Artigo Gisela Simona
Um novo olhar sobre a influência do horário gratuito nas eleições de 2024
Publicado em
4 de setembro de 2024por
Da Redação
Começou a propaganda eleitoral em Rádio e TV. Como deputada federal e presidente do diretório do União Brasil, na capital mato-grossense, vejo o horário gratuito como um momento propício para que os candidadatos que disputam a majoritária, em especial, para aqueles que buscam o comando da Prefeitura de Cuiabá mostrem propostas bem para além das narrativas e dos discursos. Sobretudo, distante dos ataques rasteiros, das fake news e das trocas de farpas.
Propostas que reorganizem uma capital, caixa de ressonância do Estado, que está estruturalmente abandonada. Alvo de 21 operações policiais por conta de corrupção e de enormes esquemas de desvio de dinheiro público. Sem falar de uma saúde novamente colapsada com o retorno da Pasta para as mãos do atual gestor da capital, após o fim da Intervenção decretada, na época, de março a dezembro de 2023, pela Justiça de Mato Grosso.
Pois enquanto esteve sob o comando do Gabinete Estadual de Intervenção, até por conta do absoluto caos que reinava na saúde de Cuiabá, unidades foram reabertas, reformadas e outras inauguradas. As longas filas de espera para as cirurgias foram reduzidas, houve um aumento de 129% em consultas e procedimentos nas UPAs e policlínicas, além da reativação de 17 UTIs e 53 leitos de enfermaria. Período, inclusive, que veio à tona que centenas de pacientes chegaram a aguardar até seis anos a realização de uma cirurgia e inúmeros morreram à espera dela.
Venho frisando em minhas viagens pelo interior sobre a importância de dialogar com a população e observar que algo novamente mudou na forma de falar com o eleitor. Em especial, para o União Brasil que terá em Mato Grosso 1.327 candidaturas, 96 a prefeito, 30 vice-prefeito e o restante disputando cadeiras nas câmaras de vereadores, nos 142 municípios.
Claro que a gente sabe que as últimas eleições foram realizadas sob a égide das redes sociais, de seu movimento rápido e que elas vieram para ficar. Contudo, nestas eleições tenho percebido um movimento interessante em favor do resgate, na credibilidade da propaganda eleitoral em rádio e tevê.
É como se ela voltasse a ficar na moda, o que não é difícil de entender, porque se nesta rede interligada de computadores todos passaram a ser protagonistas, igualmente, muitos acabaram comprando ‘gato por lebre’ com a invasão das fakes news. Assim, propostas mais urgentes que pudessem contribuir para sedimentar a igualdade, com base na equidade, foram esvaziadas em nome de ‘mentiras deslavadas’, que ganharam a credibilidade que não mereciam. Principalmente, em período eleitoral no Brasil, quando o TSE sempre constata um volume gigantesco de notícias falsas, compartilhadas como verdades incontestáveis, muitas delas se tornando combustível para uma verdadeira ‘máquina de ódio’.
É sob este olhar que acredito como, aliás, muitos articulistas políticos comungam, que o retorno da credibilidade do programa eleitoral gratuito está ocorrendo até porque é mais difícil a disseminação da fake news. Que se pauta, comumente, em uma notícia metirosa, uma meia verdade ou uma situação fora de contexto. Mas em todas essas possibilidades falando para as bolhas certas o que elas querem ouvir ou temem ouvir.
Soma-se a este novo momento a reconstrução imagética de que o horário gratuito oferece credibilidade e influência sobre o eleitor. Homens e mulheres que compreendem que a base da política pública é a reorganização das instituições, na construção de alternativas públicas que em todas as suas fases apontem perspectivas de mudança em favor das pessoas.
Outra novidade que promete ampliar o protagonismo dos candidatos são as mudanças realizadas nas regras para a distribuição do tempo de Rádio e de TV, atualizada este ano pela Resolução nº 23.732/2024. Como a exigência que partidos políticos e federações destinem tempo proporcional no rádio e na televisão a mulheres e candidaturas de pessoas negras.
Para as mulheres, deve ser assegurado um mínimo de 30% desse tempo. Uma vitória que será dividida, de acordo com dados do TSE, com 155 mil candidatas de um total de 456,3 mil candidaturas registradas para disputar as eleições deste ano em todo o país. Portanto, 33% do chamado tempo de antena será destinado a elas. Do total de mulheres, mais da metade (80,6 mil) são negras. Entre os homens, há 141,4 mil negros, o equivalente a 46,9% das candidaturas masculinas.
Além do tempo nos veiculos de comunicação de massa, as agremiações terão ainda que destinar para candidaturas femininas e de pessoas negras uma quantia proporcional de recursos públicos recebidos do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas. Já que o objetivo é garantir a viabilidade dessas candidaturas e dar efetividade à política afirmativa, de forma que os cidadãos tenham a oportunidade de conhecer essas pessoas que buscam se eleger.
Mudanças que não só fortalecem a democracia como também garantem igualdade de oportunidades no processo eleitoral para aqueles que buscam na política, um assento nas mesas de decisões. Desta forma, precisando dialogar com seriedade áreas-chaves como uma educação de qualidade que esteja associada à valorização. Com programas que assegurem melhorias nas escolas municipais, com infraestrutura adequada, merenda de qualidade, material didático moderno e formação continuada para os professores.
Que mostre um plano robusto de mobilidade urbana, célere e viável, capaz de promover a recuperação das vias públicas, além de um transporte coletivo eficiente, com alternativas sustentáveis.
Programas que apontem medidas públicas que incentivem o crescimento econômico, que ajudem a combater a desigualdade social, integrem comunidades marginalizadas e promova a inclusão. Alternativas práticas que façam o enfrentamento a violência contra a mulher, na busca de consolidar uma cultura anti-machista.
Mas, sobretudo, candidatos que convençam o eleitor que vão inserir mais transparência na gestão pública, com prestação de contas clara e rigorosa. Em planos que modernizem a administração, assegurando que recursos sejam usados de forma eficiente e sem uma corrupção que insiste em se naturalizar entre nós.
Mais do que isto, programas de governo que visibilizem aquelas pessoas que estão há anos em silêncio forçado, vivendo à margem de uma sociedade que enverniza seus sonhos e cada vez mais os distanciam da prática.
*Gisela Simona é cuiabana, advogada e deputada federal pelo União Brasil*
OPINIÃO
A Era do Cancelamento: onde a acusação vale mais que a pena
Published
10 horas agoon
22 de abril de 2026By
Alana
Por Thiago Barradas
Construir uma audiência exige tempo, consistência e, acima de tudo, confiança. Quem vive sob o olhar do público, seja um formador de opinião, um profissional ou um criador de conteúdo, sabe que a reputação é o seu maior ativo. No entanto, vivemos uma era em que essa mesma audiência, outrora fiel e engajada, pode se transformar em um tribunal implacável da noite para o dia. Basta uma faísca, uma única narrativa, para incendiar anos de trabalho.
Nas últimas décadas, nosso ordenamento social e jurídico criou ferramentas de proteção necessárias e urgentes, desenhadas para dar voz àqueles que, historicamente, encontravam-se em situação de vulnerabilidade nas relações domésticas e afetivas. São conquistas civilizatórias inquestionáveis. Porém, existe um lado sombrio nesse cenário do qual poucos ousam falar: o que acontece quando o escudo é transformado em espada?
Quando uma acusação é feita, a presunção de boa-fé de quem acusa, que deveria ser apenas um mecanismo de acolhimento inicial, frequentemente se converte em uma condenação prévia e absoluta. É aqui que entra o peso brutal da denunciação caluniosa perante o tribunal da audiência. No instante em que uma denúncia vem à público, a presunção de inocência desaparece. A audiência reage ao escândalo de forma passional e imediata. O linchamento virtual começa, o repúdio se espalha, e decreta-se a morte social do acusado antes mesmo que ele possa articular sua defesa.
A grande tragédia dessa dinâmica é a profunda assimetria nas consequências. O caminho para provar a própria inocência em meio a uma falsa denúncia é uma travessia solitária e devastadora. E o mais cruel: se, meses ou anos depois, a verdade vier à tona e a inocência for comprovada, o estrago perante a audiência já é irreversível. A multidão que condena aos gritos é a mesma que sussurra quando a inocência é provada. Aquele que teve a vida destruída pela mentira fica com as cinzas de sua reputação, enquanto quem instrumentalizou a lei e usou a denúncia como arma de vingança raramente enfrenta a fúria dessa mesma audiência. Para a falsa vítima, a consequência social é quase nula.
Casos de grande repercussão expõem essa engrenagem de forma crua. Quando observamos a trajetória de figuras como Gabriel Monteiro, independentemente da complexidade jurídica de seus processos ou de reviravoltas sobre a veracidade das acusações, o fenômeno social é inegável: no momento em que a narrativa ganha a vitrine, a audiência não espera o devido processo legal. Ela mesma veste a toga, decreta o cancelamento e puxa a alavanca da guilhotina. O impacto negativo na vida e no alcance do indivíduo é instantâneo e fatal, movido pela força de acusações que muitas vezes se baseiam apenas na palavra de quem acusa.
Fechar os olhos para o uso predatório de narrativas de proteção é um desserviço à própria sociedade. A proteção irrestrita a quem sofre abusos reais só se sustenta, e só mantém sua legitimidade, quando há consequências severas para quem banaliza a lei através da mentira. Sem responsabilização para as falsas denúncias, a justiça perde o equilíbrio, e a audiência continuará sendo o carrasco perfeito para destruir vidas inocentes sem deixar rastros.
Thiago Barradas é administrador, MBA em Marketing, Auditor em Tráfego Pago e Certificado em Google e Meta Ads [email protected]
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