A Polícia Civil de Mato Grosso em conjunto com a Polícia Militar, Conselho Tutelar e Vigilância Sanitária, realizaram diversas fiscalizações nesta semana em bar e casas noturnas no município de Canarana.
A ação integrada faz parte da Operação Laços Corrompidos que visa combater e enfrentar a exploração sexual de crianças e adolescentes na região.
A iniciativa faz parte do cronograma estratégico da operação e teve como finalidade a fiscalização de estabelecimentos comerciais em Canarana, especialmente locais com histórico de irregularidades ou denúncias relacionadas à presença indevida de menores em ambientes impróprios, como bares e similares.
Foram vistoriados diversos estabelecimentos, e constatadas infrações sanitárias, ausência de alvarás e condições precárias de funcionamento.
Diante das irregularidades identificadas, a Vigilância Sanitária realizou notificações formais, e alguns estabelecimentos foram interditados por não atenderem aos requisitos mínimos de higiene e segurança exigidos por lei.
Além das medidas administrativas, as equipes também verificaram a presença de crianças e adolescentes nos pontos fiscalizados, reforçando o trabalho preventivo e protetivo junto ao Conselho Tutelar, que acompanhou de perto as abordagens e prestou o devido acolhimento nos casos necessários.
Conforme o delegado de Canarana, Flávio Leonardo Santana, o trabalho visa reprimir condutas que expõem crianças e adolescentes a riscos sociais e criminais, promovendo uma atuação proativa do Estado para a proteção dos direitos fundamentais da infância e juventude.
“A Operação Laços Corrompidos seguirá com novas fases nas próximas semanas, com foco na investigação de práticas ilícitas, responsabilização penal dos envolvidos e fortalecimento das redes de proteção à criança e ao adolescente”, destacou o delegado.
Denúncias podem ser encaminhadas de forma anônima pelos canais oficiais da Polícia Civil (Disque 197) ou diretamente ao Conselho Tutelar local.
A Polícia Civil reforça seu compromisso com a defesa intransigente dos direitos de crianças e adolescentes, e ressalta a importância da participação da sociedade, por meio de denúncias, para a repressão eficaz a esse tipo de crime.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15.10), a Operação Fantasma, para cumprimento de ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura uma série de furtos de cargas de soja em grãos em uma fazenda, no município de Sapezal, a 480 quilômetros de Cuiabá.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Tangará da Serra, com base nas investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).
Ao todo, são cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão, além de medidas para apreensão de cinco conjuntos veiculares, entre caminhões-tratores, reboques e semirreboques. As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Sapezal, Rondonópolis e Sinop.
Investigação
As investigações da GCCO/Draco identificaram dez episódios de carregamento irregular de soja, ocorridos entre janeiro e agosto de 2026. Segundo as investigações, os crimes envolviam a utilização de veículos e motorista em esquema estruturado, com indícios de participação de funcionários e terceiros.
Conforme os elementos reunidos no inquérito, veículos entravam na propriedade, eram carregados com os grãos e deixavam a fazenda sem cumprir os procedimentos habituais de controle, pesagem, documentação e liberação da carga.
A apuração apontou indícios de uma atuação coordenada entre pessoas que desempenhavam diferentes funções, tanto no interior da unidade rural quanto no transporte externo da mercadoria. A dinâmica investigada envolvia etapas como o controle de acesso à propriedade, a classificação e pesagem dos grãos, o carregamento e a saída dos veículos.
Durante as investigações, os policiais realizaram a análise de imagens do sistema de videomonitoramento, registros de áudio da guarita, leituras automatizadas de placas, controles de entrada e saída, jornadas de trabalho e outros documentos operacionais. O cruzamento das informações permitiu identificar a repetição do mesmo padrão em diferentes ocasiões, além da utilização recorrente de determinados veículos nos episódios investigados.
Apreensão em Rondonópolis
Um dos furtos praticados pelo grupo criminoso, ocorrido no dia 14 de agosto deste ano, após a saída de um conjunto veicular da fazenda, foi possível acompanhar o transporte da carga até Rondonópolis, onde a soja foi localizada e apreendida.
A carga foi posteriormente restituída à empresa vítima e a ação contribuiu para o aprofundamento das investigações e para a identificação de pessoas suspeitas de envolvimento no transporte da mercadoria.
Os levantamentos também apontaram possíveis comunicações relacionadas ao agendamento dos caminhões, à autorização de entrada, ao carregamento e à saída dos veículos, além de referências a valores, pagamentos e à possível tentativa de apagar conversas.
Ordens judiciais
As medidas judiciais buscam aprofundar a coleta de provas e preservar elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos. As buscas têm o objetivo de apreender aparelhos celulares, computadores, documentos, registros de transporte e outros materiais relacionados aos carregamentos investigados.
A investigação continua em andamento, com o objetivo de esclarecer a participação individual dos suspeitos, identificar a destinação das cargas subtraídas e verificar a possível participação de outras pessoas na dinâmica criminosa.
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