Um homem, que matou a companheira a facadas no ano de 1998, teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (27.03), na cidade de Cáceres (228 km a oeste de Cuiabá), após ser localizado em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá.
O crime ocorreu no dia 27 de março de 1998 em Cuiabá, ocasião em que o feminicida matou sua companheira Almira Olaria da Silva com diversos golpes de faca. Durante o período que estava foragido, o suspeito trocou de identidade e residiu em várias cidades e estados. Nas últimas semanas, os policiais civis da DHPP Cuiabá receberam informações que o réu estaria na Capital e passaram a realizar diligências para localizá-lo e prendê-lo.
Na última sexta-feira, o Núcleo de Inteligência da DHPP, verificou que o foragido possivelmente estaria na cidade de Cáceres, sendo pedido apoio aos policiais civis da 1ª Delegacia de Polícia do município no cumprimento da prisão.
Com base nas informações, nesta segunda-feira (27), o feminicida foi localizado e teve a ordem de prisão cumprida no terminal rodoviário de Cáceres. Ele foi conduzido à delegacia para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15.10), a Operação Persona Sintética para cumprir ordens judiciais contra um grupo criminoso instalado em Várzea Grande e especializado em fraudes digitais em Mato Grosso.
¿Na operação, são cumpridas 15 ordens judiciais, sendo cinco mandados de prisão preventiva, cinco mandados de busca e apreensão e cinco de afastamento de sigilo telemático. Todos os mandados são cumpridos em Várzea Grande.
¿As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).
¿A investigação teve início no ano de 2023, após uma tentativa de estelionato eletrônico. Na ocasião, os criminosos utilizaram técnicas de engenharia social pelo aplicativo WhatsApp, empregando indevidamente a fotografia de familiares para solicitar valores via Pix. Não houve pagamento de valores, motivo pelo qual o crime foi classificado como tentado.
¿Inicialmente, a investigação obteve êxito em identificar um dos criminosos envolvidos no crime. Ele foi alvo de mandado de busca e apreensão em setembro de 2025. Na ocasião, foram apreendidos aparelhos telefônicos e documentos de identidade falsos em nome de diversos cidadãos de Mato Grosso, indicando que os criminosos operavam uma verdadeira central para a prática de fraudes digitais.
¿Com base nos elementos de informação obtidos na primeira fase e em outras diligências que se seguiram, a investigação identificou os demais integrantes do grupo criminoso e elucidou a participação de cada um na dinâmica das fraudes digitais.
¿Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, falsificação de documento público e estelionato qualificado mediante fraude digital. Há investigados que responderão, ainda, pelo crime de tráfico de drogas.
¿As investigações seguem agora para a sua conclusão, fase em que serão realizados os interrogatórios dos investigados e analisados os objetos apreendidos nesta segunda fase.
¿Persona Sintética ¿ O nome da operação foi escolhido em razão das dezenas de documentos falsos encontrados com os criminosos.
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