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Réu é condenado a 60 anos de reclusão por homicídios qualificados

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Matheus Pereira Lopes foi condenado a 60 anos, seis meses e 22 dias de reclusão em sessão de julgamento pelo Tribunal do Júri de Pontes e Lacerda (448 km de Cuiabá), no dia 20 de maio. O Conselho de Sentença acatou a tese do Ministério Público de Mato Grosso, reconhecendo a prática de dois homicídios qualificados, quatro tentativas de homicídio qualificado, associação criminosa e corrupção de menores. O réu cumprirá a pena em regime fechado e não poderá recorrer da sentença em liberdade. Atuou no júri a promotora de Justiça Clarisse Moraes de Ávila. De acordo com a sentença, Matheus Pereira Lopes foi responsabilizado pelo assassinato de Luca Mateus Campos da Silva, atingido por nove disparos de arma de fogo, e de Luan Henrique Nogueira dos Santos, morto com dois tiros. Ambos os crimes foram cometidos por motivo fútil e com o uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas. Ele também foi condenado por tentativa de homicídio contra Maria Luiza Lacerda Lopes, nas mesmas circunstâncias. E por temtar matar Marcelo Henrique Faria Valim, Carlos Juliano Cunha Azevedo e Karlos Vinicius da Silva por motivo torpe, utilizando recurso que impediu a defesa das vítimas.Segundo a denúncia da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Pontes e Lacerda, os crimes ocorreram em maio de 2020, no bairro Vila Guaporé, e foram motivados por uma rivalidade entre as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). Os membros do PCC teriam praticado um roubo em território do CV, desencadeando a retaliação. Os denunciados invadiram uma residência onde as vítimas estavam reunidas e as surpreenderam com diversos disparos de arma de fogo.Seis homens foram denunciados pelos crimes e os processos foram desmembrados. Matheus Pereira Lopes foi julgado individualmente. Pelos mesmos fatos, Wenderson Queiroz Antônio e Diemerson Silva dos Santos já foram julgados em outro processo. Os demais réus – Luciano Felix Oliveira, Renato Aquino Santiago e Jonatas Júnior Fernandes de Oliveira – ainda aguardam julgamento.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT fortalece defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+

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Garantir o respeito à diversidade e combater todas as formas de discriminação estão entre as atribuições do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). No dia 28 de junho, quando é celebrado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, a instituição reforça seu compromisso com a defesa dessa população, atuando para assegurar direitos fundamentais previstos na Constituição Federal, promover a cidadania, fiscalizar políticas públicas de inclusão e responsabilizar autores de práticas discriminatórias.A proteção desses direitos tem fundamento na Constituição Federal, que assegura a igualdade, a liberdade e a dignidade de todas as pessoas, sem distinção de qualquer natureza. Nos últimos anos, importantes avanços foram consolidados no campo da proteção à população LGBTQIAPN+, entre eles o reconhecimento da união estável e do casamento entre pessoas do mesmo sexo, a possibilidade de alteração de nome e gênero no registro civil sem necessidade de cirurgia, a equiparação da homofobia e da transfobia ao crime de racismo e o fortalecimento das garantias de igualdade, inclusão e respeito à identidade de gênero em diferentes espaços sociais.Além disso, práticas como recusar atendimento, humilhar, constranger, excluir ou agredir alguém em razão da orientação sexual ou da identidade de gênero são passíveis de responsabilização. Nesse contexto, o Ministério Público atua tanto na repressão quanto na prevenção de violações de direitos. A instituição recebe e apura denúncias de discriminação e violência, acompanha e fiscaliza a implementação de políticas públicas voltadas à inclusão social, promove a defesa dos direitos fundamentais e desenvolve ações educativas para conscientizar a população sobre a importância do respeito à diversidade e do combate à intolerância.As violações podem ocorrer em diferentes espaços da convivência social. Casos de discriminação são registrados em escolas e universidades, unidades de saúde, repartições públicas, ambientes de trabalho, estabelecimentos comerciais, espaços religiosos e também nas plataformas digitais. Em todas essas situações, o Ministério Público pode atuar para apurar os fatos, acolher e orientar as vítimas, promover a responsabilização dos envolvidos e adotar medidas destinadas à prevenção de novas violações.O MPMT reforça que vítimas e testemunhas de discriminação ou violência não devem permanecer em silêncio. A denúncia é uma ferramenta fundamental para a proteção de direitos e para o enfrentamento de práticas discriminatórias. Em situações de urgência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190. Para registrar denúncias, a população pode procurar a Ouvidoria do Ministério Público pelo telefone 127, pelos números de WhatsApp (65) 99271-0792 e (65) 99255-4681, ou ainda buscar a Promotoria de Justiça mais próxima.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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