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Reunião discute medidas para potencializar políticas públicas em VG

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Institucionalização do Núcleo de Atendimento à Vítima de Violência Sexual no âmbito do Sistema Único de Saúde de Várzea Grande e a implementação do Prontuário Eletrônico. Estas foram algumas das deliberações tomadas durante reunião realizada na sexta-feira (16) entre representantes da Rede de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres do município. O objetivo da reunião foi encontrar alternativas para potencializar políticas públicas de atendimento às vítimas.

O promotor de Justiça Marcelo Lucindo Araújo, que atua na 6ª Promotoria de Justiça Criminal de Várzea Grande, explica que a Portaria nº 485/2014 redefiniu o funcionamento do Serviço de Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A institucionalização do Núcleo de Atendimento à Vítima de Violência Sexual de Várzea Grande (NAVVS) seguirá as diretrizes estabelecidas nessa portaria.

“Durante a reunião, também discutimos formas de assegurar a aplicação da Lei 13.431/2017, que estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência e altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente)”, acrescentou.

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Em relação à implementação do Prontuário Eletrônico, o promotor de Justiça ressalta que a exigência foi estabelecida pelo Ministério da Saúde. “Esta providência agilizará o atendimento de pacientes, otimizará o tempo dos/as profissionais da saúde e garantirá a segurança dos dados e celeridade do acesso às informações pelo Sistema de Garantia de Direitos”, afirmou.

Para a efetivação das deliberações, segundo ele, será criado um comitê composto por representantes do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (6ª Promotoria de Justiça Criminal de Várzea Grande), Secretaria Municipal de Saúde (Coordenação do NAVVS, Coordenação da Atenção Secundária em Saúde, Coordenação da Terciária em Saúde, Superintendente de Gestão em Saúde, setor Jurídico) e Centro Universitário de Várzea Grande-Univag.

No próximo dia 03 de julho, o grupo volta a se reunir para dar continuidade às discussões. A reunião realizada na sexta-feira contou com a participação da analista Assistente Social do MPMT, Michelle Moraes Santos, do secretário municipal de Saúde de Várzea Grande, Gonçalo de Barros, e do coordenador do Núcleo de Atendimento a Vítimas de Violência Sexual de Várzea Grande, João Paulo Alcântara.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres

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A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.

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Foto: Reprodução.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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