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Projeto é implementado na Cadeia Pública de Vila Rica 

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Contribuir para a ampliação da compreensão do sentido da vida, assegurar a ressocialização de pessoas privadas de liberdade e promover a reinserção social são alguns dos objetivos do projeto “Reconstruindo Sonhos”, que nesta quinta-feira (8) foi implementado na Cadeia Pública de Vila Rica.Nesta primeira turma, 20 reeducandos serão beneficiados com encontros semanais que abordam temas como valores, humanização e espiritualidade, relações interpessoais, família, comunicação, trabalho, perspectiva de futuro, entre outros. Além disso, um curso de qualificação será oferecido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), de acordo com o perfil produtivo da unidade prisional e as características socioeconômicas do município.De acordo com o promotor de Justiça Brício Britzke, o projeto nasce do compromisso do Ministério Público com a transformação social. “Mais do que oferecer cursos ou capacitação, ele tem como essência a possibilidade de ressignificar histórias de vida e construir um novo futuro para aqueles que estão privados de liberdade. Acreditamos que toda pessoa tem potencial de mudança, e é nesse sentido que atuamos: proporcionando reflexão, qualificação e dignidade. Hoje, celebramos não apenas a inauguração de mais uma edição do projeto, mas o compromisso coletivo com a reintegração e a esperança”, destacou Brício, que atualmente atua na 2ª Promotoria Cível de Porto Alegre do Norte, mas foi o responsável pela implementação do Reconstruindo Sonhos em Vila Rica.O encontro de lançamento do projeto na Cadeia Pública do município contou com a participação dos promotores de Justiça Brício Britzke e Giedra Dalila Meneses Brito Martins; do diretor da Cadeia Pública de Vila Rica, Rivelino Pereira de Jesus; do prefeito e do vice-prefeito do município de Vila Rica, João Salomão Pimenta e Júlio Borges; do padre Fernando Francisco Góes; da representante da diretoria da 27ª Subseção de Vila Rica da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso, Indyara Cavalcante; do Comandante Regional Adjunto da Polícia Militar, tenente-coronel Jefferson Mascarenhas do Nascimento; do presidente do Conselho de Segurança Pública de Vila Rica, Leonardo Burguesan; Ideon Pereira de Faria e Willian Rinaldi, representantes da Congregação Cristã no Brasil, e Adriana Lúcia Antônio, da Pastoral Carcerária da Prelazia de São Félix do Araguaia.Parceiros interinstitucionais – O Reconstruindo Sonhos conta com parceria do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT), Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPMT), Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), Fundação Nova Chance (Funac), Instituto Ação Pela Paz e Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).*Estagiário escreve sob supervisão da jornalista Julia Munhoz.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Réu é condenado a 26 anos no primeiro julgamento de feminicídio em Vera

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O primeiro caso de feminicídio reconhecido como crime autônomo na cidade de Vera (458 km de Cuiabá) foi julgado nesta sexta-feira (24) pelo Tribunal do Júri da comarca. Francisco Edivan de Araújo da Silva foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da ex-companheira, Paulina Santana, cometido em razão da condição do sexo feminino e no contexto de violência doméstica.
O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado com o uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Atuou em plenário o promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), réu e vítima mantinham um relacionamento amoroso conturbado, com idas e vindas, e, mesmo após o término, o acusado continuava frequentando a residência de Paulina. No dia do crime, ocorrido em junho de 2025, Francisco Edivan foi novamente até a casa da ex-companheira e a encontrou conversando com outro homem, situação que o desagradou. Ele ordenou que o rapaz deixasse o local, o que deu início a uma discussão com a vítima.
Em seguida, de forma súbita e inesperada, o acusado desferiu um golpe de arma branca na vítima, utilizando uma faca com lâmina de aproximadamente 30 centímetros, causando lesão gravíssima na região abdominal. Paulina chegou a ser socorrida por um vizinho e levada ao pronto-socorro do município, sendo posteriormente transferida para o Hospital Regional de Sinop. Apesar do atendimento médico, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu quatro dias após o ataque.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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