Mais um autor de estupro de vulnerável teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (04.6), dentro dos trabalhos da Operação Araceli, deflagrada pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica).
O suspeito, de 47 anos, estava com mandado de prisão preventiva decretado pela Décima Quarta vara Criminal de Cuiabá, pelo crime de estupro de vulnerável.
O crime ocorreu no ano de 2022, ocasião em que o investigado abusava sexualmente da sua enteada de apenas 8 anos de idade. Segundo relatos da vítima, o padrasto aproveitava os momentos em que não havia ninguém em casa para praticar os abusos.
Assim que tomou conhecimento da ordem judicial em aberto, os policiais da Deddica iniciaram as diligências, conseguindo localizar o foragido na região do bairro João Bosco Pinheiro.
Após ter o mandado de prisão cumprido, o suspeito foi conduzido à delegacia para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.
A operação da Deddica recebeu o nome de “Araceli”, em referência à menina Araceli Crespo, brutalmente assassinada em 18 de maio de 1973 — data que marca nacionalmente o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
A operação é realizada no contexto da Operação Caminhos Seguros, realizada em alusão à Campanha Maio Amarelo, dedicada ao mês de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
Com a prisão do condenado, já foram seis mandados de prisão cumpridos pela Deddica, dentro da operação contra autores de abusos infantis.
A Polícia Civil deflagrou, nessa sexta-feira (29.5), a Operação Imperium Remotum, com o objetivo de cumprir ordens judiciais relacionadas à investigação de um homicídio ocorrido em Americana do Norte, distrito de Tabaporã.
A ação resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão domiciliar, além da prisão em flagrante de três pessoas pelos crimes de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.
A operação decorreu de investigação conduzida pela Delegacia de Tabaporã para apurar o homicídio de um homem, de, 19 anos, ocorrido no dia 10 de maio de 2026, no distrito de Americana do Norte. Durante a ação criminosa, a vítima morreu e outras quatro pessoas ficaram sob restrição de liberdade dentro da residência.
As investigações apontaram que o crime apresentou características dos chamados “tribunais do crime”, prática utilizada por facções criminosas para impor punições ilegais. Segundo a apuração, a execução, por meio de facadas e de um tiro, ocorreu por determinação de integrantes de uma facção criminosa.
Durante a operação, os policiais civis cumpriram um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 21 anos, investigado por participação nos crimes de homicídio qualificado, cárcere privado e favorecimento ao domínio social estruturado.
No distrito de Nova Fronteira, durante o cumprimento da prisão preventiva, os policiais localizaram drogas prontas para comercialização, dinheiro, anotações relacionadas ao tráfico e aparelhos celulares. Diante do material apreendido, uma mulher, de 30 anos, foi autuada em flagrante pelo crime de tráfico ilícito de drogas.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão em uma residência em Tabaporã, os policiais apreenderam porções de pasta base de cocaína, cocaína, maconha, balanças de precisão e aparelhos celulares. No local, uma mulher, de 24 anos, e um homem, de 21 anos, receberam voz de prisão em flagrante pelos crimes de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.
Na mesma residência, os policiais conduziram quatro adolescentes, de 15, 17, 16 e 15 anos para a delegacia. Eles responderão por atos infracionais análogos aos crimes de tráfico ilícito de drogas e associação para o tráfico.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Tabaporã após representação da Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público.
O nome da operação, Imperium Remotum, faz referência ao exercício de poder à distância, em alusão à dinâmica investigada, na qual integrantes da organização criminosa coordenavam decisões e determinações por meio de chamadas de vídeo e aplicativos de comunicação.
As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e concluir a apuração dos fatos.
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