Uma ação desencadeada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), culminou na prisão de uma jovem de 18 anos. Além da prisão, a ação possibilitou a apreensão de uma pistola de uso proibido e dois tabletes de substância análoga à pasta base de cocaína.
O resultado dessa ação é fruto do trabalho investigativo realizado pela Denarc, com apoio de policiais do Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO), para apurar denúncias de tráfico de drogas. Foram dias de levantamento de informações e monitoramento do alvo, situado no bairro Vitória Régia, em Várzea Grande.
Por meio dessas diligências policiais, foi possível acompanhar o alvo na saída da residência monitorada, no momento que descartava o lixo. Na oportunidade, foi solicitada documentação da jovem, que disse não possuir no momento. Em seguida, os policiais foram autorizados entrar na residência, onde perceberam um forte odor de entorpecentes e avistaram vários itens associados ao comércio de drogas (ziplocs).
Durante revista ao ambiente, os policiais identificaram um fundo falso sob o piso de um quarto, possivelmente utilizado para armazenamento das drogas, exatamente como relatado nas denúncias. No mesmo quarto foi localizado uma pistola com numeração suprimida, calibre 9mm, com dois carregadores, sem munições e um aparelho celular, que a jovem não soube dizer a quem pertencia.
Após todas as diligências naquele local, a jovem informou para onde se mudaria. A equipe policial se deslocou até lá, onde foi realizada nova revista no ambiente, sendo apreendidos uma balança de precisão com resquícios de entorpecente, uma trouxa de substância análoga a maconha e diversos ziplocs com mesma características aos encontrados na residência anterior.
Todos os objetos foram apreendidos e encaminhados, juntamente com a suspeita, para a Denarc para realização dos procedimentos legais cabíveis.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14.4), a Operação Passagem Oculta, para cumprimento de 12 ordens judiciais contra integrantes de um grupo criminoso envolvido no roubo contra uma cooperativa de crédito, ocorrido no final de junho de 2025, em Cuiabá.
As ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva, quatro mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular itinerante, e quatro quebra de sigilo de dados, foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá. Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), tiveram como alvo quatro investigados apontados como integrantes da organização criminosa responsável pelo roubo circunstanciado cometido contra a agência da Cooperativa de Crédito, situada na Avenida das Torres, na Capital.
O crime
Na madrugada do crime, o grupo invadiu imóvel residencial no bairro Recanto dos Passáros que fazia divisa estrutural com a agência bancária. Na ocasião, três moradores da residência foram mantidos em cárcere privado por aproximadamente quatro horas, mediante emprego de arma de fogo.
O objetivo do grupo criminoso era abrir uma passagem na parede divisória e subtrair valores estimados em até R$ 1 milhão. A ação criminosa foi parcialmente frustrada após intervenção da Polícia Militar, sendo que um dos envolvidos foi a óbito em confronto armado no local, e outro foi preso em flagrante, sendo posteriormente denunciado e condenado em processo autônomo.
Investigações e mandados
A partir do aprofundamento das diligências investigativas, a GCCO identificou a participação estruturada de outros quatro integrantes da organização, cada qual com função específica — execução, logística, transporte e vigilância.
As condutas foram tipificadas como roubo circunstanciado majorado pelo emprego de arma de fogo, restrição de liberdade de vítimas e pelo concurso de pessoas. Diante das evidências, o delegado responsável pelas investigações, Igor Sasaki, representou pelas ordens judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça.
As prisões preventivas decretadas com fundamento nos arts. 312 e 313, inciso I, do Código de Processo Penal, para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e asseguramento da aplicação da lei penal, diante da gravidade concreta da conduta, do elevado grau de planejamento e da habitualidade delitiva de parte dos investigados.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A Rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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