Três armas de fogo foram apreendidas e dois homens detidos, pela Polícia Civil, na manhã desta segunda-feira (23.10), no município de Comodoro (644 km a oeste de Cuiabá).
Os suspeitos foram autuados em flagrante pelos crimes de porte irregular de arma de fogo de uso permitido e receptação.
Durante diligências para apurar o furto de armas ocorrido na zona rural de Comodoro, os policiais civis descobriram que um morador estava comercializando ilegalmente armas de fogo, em sua própria residência no bairro Cristo Rei.
Os investigadores de polícia tiveram acesso à imagem de uma das armas, compatível com a arma furtada, razão pela qual o endereço do morador passou a ser monitorado.
Na manhã desta segunda-feira (23), a equipe avistou o momento em que saiu do imóvel um veículo, Fiat Strada, que passou a ser acompanhado e abordado já no bairro Nova Vacaria.
Ao ser parado, o condutor do automóvel ficou muito nervoso. Em seguida foi feita a busca veicular e localizado no porta-luvas um revólver da marca Taurus, calibre 38 com cinco munições intactas.
O condutor de 56 anos apresentou o registro, mas não tinha autorização para o porte ou transporte. Então ele foi conduzido até a Delegacia de Comodoro para esclarecimentos.
Ato contínuo, os policiais civis em monitoramento da casa perceberam outro veículo, Chevrolet Corsa Sedan, saindo do local. Esse carro também foi abordado, e o motorista de 42 anos, demonstrou bastante nervosismo.
Na sequência foi realizada busca acompanhada em sua residência, e encontradas duas armas de fogo, uma carabina CBC 357 furtada e uma pistola Beretta calibre 22, além de coldre, dois carregadores e 18 munições de calibre 22 intactas.
Em pesquisas no sistema foi constatada várias passagens policiais desse segundo suspeito, sendo uma delas pelo crime de tentativa de homicídio ocorrido recentemente na zona rural de Comodoro.
Perguntado sobre as armas de fogo, ele contou que havia adquirido de uma pessoa desconhecida. O homem de 42 anos foi preso em flagrante pelo crime de receptação e posse de arma de fogo de uso permitido. Todo materal, armas, munições e acessórios foi apreendido.
A Polícia Civil está realizando, nesta quarta e quinta-feira (13 e 14.5), a terceira edição do Seminário de Investigação de Delitos Cometidos Contra Mulheres por Razão de Gênero, no auditório da Secretaria de Planejamento (Seplag).
O encontro visa aprimorar técnicas de investigação e qualificar os policiais civis para atuar em casos com perspectiva de gênero desde o primeiro acolhimento, com o pedido de medidas protetivas.
“O objetivo dessa capacitação é alcançar diversos policiais plantonistas do Estado de Mato Grosso, buscando capacitar a Polícia Civil para oferecer um atendimento adequado, humanizado, para que nossas assistidas, ao entrar nas delegacias, recebam um atendimento padronizado e eficiente”, afirmou a coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, Judá Maali Pinheiro Marcondes.
A secretária de Segurança de Mato Grosso, coronel Susane Tamanho, esteve presente na solenidade de abertura do seminário, e falou sobre a importância da sensibilidade dos servidores que trabalham com a violência contra a mulher.
“Não adianta a gente ter os melhores investimentos, os melhores equipamentos, a melhor tecnologia, se a gente não tiver essa sensibilidade no primeiro atendimento. Vocês são responsáveis por muitas das vezes mudar o curso da vida daquela mulher. A gente sabe que não é somente um problema de segurança, é um problema da sociedade como um todo, mas recai onde? Na segurança. A pessoa, quando se vê em perigo, procura a segurança. Então, nós somos, talvez, a última esperança, a última voz que aquela mulher vai ter para poder ter a sua integridade preservada”, disse a secretária.
A chefe do Gabinete de Enfrentamento a Violência de Gênero Contra a Mulher, delegada Mariell Antonini, reforçou que os papéis da Polícia Civil de fazer o primeiro atendimento e de conduzir uma investigação qualificada são muito importantes.
“Hoje se usa muito a Inteligência Artificial, mas o que não pode ser substituído no nosso dia a dia é o atendimento qualificado. Isso o computador não vai poder fazer por nós, nós temos que fazer o atendimento, ter o cuidado com o local de crime, a coleta qualificada de elementos investigativos, tudo isso é providência que depende dos profissionais que atuam nessa pauta do enfrentamento à violência contra a mulher e a Polícia Civil tem esse papel primordial de ser a porta de entrada em que as vítimas comumente recorrem”, afirmou a delegada.
Mariell afirmou que um dos motivos da capacitação ser realizada é para que os policiais compreendam essa necessidade de atender bem e evoluir na investigação. O que foi enfatizado pela delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel.
“Nós estamos aqui reunidos para entender e buscar como melhor investigar, para nós alcançarmos, enfim, a diminuição desses números assustadores que nós temos hoje na nossa sociedade. A missão constitucional da Polícia Judiciária Civil é investigar crimes, nós temos um papel muito importante nesse cenário, e eu confio muito que a investigação bem conduzida começa já no primeiro atendimento, quando nós atendemos a vítima lá no plantão, quando nós tomamos cuidado para preservar os vestígios, quando nós temos esse primeiro olhar desde a entrada da vítima na delegacia, o olhar sensível e investigativo”, declarou a delegada-geral.
Ao todo, 127 policiais, entre investigadores, escrivães e delegados, das 15 regionais do Estado, participam do seminário, que terá oito palestras e certificação de 12 horas.
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