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PGJ de MT participa de eleição para escolha do novo comando do CNPG

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O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Deosdete Cruz Junior, participou nesta quarta-feira (29), em Brasília, da eleição que escolheu por 16 votos o procurador-geral de Justiça do Pará, César Bechara Nader Mattar Júnior, para conduzir o Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG). O PGJ paraense foi eleito com 53,33% dos votos do colegiado. O outro candidato, o PGJ do Estado de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior, obteve 14.

A eleição ocorreu durante a reunião ordinária do CNPG, na sede do Ministério Público Militar, no Distrito Federal, sob a condução da presidente, PGJ da Bahia Norma Cavalcanti. Deosdete Cruz Junior está em Brasília para uma série de compromissos, acompanhado do subprocurador-geral de Justiça Jurídico e Institucional, Marcelo Ferra de Carvalho.

Mais cedo, eles participaram da assinatura do “Pacto Nacional em Defesa da Democracia”, documento que tem a finalidade de reafirmar o compromisso dessas instituições com o Estado Democrático de Direito. O ato abriu o evento “Ministério Público, Estado e Sociedade em defesa da democracia”, realizado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) por meio da Comissão Temporária da Defesa da Democracia (CTDD), que teve em sua programação palestras e debates com participação de autoridades e acadêmicos de Direito.

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O presidente eleito para o comando do CNPG agradeceu a confiança do colegiado, parabenizou a presidente do Conselho e a comissão eleitoral pela condução do processo e registrou seu compromisso com o fortalecimento da unidade do MP. César Bechara Nader Mattar Júnior afirmou que não medirá esforços para dignificar o Ministério Público Brasileiro durante sua gestão (2022-2023). 

(Com informações do CNPG)
Foto: CNPG
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Após ação do MPMT, Justiça condena Energisa por falhas 

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A Justiça reconheceu a procedência da ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e condenou a concessionária Energisa Mato Grosso – Distribuidora de Energia S.A. a adotar medidas para melhorar a prestação do serviço de energia elétrica no município de Alto Garças (362 km de Cuiabá).A ação foi ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça de Alto Garças, sob a condução do promotor de Justiça Thiago Marcelo Francisco dos Santos, após a apuração de reiteradas falhas na prestação do serviço, com registros de quedas constantes de energia que, segundo o procedimento investigatório, chegam a ocorrer diariamente e até diversas vezes no mesmo dia.Conforme demonstrado pelo Ministério Público, os problemas no fornecimento de energia elétrica vêm sendo relatados há anos pela população e têm provocado impactos diretos na vida dos moradores, além de comprometer serviços públicos essenciais. Entre os prejuízos apontados estão a interrupção no abastecimento de água, dificuldades no funcionamento de unidades de saúde e danos a equipamentos eletrônicos de consumidores e de órgãos públicos.Na sentença, o juiz Leandro Bozzola Guitarrara acolheu a tese sustentada pelo MPMT de que a prestação do serviço público deve observar padrões de continuidade, eficiência e segurança, especialmente por se tratar de serviço essencial.O juízo destacou que as interrupções frequentes e prolongadas não podem ser consideradas situações excepcionais, como alegado pela concessionária, mas evidenciam falhas estruturais e a necessidade de adoção de medidas efetivas para regularização do serviço.Durante o processo, a empresa alegou que as interrupções decorreriam de fatores externos, como condições climáticas adversas, além de afirmar ter realizado investimentos e manutenções na rede elétrica. Contudo, a prova produzida nos autos, incluindo dados coletados pelo Ministério Público e manifestações de órgãos públicos municipais, evidenciou a persistência do problema e seus efeitos generalizados sobre a coletividade.Com a decisão judicial, foi confirmada a obrigação da concessionária de adotar providências técnicas capazes de garantir a melhoria do fornecimento de energia elétrica em Alto Garças, com o objetivo de cessar as interrupções constantes e assegurar a adequada prestação do serviço à população.Na decisão, o juiz também condenou a Energisa ao pagamento de R$ 2 milhões a título de danos morais coletivos, valor que deverá ser destinado conforme previsto na Lei da Ação Civil Pública, assegurada sua aplicação em benefício direto dos munícipes de Alto Garças, em razão dos prejuízos causados pelas constantes falhas no fornecimento de energia elétrica.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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