentos. Porém, três deles formaram um comboio e tentaram fugir na direção oposta à que a equipe policial estava. Os policiais reconheceram que estas eram as três máquinas que estavam sendo procuradas e começaram a acompanhá-las com o drone.

Os operadores seguiram tentando esconder as máquinas, chegando a ir a uma região de mata distante aproximadamente 2 mil metros do ponto inicial em que estavam. Mas, utilizando o drone, os policiais encontraram uma estrada que chegava próxima a essa área e a equipe foi até ela.

Os policiais aguardaram no local até a noite, realizaram um sobrevoo com o drone, tentando forçar a saída das máquinas do esconderijo, e conseguiram fazer com que os suspeitos as movimentassem, chegando bem próximo da equipe.

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Foi dada ordem de parada, mas os suspeitos desceram das escavadeiras e saíram correndo em direção à mata, deixando os equipamentos ligados para trás. As três maquinas foram levados até a estrada principal, onde foram buscados por caminhões-pranchas e enviados às empresas proprietárias.

As investigações continuam para identificar e prender os envolvidos no caso.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil cumpre mandados contra facção criminosa envolvida com transporte de cocaína da fronteira ao norte de MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (22.5), a Operação Vinculum Sanguinis para cumprir 23 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa envolvida com o tráfico de cargas de cocaína da fronteira com a Bolívia até a região norte do Estado.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, apuram o envolvimento do grupo criminoso nos crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Sinop e municípios vizinhos.

Na operação, é cumprido um mandado de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão domiciliar, 11 bloqueios de contas bancárias, totalizando mais de R$ 1,2 milhão, além do sequestro de três veículos e cinco imóveis, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Sinop.

As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Sinop, Cláudia, Cuiabá e Várzea Grande, com foco na desarticulação do grupo criminoso responsável pelo transporte de centenas de quilos de cocaína de Pontes e Lacerda até a região de Sinop. O cumprimento das ordens judiciais contou com apoio da equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá.

Até o momento, a ação resultou na apreensão de mais de 25 tabletes de pasta base de cocaína e dinheiro, que aínda sereá contablizado. Três criminosos já foram presos, um em razão do mandado de prisão preventiva e dois em flagrante por tráfico de drogas.

Rota do tráfico

As investigações, conduzidas pela Draco de Sinop, tiveram início em outubro de 2025, após a prisão em flagrante de dois suspeitos no município de Cláudia, ocasião em que foi apreendido um quilo de pasta base de cocaína.

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O que parecia um flagrante isolado revelou-se, com o avanço das investigações, uma estrutura criminosa voltada ao transporte de grandes carregamentos de entorpecentes oriundos da região de fronteira do Estado.

Durante a apuração dos fatos, foi identificado que o grupo era responsável pelo transporte de centenas de quilos de cocaína da cidade de Pontes e Lacerda, na fronteira com a Bolívia, até a região de Sinop. Os policiais identificaram que o grupo criminoso utilizava a rota, que percorre mais de 700 quilômetros, para o transporte sistemático de cocaína e pasta base de cocaína.

Apreensão de entorpecentes

No mês de março de 2026, a Draco de Sinop deflagrou a Operação Aurora Pantaneira, ação que resultou na apreensão de 525 quilogramas de cocaína e pasta base de cocaína transportados pelo mesmo grupo criminoso.

Lavagem de dinheiro e bloqueios patrimoniais

Além do tráfico em si, as investigações apontaram para a prática de lavagem de dinheiro, com o produto do crime sendo ocultado por meio de movimentações financeiras distribuídas entre membros da facção criminosa, empresas e familiares. Os laços familiares eram utilizados como mecanismo de confiança e ocultação patrimonial.

As medidas patrimoniais deferidas pela Justiça, com base nas investigações, totalizam mais de R$ 3,2 milhões em ativos constritos, somando o bloqueio bancário, os veículos e os imóveis. O sequestro dos bens foi requerido como forma de garantir o ressarcimento dos danos causados e impedir que o produto do crime permaneça em circulação.

O bloqueio bancário alcançou 11 investigados, sendo nove pessoas físicas e duas empresas, uma do ramo de segurança eletrônica e outra do ramo de metalurgia, localizadas em Várzea Grande e Cuiabá.

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Os cinco imóveis sequestrados estão localizados nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, incluindo apartamentos, uma casa e terrenos. O valor venal total dos imóveis registrados supera R$ 2 milhões, com valor de mercado estimado significativamente superior. A medida inclui bens que possam estar registrados em nome de terceiros.

Segundo o delegado Eugênio Rudy Junior, responsável pelas investigações, a operação possibilitou que as investigações avançassem sobre toda a teia de envolvidos.

“As investigações revelaram um grupo criminoso, com divisão de funções, uso de laranjas para movimentação financeira e mecanismos para dissimular o produto do crime. Os elementos apurados apontaram ainda vínculos familiares e de confiança como espinha dorsal do grupo”, disse o delegado.

Nome da operação

O nome da operação, “Vinculum Sanguinis”, é uma expressão em latim que significa “laço de sangue” e faz referência justamente ao vínculo familiar existente entre integrantes da facção criminosa e à utilização desses laços como mecanismo de confiança e ocultação patrimonial.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renarc

A operação faz parte da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de enfrentamento ao narcotráfico.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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