POLÍCIA

Autor de aborto forçado e ocultação de cadáver de feto é preso pela Polícia Civil em Sorriso

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Um homem, identificado como autor dos crimes de aborto forçado e ocultação de cadáver do feto, teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, na manhã desta sexta-feira (21.3), após investigações conduzidas pela Delegacia de Sorriso. O suspeito de 35 anos, exigiu que a namorada, grávida de sete meses, realizasse o aborto. Depois que o feto foi expelido, ele colocou em uma sacola plástica e desovou em uma área de mata.

As investigações conduzidas iniciaram no dia 21 de fevereiro, após a Polícia Civil ser acionada sobre a localização de um feto sem vida, no bairro Morada do Bosque, em Sorriso. O corpo foi localizado por moradores da região que visualizaram um cachorro andando com uma sacola na boca. Quando o animal abandonou a sacola na vegetação foi sentido um forte odor, sendo encontrado o feto no interior da sacola.

Após diversas diligências, a equipe de investigadores da Delegacia de Sorriso conseguiu identificar a mãe da criança, levantando informações de que ela foi forçada pelo namorado a praticar o aborto. Segundo apurado, o suspeito ameaçava a namorada, constantemente afirmando que não queria a criança e comprou remédio para ela abortar.

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Três dias após a ingestão do remédio, o feto foi expelido, ocasião em que o suspeito foi até a residência, buscou o corpo, colocou em uma sacola e saiu em seu veículo com a intenção de ocultar o cadáver. A mãe do bebê está muito abalada, havendo indícios de que ela sofria forte violência psicológica praticada pelo namorado, e está sendo atendida pelo Núcleo da Mulher da Delegacia de Sorriso.

Diante das evidências, o delegado Bruno França representou pelo mandado de prisão preventiva do investigado pelos crimes de aborto forçado e ocultação de cadáver. A ordem judicial foi expedida pela Justiça e cumprida na manhã desta sexta-feira (21).

O preso foi encaminhado para a Delegacia de Sorriso, onde foi interrogado e posteriormente colocado à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Polícia Civil desarticula esquema de roubo de entorpecentes entre facções criminosas

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (27.5), a Operação Tu Quoque, para cumprimento de ordens judiciais com foco na desarticulação de um esquema de roubo de entorpecentes e tráfico de drogas com ligação entre duas facções criminosas atuantes no Estado.

Na operação, são cumpridas 15 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão e 11 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cáceres, com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Pontes e Lacerda.

Também são cumpridas medidas de restrição de veículos e bloqueios de contas bancárias dos investigados, no valor de até R$ 2,5 milhões. Entre os alvos envolvidos no esquema está um praça da Polícia Militar, apontado como um dos líderes do grupo investigado.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Pontes e Lacerda e Várzea Grande, com apoio das equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).

As investigações têm como foco a desarticulação de um esquema de roubo de entorpecentes subtraídos em pontos de armazenamento de drogas de uma facção criminosa na região de fronteira e que, posteriormente, eram redistribuídos por integrantes de outra facção na região metropolitana.

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Roubo e tráfico de drogas

Segundo as investigações da Delegacia de Pontes e Lacerda, o esquema funcionava por meio de dois núcleos, um deles responsável por identificar e monitorar possíveis depósitos de drogas de uma facção criminosa na região de fronteira.

O segundo núcleo tinha uma função distinta e se deslocava da Capital do Estado para Pontes e Lacerda para atuar no roubo da droga e, posteriormente, transportar e distribuir os entorpecentes na região metropolitana.

O praça, apontado como principal alvo da operação, era o responsável pelo roubo do entorpecente, saindo da Capital para Pontes e Lacerda para subtrair a droga. Ele também fazia a separação do entorpecente para outra equipe do grupo criminoso, que atuaria na distribuição.

Desarticulação do esquema

A descoberta do esquema ocorreu após a prisão de um dos envolvidos. Na ocasião, outros integrantes do grupo conseguiram escapar, mas, com o avanço das investigações, foram identificados. Também foi descoberto o esquema envolvendo roubos ligados a facções criminosas, além da redistribuição e comercialização do entorpecente subtraído.

Além dos crimes de roubo e tráfico de drogas, as investigações identificaram o envolvimento do grupo em um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico, por meio de diversas transações bancárias envolvendo familiares, casas de apostas e empresas de fachada para a pulverização dos valores.

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Nome da operação

A expressão latina tu quoque significa literalmente “tu também” ou “até tu” e faz referência ao fato de existir, como pivô da organização criminosa, um membro das forças de segurança, representando uma significativa quebra da confiança depositada e esperada dos agentes públicos.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renarc

A operação faz parte da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de enfrentamento ao narcotráfico.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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