POLÍCIA

Plantão 24h da Mulher atendeu 1,5 mil mulheres vítimas de violência no primeiro semestre de 2025

Publicado em

O Plantão 24h de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Sexual de Cuiabá atendeu 1,5 mil mulheres vítimas de violência, em ocorrências policiais, no primeiro semestre de 2025. A unidade, que pertence à Polícia Civil, atende casos de Cuiabá e Várzea Grande.

Conforme relatório produzido pela unidade, foram mais de 1,6 mil medidas protetivas solicitadas por vítimas de violência doméstica e familiar nos primeiros seis meses deste ano. Uma vítima pode ter solicitado mais de uma medida para diferentes suspeitos.

No mesmo período, o Plantão 24h realizou quase 4 mil oitivas, além de elaborar 2 mil boletins de ocorrência.

Já no serviço psicossocial, a equipe de assistentes sociais e psicólogas realizou 874 atendimentos, entre acolhimentos, escutas e encaminhamentos.

Os dados compilados pelo cartório da unidade incluem os procedimentos que originam os inquéritos policiais, além de medidas protetivas que são cadastradas diretamente no Processo Judicial Eletrônico (PJe), do Tribunal de Justiça.

Conforme o coordenador do Plantão 24h, delegado Richard Damasceno Ferreira Lage, os números demonstram a importância do funcionamento da unidade, estruturada para atender exclusivamente vítimas de violência doméstica e sexual. A unidade absorve os procedimentos de plantão que antes eram realizados nas Centrais de Flagrantes de Cuiabá e Várzea Grande.

Leia Também:  Polícia Civil localiza último criminoso procurado por homicídio e sumiço de vítima em Rondonópolis

“Através das equipes multidisciplinares do Plantão da Mulher, com delegados, escrivães, investigadores, psicólogas e assistentes sociais, a Polícia Civil atua com empatia e eficiência desde o primeiro atendimento, visando proteger e acolher as vítimas de violência doméstica e sexual”, destacou o coordenador.

Estrutura

Inaugurado em setembro de 2020, o Plantão 24h foi estruturado para proporcionar um melhor atendimento às vítimas de violência doméstica e sexual que procuram o serviço policial. São realizadas prisões em flagrante, requerimentos de medidas protetivas, entre outras providências de urgência necessárias, conforme cada caso atendido. Após o procedimento ser registrado e atendido, a ocorrência segue para investigação em unidade policial especializada, conforme o perfil da vítima.

O Plantão 24h tem salas apropriadas para acolhimento das vítimas, cartórios, salas de atendimento para as equipes policiais e psicossociais, além de uma brinquedoteca e playground para crianças.

A estrutura do local foi idealizada pela primeira-dama do Estado, Virgínia Mendes, que, com apoio de voluntárias e de parceiros, angariou recursos para mobiliar, equipar e decorar a unidade da Polícia Civil.

Fonte: Policia Civil MT – MT

Leia Também:  Polícias Civil e Militar apreendem menor com arma de fogo e motocicleta utilizadas em homicídios em Vila Bela da Santíssima Trindade

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍCIA

Operação da Polícia Civil mira grupo que manipulava imagens de adolescentes e vendia como conteúdos pornográficos

Published

on

A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (27.5), a Operação Máxima Proteção, para cumprir três ordens judiciais em Juína, Sinop e Cacoal (RO), visando desarticular um grupo investigado pela produção, armazenamento e comercialização de conteúdos pornográficos ilícitos envolvendo manipulação digital de imagens de adolescentes.

A investigação conduzida pela Delegacia de Juína começou após a identificação de quatro adolescentes, alunos de uma escola particular do município, suspeitos de envolvimento no caso. Com o avanço das apurações, a Polícia Civil também identificou a participação de maiores de idade, o que levou à abertura de um inquérito para aprofundar as investigações.

Até o momento, aproximadamente 30 vítimas foram identificadas em Juína, a maioria adolescentes, estudantes de duas escolas particulares do município e também do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

Segundo a investigação, os suspeitos usavam uma ferramenta de inteligência artificial para alterar e criar conteúdos falsos com aparência realista, dificultando a identificação da fraude.

Durante as diligências, os elementos técnicos demonstraram que os investigados produziam montagens pornográficas ilícitas utilizando imagens das vítimas, armazenavam os arquivos em dispositivos eletrônicos e serviços de nuvem, além de compartilharem os conteúdos com terceiros. A investigação apontou que as práticas ocorriam de forma reiterada e organizada, com divisão implícita de funções entre os envolvidos.

Leia Também:  Polícia Civil cumpre mandados contra funcionária suspeita de golpes na empresa em que trabalhava

As apurações indicam ainda que dois adolescentes, ambos de 15 anos, passaram a explorar economicamente os conteúdos produzidos, cobrando valores que variavam de R$ 30 por fotografia a até R$ 120 por vídeo.

Os extratos bancários analisados revelaram movimentações financeiras compatíveis com atividade ilícita, demonstrando recebimentos frequentes, diversidade de remetentes e compatibilidade com os valores negociados nas conversas obtidas durante a investigação.

A análise dos dados identificou compradores distribuídos em diversos estados da federação, incluindo Minas Gerais, Pará, Rondônia, Tocantins e Bahia, evidenciando o caráter interestadual da prática criminosa e aumentando a complexidade investigativa.

Também foi constatado que os suspeitos utilizavam perfis falsos em redes sociais, com identidades femininas fictícias, utilizados para divulgação dos conteúdos ilícitos, contato com compradores e simulação de legitimidade. O Facebook era a principal plataforma utilizada pelo grupo.

As investigações apontam que os envolvidos atuavam de forma minimamente organizada, com produção sistemática de conteúdo pornográfico ilícito, compartilhamento de ferramentas tecnológicas, divisão de tarefas e planejamento financeiro.

No estado de Rondônia, a operação teve como alvo um homem de 20 anos, investigado por participação nos fatos apurados. O mandado de busca e apreensão contra ele foi cumprido pela equipe de Juína, com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cacoal (RO), após levantamento do Núcleo de Inteligência (NI) do Núcleo de Inteligência da Delegacia de Cacoal.

Leia Também:  Polícia Civil prende último alvo de operação contra organização criminosa que torturou vítima na Capital

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes previstos no Art. 241-C da Lei nº 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente), além de outros delitos eventualmente identificados no decorrer das investigações.

“A Operação Máxima Proteção reforça o compromisso da Polícia Civil com a proteção integral de crianças e adolescentes e destaca a importância da conscientização sobre os riscos e consequências do uso criminoso de ferramentas de manipulação digital”, afirmou o delegado Jean Andrade Araújo.

Fonte: Policia Civil MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA