Ministério Público MT

Réu é condenado a 28 anos por homicídio e corrupção de menor

Publicado em

O réu Marlon Ferreira da Silva foi julgado pelo Tribunal do Júri de Diamantino (a 208 km de Cuiabá) na quinta-feira (16) e condenado pelos crimes de homicídio qualificado de Jeferson da Silva Souza e corrupção de menor. A pena fixada totalizou 28 anos, seis meses e 20 dias de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado. O condenado não poderá recorrer em liberdade. A sentença também determinou o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil, a ser dividido entre a mãe e os três irmãos da vítima.O Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público e reconheceu que o crime foi cometido por motivo torpe, decorrente de vingança e rivalidade entre facções criminosas, com emprego de meio cruel, sete disparos de arma de fogo, e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, já que Jeferson foi surpreendido em casa, deitado na cama, enquanto cuidava do irmão de três anos. Além disso, os jurados entenderam que Marlon corrompeu um menor de idade ao envolvê-lo na execução do homicídio. Atuou no júri a promotora de Justiça Rhyzea Lucia Cavalcanti de Morais.Conforme a denúncia, o crime aconteceu em abril de 2023. Marlon e o adolescente chegaram à residência da vítima em uma motocicleta. O menor de idade entrou na casa e efetuou os disparos, enquanto Marlon aguardava do lado de fora. Após o homicídio, ambos fugiram do local. O crime foi presenciado por familiares da vítima, incluindo crianças e adolescentes.Processo 1001354-45.2023.8.11.0005.

Leia Também:  Médico veterinário é denunciado por homicídio triplamente qualificado

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Ministério Público MT

MP Eleitoral denuncia vereador por violência política de gênero

Published

on

O Ministério Público Eleitoral apresentou denúncia contra o vereador Leandro Budke por violência política de gênero praticada contra a vereadora Juliana Micheli Arend, da Câmara Municipal de Porto dos Gaúchos, município localizado a 644 km de Cuiabá.A denúncia foi oferecida pelo promotor eleitoral Pedro Facundo Bezerra e refere-se a fatos ocorridos durante a 1ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal, realizada em 9 de fevereiro de 2026. Na ocasião, a vereadora fazia uso regular da palavra em plenário, dentro do tempo regimental, quando teve sua fala interrompida de forma abrupta pelo denunciado, em tom autoritário e depreciativo.Segundo informa a denúncia, o vereador determinou publicamente que a parlamentar “não abrisse a boca”, confirmando a intenção de silenciá-la mesmo após ser questionado. O episódio ocorreu em sessão pública, na presença de outros vereadores, servidores e cidadãos, e resultou na interrupção da manifestação da vereadora.De acordo com o promotor de eleitoral, “a conduta não configura mero debate político, mas um ato consciente e voluntário de silenciamento, dirigido exclusivamente à vereadora em razão de sua condição de mulher, com o objetivo de dificultar o exercício do mandato eletivo. A denúncia destaca que a expressão utilizada possui histórico simbólico de exclusão feminina, incompatível com o ambiente democrático do Poder Legislativo”, destacou.O Ministério Público Eleitoral também ressalta que o fato atinge não apenas a esfera individual da vítima, mas valores fundamentais da ordem democrática, como a igualdade de gênero e a representação política. Por essa razão, não foi considerada cabível a celebração de Acordo de Não Persecução Penal (ANPP).Além da denúncia, o MP Eleitoral requereu a adoção de medidas cautelares, entre elas a proibição de contato com a vereadora, a vedação de manifestações ofensivas, intimidatórias ou constrangedoras durante atividades parlamentares, bem como restrições de aproximação, ressalvadas situações estritamente necessárias ao funcionamento institucional da Câmara.As medidas têm como finalidade cessar o constrangimento, preservar a integridade psíquica da vítima e assegurar o pleno e autônomo exercício do mandato parlamentar, em ambiente institucional livre de humilhação, intimidação e práticas de silenciamento, especialmente por motivo de gênero.

Leia Também:  Governador nomeia novo procurador-geral de Justiça

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA