A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (12.9), a Operação Escudo, com o objetivo de cumprir ordens judiciais contra envolvidos na tentativa de um latrocínio (roubo seguido de morte) que ocorreu em um condomínio de Cuiabá.
Foram cumpridas três ordens de prisão, além de mandados de busca e apreensão, decretados pelo Núcleo de Garantias da Capital, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá. Um dos alvos do mandado de prisão e um comparsa foram flagrados com veículos e peças de automóveis que eram produtos de roubo ou furto. Eles também foram autuados em flagrante por receptação.
As investigações apontaram que a ordem para a prática do latrocínio partiu de um criminoso preso na Penitenciária Central do Estado (PCE). Durante a tentativa de roubo, a vítima foi surpreendida por disparos de arma de fogo, reagiu e conseguiu evitar a consumação do crime.
Em uma residência alvo de mandado de busca e apreensão domiciliar, foram localizadas três motocicletas com restrição de furto, ocorrida em Várzea Grande, além de várias peças de motocicletas. Dois suspeitos, que estavam no local, foram presos em flagrante pelo crime de receptação qualificada.
O crime ocorreu no dia 1º de outubro de 2024, por volta das 21h55, ocasião em que a vítima, morador de um condomínio em Cuiabá, percebeu comportamento estranho de seus cães. Ao verificar as câmeras de segurança, ele notou imagens borradas. Armado com uma pistola registrada, ele saiu para averiguar e foi surpreendido por três disparos de arma de fogo efetuados por invasores.
A vítima então revidou, trocando tiros, até precisar recarregar a arma, momento em que os criminosos fugiram, pulando o muro em direção à rodovia MT-251. As imagens de segurança confirmaram a presença de três criminosos armados, que atiraram contra a vítima durante a tentativa de latrocínio.
Durante a investigação conduzida pela equipe da Derf Cuiabá, foi possível identificar os autores, reunir provas e representar pelas medidas cautelares junto ao Poder Judiciário.
“O objetivo é desarticular o grupo criminoso e impedir novas ações violentas planejadas de dentro da unidade prisional”, disse o delegado Romildo Nogueira, responsável pelas investigações.
O nome foi escolhido em alusão ao papel da Polícia Civil de Mato Grosso como instrumento de proteção da sociedade. Assim como um escudo é utilizado para resguardar ataques e garantir a segurança, a Polícia Civil atua na linha de frente da defesa da população, impedindo a ação criminosa e promovendo a sensação de ordem e tranquilidade.
A Polícia Civil indiciou uma mulher, de 18 anos, e apreendeu dois adolescentes, de 16 e 17 anos, por envolvimento em um homicídio qualificado, ocorrido Pontes e Lacerda. A ação é resultado de investigação contínua, realizada após o registro do desaparecimento da vítima, identificada por Ismael Carlos Borges de Lima, de 28 anos, na última quarta-feira (21.5).
Conforme apurado, a vítima foi abordada em um estabelecimento comercial, submetida a questionamentos relacionados à suposta ligação com facção rival e levada para uma área rural, onde ocorreu o homicídio.
O corpo foi localizado na manhã seguinte, com lesões graves na região da cabeça e do pescoço. No local, os policiais apreenderam objetos e peças de roupas relacionados aos investigados. Posteriormente, foi constatada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) a presença de sangue humano nos materiais.
Em continuidade às investigações, os suspeitos acabaram sendo localizados escondidos em uma residência. Durante a abordagem, os policiais constataram que a investigada utilizava o aparelho celular da vítima e havia danificado o próprio telefone na tentativa de ocultar provas.
Os envolvidos confessaram participação no crime e confirmaram ligação com uma facção criminosa atuante na região.
Com o indiciamento, a mulher deverá responder pelos crimes de homicídio qualificado por meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, sequestro, furto qualificado, fraude processual e corrupção de menores, por duas vezes, todos em concurso material.
Os adolescentes responderão por atos infracionais análogos aos crimes apurados na investigação.
Na ação, a autoridade policial também representou pela quebra do sigilo de dados telefônicos e pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.
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