Mais de 420 quilos de entorpecentes foram apreendidos nesta quinta-feira (25.9), em Pontes e Lacerda (444 km de Cuiabá) durante uma operação integrada entre o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e Polícia Militar.
A ação do programa Tolerância Zero contra as Facções Criminosas gerou um prejuízo às facções criminosas de quase R$ 9 milhões.
Um homem foi preso em uma residência, onde foram encontrados 356 kg de substância análoga a pasta base de cocaína, 95 kg de cocaína, um veículo Fiat Argo, uma espingarda de calibre 22 e cem munições.
A apreensão ocorreu após o Gefron receber uma denúncia de tráfico no Residencial Vera, então uma operação vinculada a Tolerância Zero foi montada com apoio da Força Tática. Após o monitoramento do bairro, o suspeito foi abordado ao sair da residência com o veículo alvo da ação.
O entorpecente, a arma e as munições apreendidas foram encontrados durante as buscas na residência.
O suspeito foi preso e encaminhado à Delegacia de Polícia de Pontes e Lacerda, juntamente com os materiais apreendidos e ficou à disposição da Justiça.
A Polícia Civil, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Militar Ambiental realizaram, nessa terça-feira (05.05), a Operação Canto da Liberdade, em que foram apreendidas 25 aves silvestres mantidas irregularmente em cativeiro, em Nova Xavantina.
Durante a ação, foram localizados pássaros das espécies bicudo e curió, aves silvestres de alto valor no comércio ilegal e que demandam de especial proteção ambiental, inclusive por integrarem grupos de espécies ameaçadas ou sob forte pressão do tráfico de fauna.
Conforme apurado, os animais eram mantidos em desacordo com a legislação ambiental vigente, sem a devida autorização dos órgãos competentes e em condições incompatíveis com o bem-estar animal.
Muitas aves apresentavam sinais de maus-tratos, com indícios de sofrimento, ferimentos e manutenção em ambiente inadequado, situação que reforça a gravidade da conduta investigada.
Além da manutenção irregular dos animais em cativeiro, foram encontrados indícios de falsificação e adulteração de sinais públicos de identificação, especialmente relacionados a anilhas e registros utilizados para controle oficial da criação de aves silvestres.
A suspeita é de que tais mecanismos fossem empregados para dar aparência de legalidade à circulação e comercialização irregular dos animais, com possível finalidade de tráfico de fauna silvestre.
As aves foram apreendidas e ficaram sob responsabilidade da equipe do Ibama, que adotará as providências necessárias para avaliação, cuidados, recuperação e destinação adequada dos animais.
Os suspeitos não foram localizados no momento da ação. Segundo as informações levantadas, eles já vinham sendo monitorados pelos órgãos ambientais e teriam adotado condutas para dificultar a fiscalização.
O delegado Flávio Leonardo Santana Silva destacou a importância da atuação conjunta entre os órgãos envolvidos.
“A integração entre as forças de segurança e os órgãos de proteção ambiental é fundamental para combater crimes contra a fauna, reprimir o tráfico de animais silvestres e garantir a preservação do meio ambiente. A Polícia Civil já identificou os suspeitos e segue com as investigações para apurar a responsabilidade dos envolvidos pelos crimes ambientais, maus-tratos aos animais e eventuais crimes contra a fé pública”, afirmou o delegado.
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