A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), deflagrou, na manhã desta quinta-feira (06.02), a Operação Hash Wars para cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra investigados por atuar com o tráfico de entorpecentes na modalidade delivery.
As ordens judiciais, expedidas pelo Núcleo de Inquérito Policiais (Nipo), foram cumpridas em Cuiabá. Durante os trabalhos, foram apreendidos aparelhos celulares. Os investigados serão ouvidos e indiciados.
A operação é decorrente da Operação After, deflagrada pela anteriormente pela Denarc, no ano de 2021, com foco na apreensão de drogas sintéticas (como MDMA ou ‘ecstasy’ – 3,4-metilenodioximetanfetamina, LSD – dietilamida do ácido lisérgico), além de outras drogas, como cloridrato de cocaína e maconha, por meio da modalidade “delivery”.
As investigações apontaram que os usuários faziam pedido de drogas por meio de aplicativos de mensagens via aparelho celular e recebiam o produto no endereço informado ou entregues diretamente em festas (“baladas”).
As investigações da Denarc apontaram que era realizada uma pré-venda com rateios nos grupos de WhatsApp e/ou oferta individual, e somente após os interessados transferirem os valores correspondentes nas contas dos fornecedores, é que o entorpecente era comprado e rapidamente repassado através de delivery ou retirada em local combinado, mantendo uma logística de forma a evitar prejuízos comum a possível apreensão da droga.
O delegado da Denarc, André Rigonato, explica que as investigações a respeito da comercialização ilícita de drogas e grupos que atuam nesse ramo, demandam investigações de maior complexidade. “A atividade frequente, que merece atenção direta e especial dos órgãos de controle social formal, visa desestabilização de grupos atuantes nesta modalidade criminosa que tanto afeta a sociedade brasileira”, disse o delegado.
Hash Wars
O nome da operação faz referência às embalagens das drogas comercializadas, com a inscrição “Hash Wars” em que “hash” equivale a abreviação de ‘haxixe’, com logomarca semelhante à franquia cinematográfica ‘Star Wars’).
A operação integra os trabalhos do Programa Tolerância Zero, deflagrado pelo Governo do Estado no combate às facções criminosas.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (27.5), a Operação Tu Quoque, para cumprimento de ordens judiciais com foco na desarticulação de um esquema de roubo de entorpecentes e tráfico de drogas com ligação entre duas facções criminosas atuantes no Estado.
Na operação, são cumpridas 15 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão e 11 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cáceres, com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Pontes e Lacerda.
Também são cumpridas medidas de restrição de veículos e bloqueios de contas bancárias dos investigados, no valor de até R$ 2,5 milhões. Entre os alvos envolvidos no esquema está um praça da Polícia Militar, apontado como um dos líderes do grupo investigado.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Pontes e Lacerda e Várzea Grande, com apoio das equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
As investigações têm como foco a desarticulação de um esquema de roubo de entorpecentes subtraídos em pontos de armazenamento de drogas de uma facção criminosa na região de fronteira e que, posteriormente, eram redistribuídos por integrantes de outra facção na região metropolitana.
Segundo as investigações da Delegacia de Pontes e Lacerda, o esquema funcionava por meio de dois núcleos, um deles responsável por identificar e monitorar possíveis depósitos de drogas de uma facção criminosa na região de fronteira.
O segundo núcleo tinha uma função distinta e se deslocava da Capital do Estado para Pontes e Lacerda para atuar no roubo da droga e, posteriormente, transportar e distribuir os entorpecentes na região metropolitana.
O praça, apontado como principal alvo da operação, era o responsável pelo roubo do entorpecente, saindo da Capital para Pontes e Lacerda para subtrair a droga. Ele também fazia a separação do entorpecente para outra equipe do grupo criminoso, que atuaria na distribuição.
Desarticulação do esquema
A descoberta do esquema ocorreu após a prisão de um dos envolvidos. Na ocasião, outros integrantes do grupo conseguiram escapar, mas, com o avanço das investigações, foram identificados. Também foi descoberto o esquema envolvendo roubos ligados a facções criminosas, além da redistribuição e comercialização do entorpecente subtraído.
Além dos crimes de roubo e tráfico de drogas, as investigações identificaram o envolvimento do grupo em um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico, por meio de diversas transações bancárias envolvendo familiares, casas de apostas e empresas de fachada para a pulverização dos valores.
A expressão latina tu quoque significa literalmente “tu também” ou “até tu” e faz referência ao fato de existir, como pivô da organização criminosa, um membro das forças de segurança, representando uma significativa quebra da confiança depositada e esperada dos agentes públicos.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renarc
A operação faz parte da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de enfrentamento ao narcotráfico.
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