A Polícia Militar de Mato Grosso prendeu 4.867 pessoas em flagrante por crimes diversos no primeiro semestre deste ano e conduziu outras 13.812 à delegacia. Os dados, contabilizados entre os dias 1º de janeiro a 30 de junho, fazem parte do balanço de produtividade divulgados pela Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística da Polícia Militar.
Conforme o documento, os policiais militares cumpriram 1.182 prisões de pessoas identificadas com mandado de prisão em aberto na abordagem, e 26.221 boletins de ocorrência foram registrados nos seis primeiros meses deste ano. O relatório ainda destaca que, do total de ocorrências, 3.191 foram registradas por tráfico ilícito e uso ilícito de drogas.
A Polícia Militar também atuou para a retirada de armas de fogo de circulação. Somente nesse primeiro semestre os policiais apreenderam 781 armas de fogo e 77 simulacros de arma e fogo. A atuação dos militares ainda resultou na recuperação de 459 veículos.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Corrêa Mendes, avaliou como positivo o balanço de produtividade, destacando que a Polícia Militar está presente nos 142 municípios de Mato Grosso atuando no policiamento tático e ostensivo na zona urbana, rural e de fronteira do Estado.
“Estamos muito satisfeitos pelos resultados que a Polícia Militar vem apresentando nesses últimos anos, pois vivemos uma realidade completamente diferente com vultuosos investimentos por parte do Governo do Estado na aquisição de viaturas, armamentos e equipamentos mais modernos, além da reinauguração de diversos batalhões e investimentos na capacitação dos policiais militares e isso reflete diretamente na qualidade do serviço prestado à população”, enfatizou.
Apreensão de drogas
Somente neste ano, a Polícia Militar apreendeu 3,9 toneladas de entorpecentes em Mato Grosso. Para o subchefe do Estado Maior, coronel José Nildo, esse resultado é reflexo na responsabilidade e compromisso da instituição no enfrentamento e combate à criminalidade em todo o estado.
“A violência e o tráfico não terão vez em nosso estado. A Polícia Militar está presente em cada canto de Mato Grosso e reforçada com as unidades especializadas para qualquer tipo de ocorrência e enfrentamento à criminalidade. Os resultados deste primeiro semestre reforçam o compromisso e responsabilidade de resgatar a sensação de segurança para com a população mato-grossense”, declarou.
¿¿A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3.7), a Operação Ragnarok para cumprir 104 ordens judiciais contra uma facção criminosa voltada aos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro em Lucas do Rio Verde e região.
Na operação, são cumpridos 55 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão e 15 bloqueios de contas bancárias relacionadas aos investigados, no limite de mais de R$ 10 milhões. As ordens judiciais foram decretadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde ao longo de aproximadamente 11 meses, identificando integrantes de uma facção criminosa envolvidos com o comércio de entorpecentes e crimes correlatos.
O trabalho investigativo iniciou após a prisão em flagrante de dois criminosos por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo nos meses de julho e agosto de 2025.
Com o avanço das investigações, foi possível identificar uma rede criminosa estruturada, com o envolvimento de mais de 50 pessoas nos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro, que movimentou mais de R$ 10 milhões no período investigado.
Lavagem de dinheiro
As investigações identificaram que, entre seus integrantes, quatro mulheres eram responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa, atuando no repasse do dinheiro da venda de entorpecentes e de taxas para o comércio de drogas.
Os valores eram repassados para outros investigados, sendo também destinados para uma conta jurídica, posteriormente identificada como uma empresa de fachada para lavagem de dinheiro. Os investigados que recebiam os valores ilícitos simulavam diversas transações financeiras para pulverizar o dinheiro em diversas contas, movimentando quantias milionárias, mesmo sem nenhuma renda declarada.
Com base nos elementos apurados, a delegada da Derf, Paula de Fátima Moreira Barbosa, representou pela expedição dos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias, com foco na prisão dos integrantes e na desarticulação do núcleo financeiro da facção criminosa.
“Esses investigados eram orientados a repassar o dinheiro ilícito e dissimular os valores para diversas contas, até chegar ao gerente da facção criminosa que está no Rio de Janeiro”, explicou a delegada Paula Barbosa.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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