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O Papel do MP no acolhimento das famílias que enfrentam o luto

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Na sexta-feira (07), integrantes do Ministério Público abordaram o papel da entidade na promoção do cuidado com as famílias enlutadas. O promotor de justiça Herbert Dias Ferreira, a assistente social Angélica Aparecida Valentim e a psicóloga Vânia Tatiane Meyer, todos com atuação no NDV de Sinop puderam compartilhar o trabalho que é feito além da punição.O promotor destacou que a proteção às vítimas é uma preocupação mundial. ‘Essa preocupação está inclusive inserida no âmbito das organizações das nações unidas. Todos os 193 países membros da organização têm até 2030 para cumprir todas as 17 metas definidas em objetivos de desenvolvimento sustentável e uma delas tem a ver muito com nosso tema hoje, a que busca fomentar a paz e possibilitar o amplo e acesso à justiça a todos, sobretudo as vítimas,’ afirmou.A psicóloga Vânia Meyer falou sobre a importância da escuta qualificada e do acolhimento humanizado às famílias. Ela explicou que o foco excessivo nos criminosos nas redes sociais pode aumentar o sofrimento de quem perdeu alguém. ‘Muitas vezes a pessoa entra no Instagram só porque viu muita gente comentando. Isso vira uma moda, mas pode causar ainda mais dor’, disse. Vânia também explicou que, para se proteger emocionalmente, algumas pessoas tentam justificar o crime culpando a vítima, como se isso criasse uma barreira psicológica que dissesse “isso não vai acontecer comigo”. A assistente social Angélica Valentim falou sobre o papel da assistência social no NDV, que é garantir que as famílias tenham acesso aos seus direitos e aos serviços públicos, como saúde, apoio psicológico e assistência social. Ela lembrou que os familiares também são vítimas e que cada pessoa vive o luto de forma diferente. ‘Se a pessoa chora muito, é julgada. Se não chora, também. Se demora para se recuperar, é criticada. Se se recupera rápido, também. Precisamos entender que o luto é individual’, afirmou. Angélica também falou sobre a Cartilha do Luto, criada pelo MPMT, que ajuda a identificar quando o sofrimento se torna muito intenso e pode afetar a saúde mental. Ela reforçou que o Ministério Público atua tanto na fiscalização quanto na parceria com os serviços públicos, como postos de saúde para garantir que as famílias recebam o cuidado necessário.Assista à entrevista completa aquiDose dupla – Nesta edição do projeto Diálogos com a Sociedade, as entrevistas serão realizadas em dois horários diários, diretamente do Várzea Grande Shopping: às 14h, com transmissão ao vivo pela Rádio CBN Cuiabá, e às 18h, com transmissão ao vivo pelo SBT Cuiabá (canal 5.1) e exibição simultânea pela plataforma MT Play. Os programas também estão disponíveis no canal oficial do MPMT no YouTube e na página institucional no Instagram.Parceria – O Diálogos com a Sociedade conta com o apoio de parceiros institucionais como Águas Cuiabá, Amaggi, Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Bom Futuro, CBN Cuiabá, Energisa, Instituto da Madeira do Estado de Mato Grosso (Imad), Instituto Mato-grossense de Carne (Imac), Kopenhagen, Nova Rota do Oeste, Oncomed-MT, SBT Cuiabá, Sicredi e Várzea Grande Shopping.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Liminar atende MPMT e cobra reforço na Politec de Pontes e Lacerda

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A Justiça deferiu, nesta segunda-feira (25), o pedido de tutela de urgência formulado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em ação civil pública que cobra a regularização do quadro de profissionais na unidade da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Pontes e Lacerda (444 km de Cuiabá). A decisão atende solicitação apresentada pela promotora de Justiça Mariana Batizoco Silva Alcântara.A ação foi proposta após apuração de irregularidades no funcionamento da unidade, especialmente relacionadas à insuficiência de papiloscopistas e técnicos em necropsia. De acordo com o Ministério Público, o déficit de servidores tem comprometido a realização de perícias urgentes em uma região que abrange 10 municípios, gerando prejuízos à população e à própria persecução penal.O processo evidencia que a Politec local opera com quadro reduzido, contando com apenas dois papiloscopistas e dois técnicos em necropsia, além de registros frequentes de escalas de plantão incompletas. Em fevereiro de 2026, por exemplo, foram constatados oito dias sem papiloscopista e dois dias sem técnico em necropsia, enquanto a escala de maio do mesmo ano indicou dias totalmente sem cobertura pericial e poucos períodos com equipe completa.A precariedade do serviço também teve reflexos diretos na população. Um dos casos citados nos autos relata que uma família aguardou mais de dez horas para a liberação de um corpo após acidente de trabalho, em razão da ausência de equipe disponível na unidade. Na decisão, o juiz Marcelo Ferreira Botelho reconheceu a presença dos requisitos legais para concessão da tutela de urgência. Segundo o magistrado, a atividade pericial é essencial para a segurança pública e para a produção de provas nos processos criminais, sendo dever do Estado garantir a continuidade e a eficiência do serviço. O magistrado ressaltou ainda que os elementos juntados ao processo demonstram que a deficiência é estrutural, recorrente e reconhecida pela própria administração, que apontou a necessidade de concurso público para recomposição do quadro. Para o Judiciário, a omissão estatal injustificada autoriza a intervenção judicial, sem violação ao princípio da separação dos poderes. Com a decisão, o Estado de Mato Grosso deverá adotar providências para o provimento das vagas de papiloscopista e técnico em necropsia no prazo de 30 dias. Também foi determinado que, em até 15 dias, sejam iniciados ou demonstrados os procedimentos para contratação temporária emergencial desses profissionais, até que ocorra o preenchimento definitivo dos cargos. Além disso, o Estado deverá implementar de forma imediata medidas de gestão para garantir o funcionamento contínuo da unidade, como o remanejamento de servidores de outras regiões, oferta de plantões extraordinários e suporte logístico necessário para cobrir integralmente as escalas de plantão.A decisão também prevê que o Estado apresente relatório detalhado das ações adotadas, incluindo cronograma de contratação e escala de trabalho atualizada, sob pena de aplicação de multa em caso de descumprimento.Na ação, o Ministério Público destaca que a falta de profissionais compromete não apenas o atendimento à população, mas também o andamento de investigações e processos judiciais, uma vez que a perícia oficial é indispensável para a comprovação da materialidade dos crimes, conforme previsto na legislação processual penal.

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Nº PJE: 1002848-13.2026.8.11.0013.

Fotos: Politec-MT

Fonte: Ministério Público MT – MT

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