A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8.1), a Operação Prometheus, que investiga suposta prática de crimes contra a administração pública, em Juína, tendo como alvo o secretário de Infraestrutura do Município.
A investigação, desencadeada pela Delegacia de Polícia Civil de Juína, apura os crimes de fraude em licitação, peculato, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, dentre outros delitos correlatos que teriam sido praticados pelo secretário, no decorrer de sua gestão.
No curso da operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo eles na residência do investigado, na sede da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Sinfra), em estabelecimento comercial de sua propriedade e em um sítio localizado no município de Castanheira (MT), adquirido pelo investigado pelo valor aproximado de R$ 2,2 milhões de reais.
De acordo com a investigação, além das infrações penais apontadas, os fatos levantados poderão configurar atos de improbidade administrativa, cuja apuração caberá aos órgãos competentes, conforme a legislação vigente.
Os trabalhos investigativos foram conduzidos pelos delegados Jean Andrade de Araújo, Marco Bortolotto Remuzzi e Robson Santiago Michels.
Em flagrante
Em razão do cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram localizadas e apreendidas munições na residência do secretário, sendo de imediato dado voz de prisão em flagrante, pelo crime de posse ilegal de munição de arma de fogo.
Diante dos fatos, o investigado foi conduzido até a Delegacia de Polícia Civil de Juína, onde foram tomadas as devidas providências legais cabíveis e, posteriormente, colocado à disposição da Justiça.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (12.5), a Operação “Locus Defecit”, para cumprir quatro ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa envolvidos em diversas ações criminosas na região de Cáceres e de exaltar grupo criminoso nas redes sociais.
Na operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cáceres, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado do município (Draco/Cáceres).
As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá, incluindo a Penitenciária Central do Estado (PCE), já que um dos investigados se encontrava preso por tráfico de drogas.
O cumprimento dos mandados contou com o apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos (DRCI) e da Equipe Alfa da Penitenciária Central do Estado.
As investigações apontaram que os faccionados estão envolvidos com o tráfico de drogas em Cáceres e também atuavam como “missionários”, ostentando armas de fogo, drogas e valores em espécie por meio de redes sociais, com mensagens de exaltação ao grupo criminoso, inseridas em um contexto de confronto com uma facção criminosa rival.
Um dos alvos foi localizado e preso em um bar onde residia, na cidade de Cuiabá, enquanto o outro teve o mandado cumprido na PCE, onde já se encontrava recolhido.
Conforme o delegado Fabrício Alencar, responsável pela operação, o trabalho operacional teve como objetivo apreender materiais que possam reunir provas e evidências que contribuam para o avanço da investigação.
Nome da operação
O nome da operação, que significa “localização falhou”, faz referência a algumas publicações que os investigados faziam para demonstrar que não seriam localizados em investigações.
Operação Pharus
A Operação “Locus Defecit” integra a Operação Pharus. Em 2026, a Polícia Civil iniciou ações do planejamento estratégico no âmbito da Operação Pharus, iniciativa que integra o programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento de facções criminosas em Mato Grosso.
O nome “Pharus” faz referência ao termo latino para “farol”, estrutura associada à emissão contínua de luz e à orientação em meio à escuridão. A escolha do nome busca simbolizar a atuação do Estado na identificação e no enfrentamento de práticas criminosas.
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