A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta terça-feira (6.5), onze ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa envolvida em diversos crimes no município de Rosário Oeste, em especial tráfico de drogas, homicídios e extorsões a comerciantes.
Os policiais da Delegacia de Rosário Oeste cumpriram ordens judiciais, sendo seis mandados de prisão e cinco de busca e apreensão, que foram expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Rosário Oeste, após representação da Polícia Civil, dentro de investigações de homicídios ocorridos há quatro dias na cidade.
Até o momento, sete pessoas foram presas, além de serem apreendidas diversas porções de entorpecentes e cestas básicas pertencentes à facção criminosa.
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil por meio da operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, que tem intensificado o combate às facções criminosas em todo o Estado.
As investigações apontaram que os homicídios estão relacionados à facção criminosa, que decreta mortes e executa as vítimas que não seguem as ordens ou não aceitam se associarem ao grupo criminoso.
Nas investigações, também foi identificado que a facção atua com extorsões praticadas contra empresários e seus estabelecimentos comerciais, que são obrigados a pagar valores para que seus comércios não sejam alvos de furtos e até mesmo incêndios criminosos.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidas grandes quantidades de entorpecentes, entre maconha, pasta base e cocaína, além de cestas básicas ofertadas pela facção criminosa a seus colaboradores como auxílio alimentação.
O delegado de Rosário Oeste, Mauro Perassolli Filho, destacou que a operação mantém o compromisso da Polícia Civil de zelar pela sociedade e garantir a ordem pública. “As investigações seguem em andamento para reprimir os crimes graves e garantir a paz social”, enfatizou.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14.4), a Operação Passagem Oculta, para cumprimento de 12 ordens judiciais contra integrantes de um grupo criminoso envolvido no roubo contra uma cooperativa de crédito, ocorrido no final de junho de 2025, em Cuiabá.
As ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva, quatro mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular itinerante, e quatro quebra de sigilo de dados, foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá. Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), tiveram como alvo quatro investigados apontados como integrantes da organização criminosa responsável pelo roubo circunstanciado cometido contra a agência da Cooperativa de Crédito, situada na Avenida das Torres, na Capital.
O crime
Na madrugada do crime, o grupo invadiu imóvel residencial no bairro Recanto dos Passáros que fazia divisa estrutural com a agência bancária. Na ocasião, três moradores da residência foram mantidos em cárcere privado por aproximadamente quatro horas, mediante emprego de arma de fogo.
O objetivo do grupo criminoso era abrir uma passagem na parede divisória e subtrair valores estimados em até R$ 1 milhão. A ação criminosa foi parcialmente frustrada após intervenção da Polícia Militar, sendo que um dos envolvidos foi a óbito em confronto armado no local, e outro foi preso em flagrante, sendo posteriormente denunciado e condenado em processo autônomo.
Investigações e mandados
A partir do aprofundamento das diligências investigativas, a GCCO identificou a participação estruturada de outros quatro integrantes da organização, cada qual com função específica — execução, logística, transporte e vigilância.
As condutas foram tipificadas como roubo circunstanciado majorado pelo emprego de arma de fogo, restrição de liberdade de vítimas e pelo concurso de pessoas. Diante das evidências, o delegado responsável pelas investigações, Igor Sasaki, representou pelas ordens judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça.
As prisões preventivas decretadas com fundamento nos arts. 312 e 313, inciso I, do Código de Processo Penal, para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e asseguramento da aplicação da lei penal, diante da gravidade concreta da conduta, do elevado grau de planejamento e da habitualidade delitiva de parte dos investigados.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A Rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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