OPINIÃO

O PSDB e a saída da polarização

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A democracia brasileira, conquistada após anos de luta, é colocada sob risco com a polarização política. O debate fica mais pobre, as diversas vertentes da nossa sociedade perdem espaço e as oportunidades de nos desenvolvermos enquanto nação são perdidas. É necessário que este mal que nos colocou em uma das maiores crises da nossa história recente seja combatido, com propostas e ações. Com a mesma coragem com que um grupo de 40 deputados, na década de 1980, fundou o Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB se apresenta hoje como uma alternativa para o nosso presente e para o nosso futuro, porque entendemos que o Brasil é um só.

Em Mato Grosso, temos trabalhado fortemente nos diálogos com a sociedade, com os esquecidos, com aqueles que são deixados de lado em nome de um Fla X Flu ideológico, que têm suas esperanças, seus anseios e sonhos destruídos por uma força movida única e exclusivamente pelo ódio aos que pensam de forma diferente. Vejam o que a polarização fez com muitas famílias brasileiras, divididas, destruídas em nome de um desejo de destruir qualquer tipo de oposição, qualquer possibilidade de debate. Isso tem que acabar.

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Ao longo do mês de setembro, o PSDB de Mato Grosso tem se reestruturado para apresentar à sociedade um projeto criado sobre três pilares: o de uma sociedade democrática, de uma economia sustentável, verde e aberta ao mundo e um governo ágil, eficiente e que seja capaz de atender aos anseios da população, o que só é possível com uma máquina pública enxuta e capaz de ser mais forte e presente em áreas fundamentais, como saúde, educação e segurança pública.

Estamos construindo diretórios em praticamente todos os 141 municípios mato-grossenses, trazendo de volta antigos filiados, arregimentando novas lideranças e apresentando para a sociedade uma visão de mundo que vai além dos extremos. Carregamos orgulhosamente os mesmos ideais do nosso filiado 001 de Mato Grosso, o saudoso Paulo Ronan, que sempre defendeu, a democracia, o respeito às diferenças e a busca incessante do melhor para a população.

Temos história para contar, somos o terceiro partido com maior número de filiados em Mato Grosso e é o momento de irmos às ruas e mostrarmos as muitas conquistas obtidas ao longo das décadas que tiveram o PSDB como protagonista da história.

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É chegada a hora de um novo momento em nossa sociedade, de olharmos para trás e entendermos que essa polarização não trouxe benefícios, pelo contrário, nos impôs gigantescas perdas, em todas as áreas. A Social Democracia Brasileira segue viva, mais forte do que nunca e pronta para participar da construção de um Mato Grosso melhor, de um Brasil melhor.

Marcelo Malouf

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Credibilidade não se negocia

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João Pedro é empresário e atua na Gestão Hospitalar em MT, MS e RO e PA
João Pedro é empresário e atua na Gestão Hospitalar em MT, MS e RO e PA

Por João Pedro

Eu não entrei no mercado médico por acaso. Entrei por observação. Em determinado momento, ficou claro para mim que muitos médicos enfrentavam dificuldade para acessar materiais de qualidade com rapidez e o suporte necessário. Aquilo não era apenas um problema pontual — era uma falha estrutural. E falhas, quando bem compreendidas, abrem espaço para quem está disposto a fazer diferente.

Sem vir da área da saúde, entendi desde o início que não bastava vender. Era preciso estudar, compreender os procedimentos e, principalmente, saber como gerar valor dentro da sala cirúrgica. Foi esse movimento que transformou uma oportunidade em especialização.

O começo não foi simples. A maior barreira era também a mais sensível: credibilidade. Em um ambiente onde não existe margem para erro, confiança não se constrói com discurso. Ela vem da presença, da consistência e da entrega — todos os dias, sem exceção.

Com o tempo, fui estruturando minha atuação em três pilares que sigo até hoje: agilidade, proximidade com o médico e curadoria técnica. Nunca fez sentido trabalhar com volume pelo volume. Sempre enxerguei mais valor em oferecer a solução certa, no momento certo. Naturalmente, a relação deixou de ser apenas comercial e passou a ser de parceria, dentro do próprio procedimento.

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Esse mercado exige que você jogue em duas frentes ao mesmo tempo: a técnica e a relacional. A técnica abre portas, mas é o relacionamento que sustenta. E a confiança, no fim, nasce de atitudes simples — estar presente quando importa, apoiar nos momentos críticos e nunca prometer além do que é possível cumprir.

Minha estratégia de crescimento seguiu essa lógica. Em vez de disputar por preço, optei por construir autoridade e fortalecer relações. Com o tempo, as indicações começaram a acontecer de forma natural — e, dentro desse setor, esse é provavelmente o ativo mais valioso.

Nem todas as decisões foram acertadas. Em algum momento, tentei competir apenas por preço e rapidamente entendi os limites dessa escolha. Foi quando passei a apostar em produtos mais tecnológicos e diferenciados que encontrei um caminho mais consistente de crescimento.

Nos bastidores, os maiores testes vieram com a imprevisibilidade da demanda. Manter a operação de pé, lidando com pressão financeira e emocional, exigiu maturidade e visão de longo prazo. Pensar em desistir aconteceu. Continuar, no entanto, foi uma decisão consciente.

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Com o amadurecimento, vieram também os processos, a padronização e uma gestão mais estruturada. Hoje, crescimento para mim está diretamente ligado à previsibilidade e ao fortalecimento das relações com clientes-chave.

Olhando para frente, o movimento do setor é claro: mais tecnologia, margens mais apertadas e uma exigência cada vez maior por resultado clínico. A tendência é que se destaquem aqueles que conseguem entregar uma solução completa — produto, suporte e logística funcionando de forma integrada.

É nesse grupo que quero estar. De forma consistente, com base sólida e crescimento sustentável.

Ser jovem ainda pode gerar alguma resistência, mas, no fim, o que sustenta qualquer posição nesse mercado são os resultados. E eles precisam falar por si.

Se eu tivesse que resumir tudo em uma ideia simples, seria essa: credibilidade não se constrói no discurso. Ela é consequência de presença, entrega e consistência. E, nesse mercado, isso não é diferencial — é requisito.

João Pedro é empresário e atua na Gestão Hospitalar em MT, MS e RO e PA. E-mail: [email protected]

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