A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu os primeiros meses de atividades do ano com 183 operacões realizadas no semestre, um aumento de 64% em relação ao mesmo período do ano anterior, especialmente, na desarticulação de organizações e associações criminosas.
No primeiro semestre foram quase 125 mil pessoas ouvidas nas delegacias; registrados 148 mil boletins de ocorrência de diversas naturezas criminais e instaurados 20,5 mil inquéritos policiais.
A Polícia Civil também requereu quase oito mil medidas protetivas de urgências para vítimas de violência doméstica e familiar e 2,3 mil pedidos do Botão do Pânico foram deferidos, por meio do aplicativo SOS Mulher, disponibilizados a mulheres amparadas pela Lei Maria da Penha. Destes, 250 botões foram acionados pelas vítimas em perigo iminente.
Prisões e apreensões
Entre as demandas investigativas, a Polícia Civil de Mato Grosso registrou 11,4 mil prisões em flagrantes; foram encaminhadas mais de 3,2 mil representações judiciais e lavrados 6,7 mil Termos Circunstanciados de Ocorrência para delitos de menor potencial ofensivo.
Dos procedimentos relativos a atos infracionais, praticados por menores de 18 anos, foram mais de 1 mil Boletins de Ocorrências Circunstanciados (BOC) instaurados, 984 Autos de Infração instaurados e ainda 267 adolescentes apreendidos em flagrante.
Outro destaque no semestre foram os cumprimentos de 3,7 mil mandados de prisões preventivas e temporárias, quantitativo que apresentou aumento de quase 47% no comparativo com o mesmo período do ano passado.
A delegada-geral, Daniela Silveira Maidel, pontua que os números são resultados da dedicação e comprometimento dos policiais civis nas ações desenvolvidas pelas delegacias de polícia.
“Os números refletem o empenho das equipes em seguir as diretrizes institucionais e o propósito planejado pela gestão, apresentando para a sociedade serviços prestados com padrões de excelência”, destacou a delegada-geral.
A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (28.4), a Operação Escudo Invisível, para apurar denúncias de crimes de posse ilegal de arma de fogo e possível crime ambiental no município de Canarana.
Na operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em uma propriedade rural, que resultou na apreensão de duas armas de fogo e mais de 130 munições e na prisão em flagrante do investigado pelo crime de posse ilegal de arma de fogo e munições.
As investigações iniciaram no dia 7 de abril, após o recebimento de denúncia pelos policiais da Delegacia de Canarana sobre armas armazenadas em uma propriedade rural localizada a aproximadamente 25 quilômetros da zona urbana do município.
Com base nas informações apuradas, foi representado pelo mandado de busca e apreensão contra o investigado que foi deferido pela Justiça. No local, os policiais confirmaram a veracidade da denúncia, apreendendo uma carabina calibre 38 e uma espingarda calibre 22, além de 130 munições de diferentes calibres.
Diante das evidências, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Canarana, onde após ser interrogado, foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e munições, sendo arbitrada fiança de três salários-mínimos.
O investigado possui antecedente pelo mesmo tipo de crime registrado no ano de 2024, na cidade de Cocalinho.
Durante as investigações, a equipe da Polícia Civil também teve acesso a um vídeo em que o investigado aparece exibindo uma cobra da espécie sucuri pendurada em um equipamento agrícola, com o intuito de demonstrar seu tamanho.
A veracidade das imagens e eventual autoria na morte do animal serão apuradas no decorrer das investigações de inquérito policial para apurar crime ambiental contra a fauna.
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