A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), deflagrou, entre a noite de quinta-feira (05.6) e a manhã desta sexta-feira (06), a Operação Cadeia Sustentável, com foco na fiscalização ambiental no município de Juína. Os trabalhos resultaram na apreensão de grandes volumes de madeira de origem ilegal, além da condução de cinco pessoas e apreensão de veículos utilizados no transporte clandestino.
A primeira ação ocorreu nas imediações de uma madeireira onde um caminhão carregado com aproximadamente 15 m³ de toras foi interceptado. Questionado, o motorista afirmou ter sido contratado para realizar o frete sem a documentação ambiental obrigatória. Na sequência, os policiais diligenciaram até o interior da madeireira, onde abordaram o responsável pelo estabelecimento, que confirmou a negociação. Foram apreendidos o caminhão, a carga e um aparelho celular.
Posteriormente, a equipe da Dema flagrou nova movimentação suspeita em outra madeireira, também situada em Juína. Um caminhão sem placas e outros dois veículos carregados com toras foram flagrados descarregando madeira no local, sendo acompanhados por uma camionete. Três suspeitos foram detidos em flagrante, e mais de 28 toras foram apreendidas, além de três caminhões e a camionete utilizada no transporte. O proprietário do estabelecimento apresentou-se posteriormente para prestar esclarecimentos.
As apreensões ocorreram com o apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que foram acionadas para realizar a medição da madeira e os procedimentos técnicos periciais. Os veículos apreendidos foram encaminhados ao pátio do Ibama no município de Juína.
As condutas constatadas se enquadram no artigo 46 da Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), que trata da proibição de armazenar, transportar ou comercializar produtos de origem florestal sem licença válida. As investigações continuam com o objetivo de identificar demais envolvidos e desarticular eventuais esquemas de comércio ilegal de madeira na região noroeste do estado.
Cadeia Sustentável
O nome da operação ressalta o foco na cadeia produtiva da madeira, desde a origem até o destino final, enfatizando a necessidade de sustentabilidade e legalidade em todas as etapas do processo.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (20.5), em Rondonópolis, a Operação Stop Hate, para cumprir cinco ordens judiciais no âmbito de investigações que apuram os crimes de perseguição (stalking), calúnia, difamação e injúria qualificada contra autoridades públicas dos poderes Legislativo e Executivo. Os ataques são praticados por meio de redes sociais.
Na operação, são cumpridos três mandados de busca e apreensão domiciliar e duas medidas cautelares diversas, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).
O cumprimento das ordens judiciais é coordenado por equipes da DRCI e conta com apoio da Delegacia Regional e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
Investigações
A apuração dos fatos teve início após a denúncia de que perfis da rede social Instagram estavam realizando manifestações contra a honra de políticos e outras autoridades públicas, extrapolando os limites da liberdade de expressão e incidindo em crimes contra a honra e perseguição.
As investigações conduzidas pela DRCI identificaram a utilização de perfis em redes sociais para publicação reiterada de conteúdos ofensivos, difamatórios e injuriosos contra as vítimas, com indícios de prática sistemática de ataques virtuais e perseguição digital.
Em uma das publicações do perfil, houve a imputação falsa do crime de homicídio a um secretário municipal de Rondonópolis. Não existe nenhuma investigação contra o gestor. Em outras publicações, foram feitas acusações sem comprovação de corrupção contra integrantes do Poder Executivo do município. Também foram disseminados vídeos e imagens criadas por inteligência artificial tratando as vítimas de forma vexatória.
A investigação também comprovou que o perfil administrado pelos alvos acusou um deputado estadual de ter como “testa de ferro” um secretário municipal de Rondonópolis. A expressão “testa de ferro” é usualmente empregada para se referir a quem utiliza outra pessoa para desenvolver atividades ilícitas, o que gerou abalo à honra do deputado.
Ordens judiciais
Com base nos elementos apurados, foi possível chegar aos responsáveis por uma empresa ligada aos perfis da rede social, nos quais eram divulgadas imagens, vídeos e informações inverídicas e de tom jocoso contra as vítimas. Diante das evidências, foi representada pela expedição das ordens judiciais contra os investigados, posteriormente deferidas pela Justiça.
As ordens judiciais incluem buscas em endereços ligados aos investigados e autorização para apreensão e análise de dispositivos eletrônicos, como celulares, computadores e mídias digitais, com foco na preservação de provas e no aprofundamento das investigações.
Também foram determinadas medidas cautelares proibindo novas publicações relacionadas às vítimas identificadas, além da proibição de contato entre os envolvidos.
Segundo o delegado titular da DRCI, Sued Dias Junior, as medidas foram deferidas diante da necessidade de interromper a continuidade das condutas criminosas, preservar elementos probatórios digitais e garantir a efetividade da investigação criminal.
“Além disso, com a apreensão dos dispositivos, será realizado o encaminhamento à Politec para realização da perícia, inclusive dos conteúdos que possam trazer informações e novas provas dos crimes em apuração”, disse o delegado.
As investigações seguem em andamento e outras medidas poderão ser adotadas no decorrer da apuração.
Nome da operação
O termo em inglês “Stop Hate” significa literalmente “pare o ódio”. Nas redes sociais, é utilizado como lema de um movimento global de conscientização, cujo objetivo é combater o discurso de ódio (hate speech) e a disseminação de informações falsas (fake news) na internet.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, para o combate à atuação de grupos criminosos envolvidos em diferentes crimes.
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