A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, prendeu em flagrante, nessa quarta-feira (1º.9), quatro suspeitos de participação em um roubo ocorrido na terça-feira (30.9), em Primavera do Leste, quando uma mulher, de 48 anos, foi rendida e levada para um cativeiro em Poxoréu.
No dia do crime, a vítima foi obrigada a realizar transferências via Pix de suas contas para diversas pessoas, além de ter seu veículo roubado.
Por causa do carro, que foi localizado pela Polícia Militar enquanto a vítima ainda estava em poder dos criminosos, ela foi encontrada. Houve um confronto entre a Força Tática e o grupo no cativeiro e dois suspeitos foram presos e dois foram mortos. A vítima foi libertada em seguida.
Após o registro do boletim de ocorrência, a vítima foi ouvida na Delegacia de Polícia de Primavera do Leste. A Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá foi acionada e conseguiu identificar um dos beneficiários das transferências, que foi localizado pelos investigadores em um condomínio de Cuiabá.
O suspeito estava trabalhando em uma obra e foi conduzido à Delegacia de Estelionato de Cuiabá, onde foi ouvido e afirmou ter vendido sua conta-corrente para um desconhecido por R$ 100.
As investigações e buscas continuaram e as equipes foram até um mercado, no bairro Altos da Glória, em Cuiabá, onde flagraram dois homens e uma mulher sacando dinheiro no caixa elétrico. Os valores eram provenientes do roubo. Diante disso, os três foram conduzidos para a delegacia. Com eles, foram apreendidos R$ 4,2 mil, que haviam acabado de ser sacados.
Todos foram autuados em flagrante pelo delegado Gustavo Godoy por roubo qualificado e associação criminosa. As investigações continuam e serão realizadas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Primavera do Leste.
A Polícia Civil, deflagrou na manhã desta quinta-feira (11.6) a Operação Valquíria, com objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido com o tráfico interestadual de drogas e a utilização de mulheres na logística de transporte de entorpecentes entre estados e para o interior do sistema prisional.
Ao todo, estão sendo cumpridos 27 ordens judiciais, sendo nove mandados de prisão preventiva, nove mandados de busca e apreensão domiciliar e nove ordens de bloqueio de contas bancárias, limitadas ao valor de R$ 500 mil por investigado.
As medidas cautelares foram deferidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com parecer favorável do Ministério Público, diante dos robustos elementos de prova reunidos ao longo da investigação.
As ordens judiciais são cumpridas simultaneamente nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Campo Novo do Parecis, além de unidades do sistema prisional mato-grossense, onde parte dos investigados se encontra custodiada e, mesmo encarcerada, continuava exercendo funções de comando e coordenação das atividades criminosas.
As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) apontaram a existência de uma estrutura criminosa organizada voltada ao tráfico de drogas, cuja logística era operacionalizada por mulheres recrutadas para realizar viagens interestaduais transportando substâncias entorpecentes.
Além disso, as investigações identificaram que o grupo era responsável por promover o ingresso de drogas em estabelecimentos prisionais e realizar a comunicação entre integrantes presos e membros que atuavam em liberdade.
Conforme apurado, lideranças da facção criminosa determinavam e coordenavam as ações ilícitas a partir do interior das unidades prisionais, utilizando aparelhos telefônicos e terceiros para manter a cadeia de comando ativa.
As mulheres investigadas desempenhavam papel fundamental na engrenagem criminosa, atuando no transporte de drogas, repasse de valores, recrutamento de novas integrantes e execução de tarefas logísticas indispensáveis à manutenção do tráfico.
Valquíria
O nome da operação faz referência às Valquírias da mitologia nórdica, figuras femininas encarregadas de cumprir missões e realizar a ligação entre diferentes mundos. De forma análoga, a investigação identificou que mulheres eram utilizadas pela organização criminosa para conectar integrantes presos e em liberdade, transportando drogas, valores e informações necessárias à continuidade das atividades ilícitas.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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