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Após referendo, Venezuela e Guiana podem entrar em guerra?

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Nicolás Maduro em discurso após vitória em referendo
Reprodução/redes sociais

Nicolás Maduro em discurso após vitória em referendo

Em referendo realizado neste domingo (3), a população da Venezuela aceitou, por mais de 95% dos votos, anexar o território Essequibo , que vem sendo disputado com a Guiana há quase dois séculos. Com o apoio popular, cresce a tensão de que o conflito se transforme em uma guerra.

Ao contrário de outros referendos relacionados à anexação de territórios, a votação não questionou os guianeses que vivem em Essequibo, mas sim os venezuelanos. Regiane Bressan, professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma essa característica deixa evidente que a intenção do presidente venezuelano Nicolás Maduro é apenas “chancelar uma intenção de tentar retomar o território Essequibo”.

Em discurso na Praça Bolívar, em Caracas, Maduro disse que o referendo representa um “êxito da democracia” . “O povo venezuelano falou alto e claro, e essa vitória pertence a todo o povo da Venezuela”, afirmou.

Segundo Regiane, o apoio popular é um dos elementos que Maduro deve usar para alavancar o conflito na região. Por enquanto, o presidente ainda não especificou como pretende retomar o território, mas existe a possibilidade de uma guerra ser instaurada.

“A gente ainda não sabe exatamente como o Maduro vai fazer, porque ele não diz se vai colocar tropas para invadir Essequibo, por exemplo. Mas, evidentemente, é isso que ele está indicando: que ele vai tentar, de alguma forma, à revelia do governo da Guiana ou mesmo da população de Essequibo, retomar o território. Ele chancela isso para o mundo e para sua população dizendo: ‘Eu tenho apoio popular para começar uma guerra e tentar retomar essa região'”, analisa a professora.

Estados Unidos e Essequibo

O conflito por conta da região de Essequibo remonta ainda do século 19, durante o processo de criação da Guiana. Foi em 2015, porém, que a situação voltou a aquecer quando a empresa petrolífera estadunidense ExxonMobil passou a explorar a região. A área se mostrou rica em petróleo depois da companhia encontrar diversas reservas.

Isso fez com que a Guiana despontasse na exploração de jazidas de petróleo, mudando a economia local. Só no ano passado, a economia do país cresceu 62%, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o que representa a maior taxa do mundo.

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O governo de Maduro acusa a ExxonMobil não apenas de explorar um território em disputa, mas também de ser usada pelos Estados Unidos para incentivar um conflito local.

“Os Estados Unidos manipularam e compraram, através da ExxonMobil e do Comando Sul, os políticos servis da Guiana, que pouco a pouco transformaram esta nação numa colônia. É uma conspiração inaceitável que visa nos privar dos direitos territoriais que pertencem ao povo venezuelano”, disse Maduro em setembro, quando o governo estadunidense defendeu o “direito soberano da Guiana de desenvolver os seus próprios recursos naturais”.

No discurso deste domingo, Maduro disse que o resultado do referendo foi uma resposta à “insolência da ExxonMobil e do governo da Guiana de tentar usar o território em disputa para montar bases do Comando Sul dos Estados Unidos apontando contra a Venezuela”.

Apesar da forte influência estadunidense na região, Regiane avalia que a Venezuela soube aproveitar o momento de política externa dos Estados Unidos para lançar o referendo, aquecendo o conflito em um contexto menos favorável para os EUA.

De um lado, o país retirou sanções ao petróleo venezuelano, voltando a ter relações com o país. Do outro, está envolvido nas guerras entre Ucrânia e Rússia e entre Israel e Hamas, o que dificultaria seu envolvimento em um possível conflito entre Venezuela e Guiana.

“Os Estados Unidos estão em um momento bem peculiar, e é por isso que a Venezuela escolheu esse momento, não é a toa. Os Estados Unidos estão muito divididos com tantos conflitos, tantas disputas e certamente para eles também seria custoso se envolver num conflito como esse, na medida em que eles também querem continuar obtendo petróleo da Venezuela”, analisa a professora.

Conflito histórico

Embora neste momento a Venezuela vise também os recursos naturais do território Essequibo, a disputa pela área já dura quase dois séculos. “Apesar do Maduro ser tão complicado, não ser democrático, não é um conflito que surgiu agora. É um conflito histórico”, afirma Regiane.

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Originalmente, o território de Essequibo pertencia à Venezuela. Ainda no século 19, a área foi tomada pelo Reino Unido que, à época, tinha a Guiana como uma de suas colônias. Após a independência do país, o Reino Unido deixou o conflito como herança. “O conflito teve muitas idas e vindas, não é um conflito que teve, por muitas décadas, um estacionamento”, diz a professora.

Área disputada de Dimitria Coutinho

Confira alguns momentos históricos que marcaram a disputa:

  • 1811 – Independência da Venezuela é declarada, e o território do país conta com a região de Essequibo;
  • 1841 – Reino Unido (então colonizador da Guiana) traça a chamada Linha Schomburgk, anexando o território Essequibo à Guiana. Venezuela rejeita linha e área passa a ser disputada;
  • 1899 – Acordo de Paris concede a área ao Reino Unido. A Venezuela, porém, não participou das negociações, sendo representada pelos Estados Unidos;
  • 1961 – Venezuela denuncia para a ONU que o acordo de Paris tinha sido arbitrário, e afirma considerar a sentença nula e sem efeito. Como argumento, o país usa uma carta póstuma de um dos juízes estadunidenses que afirma que a negociação foi parcial;
  • 1966 – É assinado o Acordo de Genebra, no qual o Reino Unido reconhece que a região está em disputa. No mesmo ano, porém, a Guiana alcança sua independência, e o Reino Unido deixa a disputa para os países latino-americanos.

Nas décadas que se seguiram, Venezuela e Guiana tentaram diversas negociações. Durante o governo de Hugo Chavéz, que assumiu em 1999, a disputa foi arquivada devido às boas relações entre ele e o governo da Guiana. Em 2015, com as descobertas de petróleo, a gestão de Maduro retomou a reivindicação pela área.

Desde 2018, o caso está na Corte Internacional de Justiça a pedido da Guiana. A Venezuela, porém, não reconhece a jurisdição da corte para julgar o caso. No referendo de domingo, 95,4% dos eleitores concordaram com a “posição histórica da Venezuela de não reconhecer a jurisdição da Corte Internacional de Justiça”.

Fonte: Internacional

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Cuiabá

World Creativity Day: Cuiabá irá sediar maior festival colaborativo de criatividade do mundo

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O WCD é realizado anualmente em 21 de abril, data instituída pela ONU em 2017 como o ‘Dia Mundial da Criatividade e Inovação’
O WCD é realizado anualmente em 21 de abril, data instituída pela ONU em 2017 como o ‘Dia Mundial da Criatividade e Inovação’

A Capital de Mato Grosso se prepara para receber o World Creativity Day (WCD) 2025, maior festival colaborativo de criatividade do mundo, que acontecerá de 21 a 23 de abril, em Cuiabá. O Festival acontece simultaneamente em mais de 65 cidades do Brasil e mais 3 países.

O WCD é realizado anualmente em 21 de abril, data instituída pela ONU em 2017 como o ‘Dia Mundial da Criatividade e Inovação’. O evento chega à Cuiabá como um impulsionador da inovação, do empreendedorismo e da economia criativa em um evento totalmente colaborativo por voluntários e marcas que investem no Coletivo Criativo.

Todas as atividades poderão ser acessadas gratuitamente por meio do canal oficial de cada cidade participante no aplicativo (Android e iOS), ou pela plataforma oficial do World Creativity Day na internet.

A edição cuiabana do WCD representa um avanço significativo para o setor cultural e econômico da região Centro-Oeste, promovendo conexões estratégicas, formação profissional e novas oportunidades de negócios.

Com uma programação plural e dinâmica, o festival cria um ambiente propício para troca de conhecimentos, desenvolvimento de ideias e fortalecimento de redes colaborativas.

Além disso, se posiciona como um importante mobilizador para a representatividade feminina dentro do cenário criativo, destacando essas lideranças e impulsionando a participação de mulheres no mercado.

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WCD CUIABÁ

“Somos um time de profissionais que atuam diretamente na valorização da economia criativa, inovação e desenvolvimento sustentável para que o WCD seja sucesso aqui em Cuiabá”, disse a líder do evento na Capital, Lílian Oliveira

O World Creativity Day (WCD) é um festival global que promove a criatividade e a inovação como ferramentas essenciais para o desenvolvimento humano, econômico e social. A iniciativa busca estimular a troca de conhecimentos e a construção de soluções inovadoras, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

A participação de Cuiabá no WCD 2025 é um marco importante para a cidade, destacando-a no cenário internacional e conectando sua cena criativa a um movimento global de inovação.

O evento também se destaca por abranger um público variado, desde talentos emergentes até profissionais consolidados, ampliando as possibilidades de networking e desenvolvimento de novas iniciativas.

Além disso, o festival entra para um calendário de eventos de impacto na Capital, reforçando ainda mais a importância da divulgação midiática e do engajamento de toda a comunidade criativa.

PROGRAMAÇÃO E AÇÕES DO WCD CUIABÁ

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O WCD Cuiabá contará com 15 ações estratégicas, distribuídas em diferentes espaços da cidade, promovendo imersão, aprendizado e experiências transformadoras.

Destacam-se:
​•​Concurso Cuiabá em Cores – Curadoria de Jaqueline Pessôa, incentivando a expressão artística e a identidade visual da cidade.
​•​Exposição Individual do Batorá na Galeria Lava Pés – Com uma ação especial em parceria com Tintas Coral, promovendo uma collab entre artistas.
​•​Oficina com o artista Luiz – Voltada para crianças, dentro do projeto de arte e educação de Jaqueline Pessôa.
​•​Oficina ministrada por Camila Pereira – Também dentro da Galeria Lava Pés, ampliando o impacto do festival na formação artística.
​•​Passeio Cultural Noturno.
● Palestra Show com lideranças criativas.
● World Creativity Social em parceria com os Voluntários de Elite.
● Encontros e Celebrações Colaborativas, entre outras ações, criadas por inspiradores e seus anfitriões, assim como, de mais de 20 voluntários.

Cada uma dessas ações terá um cronograma específico, com definição de local e tempo de duração disponíveis no link: https://worldcreativityday.com/brazil/cuiaba/home

Para mais informações acessem:

@_omundodelily
@worldcreativityday

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