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Investigado pela Polícia Civil por matar e ocultar corpo de usuário de drogas é condenado a 27 anos de prisão

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O autor de um homicídio em Cuiabá, há quatro anos, que confessou a autoria à Polícia Civil dois anos após o crime, foi condenado nessa sexta-feira (21.06), em sessão do tribunal do júri na Comarca da capital, a 27 anos de prisão.

Wanderson Damião Silva de Jesus, de 33 anos, recebeu penas pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e integração de organização criminosa. A decisão do juiz Pierro de Faria Mendes ratificou a prisão preventiva e negou pedido da defesa para que o réu responda ao processo em liberdade.

O crime, conforme confissão do réu à equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá, ocorreu em janeiro de 2020, mas a ossada da vítima foi localizada apenas em junho de 2022, após a Polícia Civil receber uma denúncia. A vítima era conhecida apenas pelo apelido de ‘paulista’.

Wanderson tem antecedentes criminais, com duas condenações transitadas em julgado, ambas pelo delito de roubo.

Ossada e homicídio

Em junho de 2022, a equipe da DHPP localizou uma ossada humana, na região da ponte de ferro no distrito do Coxipó do Ouro, em Cuiabá. A delegacia recebeu uma denúncia de que havia uma ossada em uma estrada vicinal do distrito e era, possivelmente, de uma vítima de homicídio.

A equipe do delegado Caio Fernando Albuquerque realizou diligências no local para recolhimento dos restos mortais, sendo possível identificar partes como os ossos da bacia, costelas, fêmur e maxilar. A região onde o corpo da vítima estava é apontada em outras investigações policiais como um local de homicídios ou desova de cadáveres.

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Outras informações coletadas pelos policiais levaram à localização de um dos envolvidos no crime, investigado pela DHPP por envolvimento em homicídios na região da Ponte de Ferro.

O investigado Wandersn Jesus confirmou à equipe policial sobre a ossada e que tinha envolvimento no homicídio, além de apontar mais uma pessoa como comparsa no crime.

À época, ele foi preso em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver e integração de organização criminosa. O flagrante foi convertido em prisão preventiva.

Wanderson detalhou aos policiais civis que o homicídio ocorreu em janeiro de 2020, em uma residência que ele alugava junto com o comparsa, na Vila Rosa, região do bairro CPA 3, usada para o tráfico de drogas. Na noite do crime, a vítima, apenas conhecida pelo apelido de ‘Paulista’ e que era monitorada por tornozeleira eletrônica, chegou à residência para comprar drogas. No local também estava outra pessoa, que comentou que a vítima seria integrante de uma facção criminosa paulista.

Então, o comparsa de Wanderson entrou em contato com presos na Penitenciária Central do Estado, passou a foto da vítima pedindo orientação sobre o que deveria ser feito e recebeu a ordem para executar ‘Paulista’.

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Em seguida, os criminosos amarraram a vítima pelos pés e mãos e a enforcaram. Após a vítima desmaiar, foi estrangulada e espancada, mesmo já morta. Os executores aguardaram até a meia-noite e, depois, levaram o corpo ao ponto da desova, no Coxipó do Ouro.

Os dois criminosos retornaram ao local onde o corpo foi desovado, cerca de 30 dias depois. A área tinha sofrido uma queimada, então eles pegaram as partes dos ossos e jogaram para dentro do mato, com a intenção de dificultar as buscas.

O homem preso pela DHPP informou ainda que o outro comparsa já teria falecido, também vítima de homicídio.

“Ele confessou, em detalhes, tanto o homicídio quanto a ocultação de cadáver, delatou o comparsa e foi muito claro sobre a motivação ao dizer que o crime foi cometido pelo fato da vítima supostamente ser de outra facção e que o aval para o homicídio deu-se após decreto de lideranças em estabelecimento prisional”, explicou o delegado Caio Fernando.

A vítima não foi identificada, uma vez que Wanderson não soube informar o nome completo dela e tampouco os restos mortais permitiram chegar a essa informação. Somente um exame de DNA poderá comprovar a identidade.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil prende dois investigados por violência contra a mulher em Várzea Grande

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A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (29.5), dois homens, de 40 e 44 anos, em duas ações distintas da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis 24 Horas de Várzea Grande.

Na primeira ação, um homem de 40 anos, investigado pelos crimes de ameaça e injúria, teve um mandado de prisão civil, por dívida de pensão alimentícia, cumprido.

O caso teve início após a vítima comparecer à unidade policial na última segunda-feira (25.5), relatando que o ex-marido havia ido à sua casa no final de semana, pulado o muro, a agredido verbalmente e ameaçado matá-la. Durante o registro da ocorrência, ela solicitou medidas protetivas de urgência em razão das agressões e ameaças sofridas.

Durante os procedimentos de praxe e consultas aos sistemas de segurança pública, os policiais constataram a existência de um mandado de prisão civil em aberto em desfavor do investigado.

O suspeito foi devidamente intimado para comparecer à delegacia, onde prestou interrogatório acerca dos fatos investigados. Após a formalização dos procedimentos, o mandado judicial foi cumprido pela equipe.

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Em seguida, o homem foi encaminhado para audiência de custódia, ficando à disposição do Poder Judiciário.

Violência contra a mulher

No segundo caso, a vítima, de 30 anos, procurou a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis 24 Horas de Várzea Grande durante a tarde desta sexta-feira para registrar um boletim de ocorrência por lesão corporal e ameaça.

Ela relatou que manteve um relacionamento amoroso com o suspeito por aproximadamente um ano e meio, porém ele não aceita o término da relação. Segundo seu relato, nesta tarde o investigado tentou tomar seu aparelho celular à força e a ameaçou, afirmando que acabaria com sua vida.

Temendo por sua integridade física e psicológica, a mulher procurou a Delegacia Especializada para registrar a ocorrência e requerer medidas protetivas de urgência.

À equipe plantonista, ela disse que o suspeito, de 44 anos, estava estacionado nas proximidades da Central de Ocorrências, então, os policiais realizaram a abordagem do homem e o conduziram à delegacia, onde ele foi preso em flagrante.

Após a lavratura dos procedimentos cabíveis, o suspeito permaneceu detido e será apresentado em audiência de custódia, ficando à disposição da Justiça.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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