A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (3.2), a Operação Persevero para cumprimento de seis mandados de busca e apreensão domiciliar nas investigações que apuram o homicídio de um jovem, ocorrido em abril de 2025, em Rondonópolis.
As ordens judiciais foram expedidas pela Primeira Vara Criminal de Rondonópolis com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do município.
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil, por meio da operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero contra as Facções Criminosas, do Governo de Mato Grosso, que tem intensificado o combate às facções criminosas em todo o Estado.
Homicídio e encontro de cadáver
A vítima, de 23 anos, desapareceu no dia 23 de abril de 2025. Seu corpo foi localizado, três meses depois, no dia 23 de julho, enterrado na região conhecida como Morro do Gavião.
As investigações apontaram que a vítima era usuária de entorpecentes e possuía dívida relacionada ao tráfico e que em razão do débito, teve sua morte decretada por integrantes de facção criminosa. Dias antes de ser morto, o jovem já havia sido submetido a um “salve”, prática de violência imposta pelo grupo criminoso.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos bairros Vila Rica, Rosa Bororo, Padre Lothar e Jardim Nova Era, com o objetivo de coletar dados que auxiliem no completo esclarecimento do crime.
Durante as diligências, os policiais civis apreenderam diversos aparelhos de telefonia celular, duas motocicletas e cigarros contrabandeados. Em uma residência localizada no bairro Jardim Nova Era, foram encontradas porções de maconha, uma balança de precisão e quantia em dinheiro.
No local, um homem de 26 anos e sua companheira, de 31 anos, foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. O suspeito já possui passagens criminais pelos delitos de tráfico de drogas e roubo. Os presos foram levados à delegacia, onde foram interrogados e tiveram os autos lavrados em flagrante, antes de serem encaminhados à Justiça.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a dinâmica dos fatos, aguardando-se, inclusive, o resultado da perícia dos materiais apreendidos.
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada em Defesa da Mulher de Rondonópolis, prendeu na terça-feira (12.05), dois homens por invasão de terra e crime ambiental cometidos em área rural de propriedade de um idoso.
Os suspeitos, de 32 e 23 anos, foram autuados em flagrante por esbulho possessório e destruição de floresta de preservação permanente.
As diligências iniciaram após a vítima, de 68 anos, procurar a Polícia Civil para registrar o boletim de ocorrência e informar que suas propriedades rurais, localizadas na região do Sítio de Recreio Boa Vista, no bairro Paulista, em Rondonópolis, haviam sido invadidas.
Conforme o idoso, pessoas estariam ocupado irregularmente as chácaras de sua propriedade, além de realizarem queimadas e derrubada de árvores nativas que vinham sendo preservadas pelo proprietário.
Segundo a denúncia, o proprietário encontrou quatro homens trabalhando dentro da área invadida, os quais foram questionados e afirmaram ter sido contratados por um suposto invasor. Então a vítima solicitou que deixassem a área, contudo os indivíduos se recusaram a sair.
Com base nos fatos e considerando que a Delegacia Especializada em Defesa da Mulher também atua na apuração de crimes praticados contra a pessoa idosa, equipes de investigadores foram até a propriedade rural. No local, os policiais civis encontraram quatro suspeitos, que apresentaram versões contraditórias sobre os motivos pelos quais estariam na área.
Na ocasião foram constatados a prática de diversos danos ambientais, incluindo árvores nativas cortadas e vários focos de queimadas espalhados pela propriedade.
Diante do flagrante dois dos suspeitos foram conduzidos à DEDM de Rondonópolis, onde foram interrogados e autuados em flagrante pelos crimes de esbulho possessório e destruição ou dano em floresta de preservação permanente.
A Polícia Civil segue com as investigações para apurar a possível participação de outras pessoas envolvidas na invasão da propriedade rural e nos danos ambientais causados na área.
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