A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), deflagrou na manhã desta quarta-feira (30.08), a Operação Pinóquio com foco no combate à comercialização de brinquedos piratas. A ação resultou na apreensão de milhares de produtos, sem certificado do Inmetro, que além de ferir os direitos autorais das marcas, podem causar risco aos usuários, especialmente crianças.
A operação contou com a participação de cinco equipes da Polícia Civil e o apoio de fiscais do Procon Municipal de Cuiabá e de peritos do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de Mato Grosso (Ipem) e da Diretoria Metropolitana de Criminalística da Politec.
Os trabalhos iniciaram de forma simultânea, nas primeiras horas da manhã, em quatro grandes lojas do Centro de Cuiabá, resultando na apreensão de milhares de brinquedos contrafeitos de personagens com direitos autorais licenciados por empresas como, por exemplo, Marvel, Nintendo e Sega.
No Brasil, todo brinquedo deve conter avisos de atenção em língua portuguesa, com informações comerciais do produto, indicação de faixa etária e instruções de uso como forma de evitar possíveis consequências dos perigos ligados ao uso do produto, além de ser de certificação compulsória pelo Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), Qualidade e Tecnologia, que realiza uma série de teste no produto antes de conceder o Selo de Conformidade para a comercialização no país.
Os brinquedos apreendidos não possuíam o selo do Inmetro e nem informações em português sobre o detentor dos direitos autorais, a faixa etária e outras instruções de uso importantes.
O presidente do Ipem de Mato Grosso, Bento Francisco Gomes Bezerra, destaca que os brinquedos que não passam pelos testes do Inmetro oferecem uma série de riscos ao usuário, podendo ocasionar até mesmo em acidentes fatais.
“Um dos riscos são baterias, que possuem metal pesado em sua composição química e, ao serem ingeridas, podem dar início a uma reação química no organismo que pode levar a criança à morte, fora o risco de causar engasgamento por serem pequenas peças de brinquedos que não passaram pelos testes do Inmetro”, destacou.
O delegado da Decon, Rogério Ferreira, explica que além de ferir direitos autorais, os brinquedos apreendidos colocam a vida e a saúde de crianças em risco, uma vez que possuem origem desconhecida e que podem ter sido fabricados com matéria-prima tóxica ou que tenha origem inadequada, como lixo hospitalar reciclado.
“Os responsáveis pela venda desse tipo de produto podem responder por crime contra as relações de consumo, crime contra a propriedade de marca e concorrência desleal, com penas que somadas podem passar de 6 anos de prisão e multa”, disse o delegado.
A Decon vai intensificar o cerco à venda de brinquedos falsificados na Capital, especialmente em grandes lojas e distribuidoras, e os comerciantes que forem flagrados armazenando ou expondo produtos sem a certificação compulsória do Inmetro
Pinóquio
Pinóquio, em italiano Pinocchio, é um personagem de ficção infantil na qual um menino é esculpido como um brinquedo de madeira a partir do tronco de uma árvore. O boneco que sonhava se tornar um menino de verdade, ganha vida, porém toda vez que ele mentia o seu nariz crescia e o denunciava.
Os brinquedos falsificados são fabricados como produtos para o público infantil, mas faltam com a verdade ao não possuírem certificação do Inmetro e ao colocarem crianças em perigo.
Salvador/BA. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (FICCO/BA), em ação integrada com o Departamento Especializado de Investigações Criminais da Polícia Civil da Bahia (DEIC/PCBA) e com o Comando de Policiamento de Missões Especiais da Polícia Militar da Bahia (CPME/PMBA), deflagrou, nesta segunda-feira (21/9), a Operação Divisa Segura, com o objetivo de desarticular a logística de armazenamento e de distribuição de drogas e armas utilizada por uma organização criminosa com atuação nos estados da Bahia e de Sergipe.
Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e um de prisão, nas cidades baianas de Jandaíra, Camaçari e Mata de São João. A ação contou com participação de cães farejadores.
As investigações apontaram que integrantes do grupo criminoso utilizavam imóveis situados em áreas rurais, para ocultar armas, drogas e outros materiais ilícitos.
Durante as diligências, o principal alvo da operação foi preso em flagrante, em razão da posse irregular de arma de fogo e de drogas.
Participaram diretamente da operação equipes da FICCO/BA, do BOPE/PMBA, do DEIC/PCBA, do BPChoque/PMBA, do CPME/PMBA e do BPATAMO/PMBA.
A FICCO/BA é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Rodoviária Federal, pela Polícia Militar da Bahia, pela Polícia Civil da Bahia, pela Polícia Penal da Bahia, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais e pela Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia.
Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia WhatsApp: (71) 3319-6002 E-mail: [email protected]
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